“E a maior destas é a caridade”
Gordon B. Hinckley
do Quórum dos Doze Apóstolos
14 de fevereiro de 1978
do Quórum dos Doze Apóstolos
14 de fevereiro de 1978
Eu não poderia desejar nada melhor para cada um de vocês, meus queridos jovens amigos, do que o amor – a companhia de alguém mais querido do que qualquer amigo; alguém por quem vocês sintam uma alegria arrebatadora e com quem possam ser felizes; alguém que desperte em vocês o que há de melhor; alguém por quem, ano após ano, vocês se tornem mais gratos, mais ternos, mais atentos e mais unidos à medida que a vida avança rumo à eternidade.
Pretendemos modificar a tradução se for necessário. Para dar sugestões, envie um e-mail para: speeches.por@byu.edu
Eu gostei muito dessa música. Eu nunca ouvi uma interpretação de “Careço de Jesus” assim, nem uma que me tocou mais profundamente. Eu não sabia que era a semana dos nativos americanos na BYU, ou eu poderia ter falado dessas pessoas maravilhosas. Assim sendo, falarei a eles, e também a vocês, todas pessoas maravilhosas.
É tão revigorante estar diante de vocês. Vocês dão vida, vitalidade e beleza ao presente e segurança ao futuro. Eu sempre venho aqui com um sentimento de inadequação. Mas hoje me sinto um pouco mais confiante. No final de uma conferência de estaca recente, uma adolescente me entregou um envelope selado que abri no avião a caminho de casa. Ele continha uma carta que dizia em parte:
Prezado irmão Hinckley:
Eu só queria agradecer por terem vindo à nossa estaca para esta conferência. Essa foi realmente uma mensagem legal. Eu queria saber se você conhece Paul Dunn. Ele é o meu orador favorito, e foi ele quem dedicou o nosso edifício. Eu não ouço falar dele há algum tempo, mas você é um orador tão bom quanto ele.
Agora, tendo estabelecido minhas credenciais e buscado a direção do Espírito Santo, desejo falar sobre algo em que todos vocês estão interessados – algo pelo qual todos vocês anseiam, que precisam, e sem o qual o mundo pode realmente ser um lugar solitário e sombrio. Eu vou falar sobre isso porque hoje é o Dia dos Namorados.
Nesse dia, quando eu era um rapaz, trocávamos corações de papel na escola, e, à noite, os deixávamos nas portas de nossos amigos, fazendo barulho na varanda e correndo no escuro para nos esconder. Às vezes, amarrávamos um fio a um coração de papel e quando a pessoa ia pegar, puxávamos de volta, então fugíamos para nos divertir. Isso acontece na vida com alguns de nós.
Quase sem exceção, esses corações tinham escrito na frente as palavras: “Eu te amo.” Desde então, passei a entender que o amor é mais do que um coração de papel. É a própria essência da eternidade. É o pote de ouro no final de um arco-íris. Mas não está no fim de um arco-íris — está no início, e dele brota a beleza que arqueia pelo céu em um dia de tempestade. O amor é a segurança pela qual as crianças choram, o sustento da juventude, a cola que mantém o casamento unido e o óleo que evita fricções destrutivas no lar. É a paz dos idosos, a luz da esperança que ilumina a morte. Quão empobrecidos são aqueles que não têm amor, e quão ricos são aqueles que o têm!
Para a maioria de vocês aqui hoje, essa é uma das razões para a sua presença no campus. Vocês estão aqui por causa do amor de seus pais, cujo interesse é a sua felicidade, presente e futura. Vocês dizem que estão aqui para obter uma educação, e espero que isso seja verdade. Mas em seus corações vocês sabem que também estão aqui para encontrar um companheiro ou companheira, aquela pessoa por quem vocês esperam se apaixonar, mais tarde se casar, e com quem depois poderão viver felizes para sempre. Este não é um sonho ocioso e idílico. Isso acontece. Eu sei que isso acontece; já vivenciei isso. E vocês sabem que isso acontece e vocês esperam e oram para que isso aconteça com vocês.
Eu sou alguém que acredita que o amor, como a fé, é um dom de Deus. Concordo com Pearl Buck, que disse: O amor não pode ser forçado, o amor não pode ser persuadido e provocado. Ele vem do céu, e não é solicitado nem procurado” (The Treasure Chest, p. 165).
Alguns de vocês fizeram aulas para se prepararem melhor para o momento esperado em que encontrarão um cônjuge. Essas aulas podem ajudar a qualificar vocês, e cada um de nós precisa de toda a ajuda que puder obter. Mas estou inclinado a concordar com Sydney Harris, o colunista, que escreveu:
Um dos grandes erros que tendemos a cometer quando somos jovens é supor que uma pessoa é um conjunto de qualidades, e somamos as boas e más qualidades do indivíduo, como um contador trabalhando em débitos e créditos.
Se o equilíbrio for favorável, podemos decidir dar o salto [para o casamento]. O mundo está cheio de homens e mulheres infelizes que se casaram com seus companheiros porque pareceu ser um bom investimento.
O amor, no entanto, não é um investimento; é uma aventura. E quando o casamento acaba por ser tão monótono e confortável como um investimento sólido, a festa descontente logo se volta para aventuras em outros lugares.
Pessoas ignorantes estão sempre dizendo: “Eu me pergunto o que ele vê nela”, não percebendo que o que ele vê nela (e o que ninguém mais pode ver nela) é a essência secreta do amor.
Entrar em um casamento calma e racionalmente é como dançar um bacanal calma e racionalmente; é uma contradição em termos. Tais casamentos levam em conta tudo, exceto o que é importante – o espírito. [“Amor e Casamento”, Deseret News, 18 de outubro de 1977]
Eu tenho um amigo que decidiu que o casamento dele seria científico – um casamento construído sobre as qualidades de sua esposa, em vez de seus sentimentos por ela. Ele morava na Califórnia em uma grande ala e uma grande estaca, onde havia muitas moças atraentes de sua idade. Na busca por seu objetivo, ele fez um gráfico. No topo de cada coluna, ele estabeleceu algumas qualidades que valem a pena, como beleza, educação, ambição, um pai rico, e assim por diante. Então, ao lado de seu gráfico, ele escreveu os nomes de todas as meninas que ele conhecia. Em seguida, ele classificou cada uma e organizou-as em ordem numérica: 1, 2, 3, 4 e assim por diante. E então, ele começou a planejar a conquista.
Com muita esperança, ele ligou para a candidata número 1; ela se recusou a sair com ele. A candidata 2 também tinha uma desculpa. A terceira apostou em um encontro, o primeiro e o último; e ele acabou se casando com a quarta. Um ano depois, alguém me enviou uma cópia do jornal local em que meu amigo deu aviso de que ele não seria mais responsável por dívidas contraídas por sua esposa. O divórcio seguiu-se pouco depois disso. Passaram-se quarenta anos, e meu amigo, outrora ferido e desprovido de afeto, jamais voltou a se casar.
Penso em dois outros amigos semelhantes, um rapaz e uma moça. Eu os conhecia da época do ensino médio e da universidade. Ele era um rapaz de uma cidade do interior, simples na aparência, sem dinheiro e nada promissor. Ele tinha sido criado em uma fazenda e, se tinha uma qualidade cativante, era a sua capacidade de trabalhar. Ele carregava sanduíches de mortadela em um saco de papel marrom para seu almoço e varria o chão da escola para pagar suas mensalidades. Mas, com toda essa sua aparência rural, tinha um sorriso e uma personalidade que transpiravam bondade. Ela era uma moça da cidade que tinha saído de uma casa confortável, mas ela nunca teria se qualificado para um concurso de beleza. Seu rosto era marcado por sardas, mas ela fazia o melhor do que possuía, demonstrando graça e charme na maneira discreta de se vestir e de arrumar o cabelo.
Algo maravilhoso aconteceu entre eles. Eles se apaixonaram. Ninguém entendeu o porquê. Havia rapazes muito mais promissores para ela e moças muito mais bonitas que lhe poderiam ter interessado. Mas os dois passaram os anos de escola rindo, dançando e estudando juntos. Casaram-se enquanto as pessoas se perguntavam como conseguiriam ganhar dinheiro suficiente para sobreviver. Ele empenhava-se nos estudos profissionais e saiu-se bem. Ela economizava dinheiro, trabalhava e orava. Ela o incentivava, apoiava e, quando as coisas ficavam muito difíceis, dizia calmamente: “Vamos conseguir resolver isso de algum jeito”. Ele venceu esses anos difíceis, incentivado pela fé que ela depositava nele. Vieram os filhos e, juntos, eles os amaram, sustentaram e deram-lhes a segurança nascida do amor e da lealdade mútua. Mais de 45 anos se passaram. Os filhos estão crescidos e são um motivo constante de honra para eles, para a Igreja e para a comunidade em que moram.
Recentemente, durante um voo saindo de Nova York, caminhei pelo corredor na penumbra da cabine e vi uma mulher de cabelos brancos, com a cabeça apoiada no ombro do marido enquanto cochilava, e a mão dele envolvia a dela com carinho. Ele estava acordado e me reconheceu. Ela acordou e conversamos. Também estavam voltando de Nova York, onde ele havia feito uma apresentação diante de uma das grandes sociedades eruditas do país. Ele pouco comentou a respeito, mas ela falava orgulhosamente das honras que ele havia recebido. Quarenta e cinco anos atrás, pessoas sem compreensão perguntavam o que ele via nela e o que ela via nele.
Pensei nisso enquanto voltava ao meu assento no avião. E disse a mim mesmo: os amigos deles, naquela época, viam apenas um rapaz do campo e uma moça sorridente com sardas no nariz. Mas esses dois viam um no outro o amor, a lealdade, a paz, a fé e o futuro. Chamem isso de química, se desejarem; talvez fosse um pouco disso, mas havia muito mais. Alguma coisa divina havia florescido neles, plantada ali pelo Pai Celestial. Durante o tempo de universidade, viveram dignos daquele florescimento de amor. Viveram com virtude e fé, apreciação e respeito consigo mesmos e para com o outro. Nos anos de difíceis problemas profissionais e econômicos, encontraram sua maior força terrena no companheirismo mútuo. Agora, na velhice, encontravam juntos a paz e o contentamento sereno. Além de tudo isso, estavam seguros de uma união feliz para a eternidade, por meio dos convênios do sacerdócio feitos e das promessas recebidas na casa do Senhor.
Refletindo sobre a imagem que eu tinha acabado de ver dessas duas pessoas felizes, vieram à minha mente estas linhas que li há muito tempo por Robert Louis Stevenson:
Fiel, morena, viva, leal,
Com olhos de ouro e orvalho silvestre,
Firme qual aço, lâmina reta,
O grande Artífice fez dela minha eleita.
Honra, ímpeto, coragem e ardor,
Um amor que a vida não cansou,
Que a morte não apaga, nem o mal provoca —
Foi o que o Mestre poderoso lhe deu por troca.
Mestra, doce amiga, esposa e guia,
Companheira leal de toda a via;
De coração inteiro, alma liberta,
O Pai Supremo a mim deu por oferta.
[Livro de recortes de Elbert Hubbard, 69]
Não poderia desejar nada melhor para cada um de vocês, meus queridos jovens amigos, do que o amor – a companhia de alguém mais querido do que qualquer amigo; alguém por quem vocês sintam uma alegria arrebatadora e com quem possam ser felizes; alguém que desperte em vocês o que há de melhor; alguém por quem, ano após ano, vocês se tornem mais gratos, mais ternos, mais atentos e mais unidos à medida que a vida avança rumo à eternidade.
E agora eu gostaria de falar rapidamente além daquela relação de rapaz e moça, marido e mulher, pai e mãe para um amor maior a Deus e aos outros. Cito:
E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:
Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
E Jesus disse-lhe: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
Este é o primeiro e grande mandamento.
E o segundo semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. [Mateus 22:35–40]
Essa é a essência básica do evangelho de Jesus Cristo. Ouçam estas grandes palavras de Paulo:
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria.
A caridade nunca falha; porém, ainda que haja profecias, desaparecerão; ainda que haja línguas, cessarão; ainda que haja ciência, desaparecerá; [1 Coríntios 13:1–2, 8]
Primeiro, uma palavra sobre o amor ao próximo. Quem é o meu próximo? Leiam novamente – leiam periodicamente, meus irmãos e irmãs – a parábola do Bom Samaritano. E leiam também as palavras do Senhor a respeito do dia do juízo, quando o Rei:
dirá aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo:
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me:
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; Estive na prisão, e fostes ver-me.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
[E ele responderá:] Quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes [Mateus 25:34–40].
Ouvi um homem preeminente dizer outro dia: “Modifiquei a linguagem das minhas orações. Em vez de dizer: ‘Abençoa os pobres, enfermos e necessitados’, agora eu digo: ‘Pai, mostra-me como ajudar os pobres, enfermos e necessitados, e dá-me a determinação de fazê-lo.’”
Nisto, meus irmãos e irmãs, reside o grande desafio que enfrentamos em nossas vidas apressadas e egocêntricas. Há alguns anos, li a história de uma jovem que tinha ido lecionar em uma área rural. Entre os alunos de sua turma, havia uma menina que já tinha reprovado antes e que estava fracassando novamente. Ela não sabia ler. Ela vinha de uma família sem recursos para levá-la a uma cidade maior para exames a fim de determinar seu problema. Percebendo que a dificuldade poderia ter vindo dos olhos da menina, a jovem professora decidiu levá-la às suas próprias custas para que seus olhos fossem examinados. Foi descoberta uma deficiência que poderia ser corrigida com óculos, e a professora comprou-os com o próprio dinheiro. Um mundo totalmente novo se abriu para aquela menina, pois pela primeira vez em sua vida ela viu claramente as palavras diante dela. O salário daquela professora rural era modesto, mas com o pouco que tinha ela fez um investimento que mudou completamente a vida de uma aluna com dificuldades; e, ao fazer isso, ela encontrou uma nova dimensão em sua própria vida, um investimento que rendeu dividendos constantes ao longo dos anos.
Todo missionário retornado nesta sala poderia contar experiências de ‘se perder’ a serviço dos outros, e ao fazê-lo poderia acrescentar que aquele foi o momento mais gratificante de sua vida. Como é que, quando voltamos da missão, temos tanta dificuldade em manter esse espírito de amor ao próximo?
O amor é a única força que pode conciliar as diferenças entre as pessoas e que pode superar os abismos da amargura e da animosidade que tão frequentemente e violentamente nos separam. Lembro destas falas de Edwin Markham:
Ele traçou um círculo, a me excluir —
Herege, rebelde, alguém a punir.
Mas o amor e eu soubemos vencer:
Traçamos um círculo ao acolher.
[O Livro da Poesia Americana, p. 265]
Na casa de St. Martin, na cidade de Londres, em frente à Galeria Nacional, há uma bela estátua de uma mulher em uniforme de enfermeira. É erguida em memória de Edith Cavell, a enfermeira inglesa que protegeu soldados aliados feridos do inimigo. Ela foi presa e, logo depois, executada. A inscrição no monumento diz: “Brussels Dawn, 12 de outubro de 1915. O patriotismo não é suficiente. Eu não devo ter ódio ou amargura para com ninguém.”
Aquele que mais belamente ensinou esta verdade eterna foi o Filho de Deus, o único exemplo perfeito e mestre de amor. Sua própria vinda à Terra foi uma expressão do amor de Seu Pai. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
Ouvi recentemente o magistral discurso sobre a Expiação proferido neste púlpito pelo presidente Marion G. Romney, no qual ele falou da manifestação de amor do Filho de Deus, que deu Sua vida para que todos os homens pudessem viver. O Salvador falou profeticamente de Seu sacrifício e do amor que o induziu quando declarou: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos“ (João 15:13).
E assim, neste dia em que pensamos no amor em um sentido secular, desejo também lembrá-los de sua maior importância em um sentido sagrado. Se queremos que o nosso mundo melhore, esse processo deve começar com uma mudança no coração dos homens, com um olhar para cima, para além de si mesmo, para amar a Deus com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente.
O Senhor declarou em revelação moderna: “E se vossos olhos estiverem fitos em minha glória, todo o vosso corpo se encherá de luz e em vós não haverá trevas” (D&C 88:67). À medida que olhamos para Ele com amor, e servimos com o coração voltado unicamente para Sua glória, deixaremos de lado a escuridão do pecado, a escuridão do egoísmo e a escuridão do orgulho. Ali brotará um amor elevado por nosso Pai Eterno e por Seu Filho Amado, nosso Salvador e Redentor. Surgirá então um sentimento maior de serviço para com o próximo — um pouco menos de preocupação com nossos próprios interesses egoístas e um pouco mais de disposição para estender a mão aos outros. E em nossa própria vida individual, ao buscarmos o amor e o casamento, haverá um poder maior sobre o qual poderemos pedir ajuda e direção, uma resolução mais forte de vivermos dignos de uma companheira ou de um companheiro maravilhoso com quem podemos trilhar o caminho da imortalidade e da vida eterna. Por isso, oro humildemente em favor de cada um de vocês, em nome de Jesus Cristo. Amém.
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Gordon B. Hinckley era membro do Quórum dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias quando este discurso foi proferido no devocional da Universidade Brigham Young, em 14 de fevereiro de 1978.