Devocional

“Cantemos, clamemos”: Uma celebração inspirada do Espírito Santo

Professor de Inglês

29 de junho de 1993

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O Espírito Santo virá a vocês – nesta tarde, amanhã ou no dia seguinte. E quando Ele vier, agradeçam, honrem Sua presença, prestem atenção às Suas admoestações, e Ele ficará com vocês.


Pretendemos modificar a tradução se for necessário. Para dar sugestões, envie um e-mail para: speeches.por@byu.edu

Começo minha mensagem esta manhã exatamente como o élder J. Golden Kimball começou seu discurso na conferência geral, em outubro de 1932. Ele disse, em sua forma inimitável, “Acho que todos nos sentiremos aliviados quando eu acabar.” 1 Hoje, também vai ser assim; o presidente Rex Lee, sentado nervosa e vicariamente no lugar do presidente Heber J. Grant, responde com seriedade: “Amém!”

I. Introdução

Eu gostaria de começar minha “invasão” às suas almas esta manhã adaptando um pouco da letra do hino que acabamos de cantar. Essa música foi escrita pelo élder William W. Phelps, no início da Restauração, quando o Espírito de Deus começava a se manifestar com uma intensidade renovada nesta última dispensação.

Tal como um facho de luz vem ardendo
O Espírito Santo do meu Salvador;
Os dons e visões do passado, volvendo,
Revelam aos homens a lei do Senhor!

Nesta manhã, desejo celebrar a realidade do derramamento do Espírito de Deus, muitas vezes ignorado e muito pouco anunciado, mas muito real, sobre os habitantes da Terra que crêem – agora mesmo, nesta manhã, no início da fase final dessa última dispensação. Espero que, quando eu terminar meu discurso hoje, todos possamos sair dessa reunião com nossa perspectiva eterna renovada e revitalizada, e compartilhando o júbilo do refrão do hino do élder Phelps,

Cantemos, clamemos, com hostes celestes:
Hosana, hosana ao Deus de Belém.2

II. O exemplo da irmã Olsen

Muitos de vocês sabem do que estou falando quando digo “momentos de hosana” — aqueles momentos transcendentes em nossas vidas em que, sem aviso, somos dominados por um encontro próximo com a eternidade, uma surpresa do Espírito.
São aqueles momentos em que nossas vidas diárias seguem seu curso, cheias de rotinas familiares e preocupações pessoais. Então, de repente, somos colocados face a face com o que é sagrado e o Espírito de Deus nos envolve, mostrando uma realidade transcendente e indiscutível, e tomados por uma evidência inegável de que há um Pai Celestial real, que conhece vocês e conhece a mim, e que, de alguma forma, Se importa e Se envolve em nossas vidas plenamente. O momento do “Cantemos, clamemos” é quando nosso Deus, agindo conosco como agiu com o irmão de Jarede, estende Sua mão através do véu para despertar nossos sentidos, nos acalmar, nos confortar, nos orientar, nos encorajar e nos redirecionar. Então nossos espíritos se elevam, nossas almas se renovam, e nunca mais poderemos ser os mesmos.

É minha experiência que, de uma forma ou de outra, esses vislumbres da eternidade chegam à maioria de nós. Dando-nos um empurrãozinho em direção ao nosso destino, essas intervenções bem-vindas e muito pouco frequentes clamam à nossa alma que nosso Pai Celestial vive! Seu propósito é levar a efeito nossa “imortalidade e vida eterna” (Moisés 1:39); para que “[vivamos] nossas vidas aos olhos de Deus, não em algum canto distante, mas no centro de Sua visão”;3 e que nosso Deus “está presente em toda parte”, como Brigham Young nos disse, “pelo poder de Seu Espírito—Seu ministro, o Espírito Santo” (Jd 11:41).

A surpresa do Espírito que despertou a vida de uma jovem sueca há mais de vinte anos ilustra e exemplifica o padrão que estou tentando descrever, mesmo que de forma desajeitada. Contar sua história para vocês faz com que ela ressoe mais uma vez em minha alma, pois contém verdades puras e simples.

A irmã Ingrid Olsen (nome fictício) era uma mãe recém-divorciada com um filho pequeno, e também uma recém-conversa da Igreja. O divórcio afastara Ingrid de parte de sua família, e sua conversão à Igreja também a distanciou de seus amigos. A angústia pessoal resultante tinha diminuído sua alegria inicial de se filiar à Igreja. Ela sentia-se sozinha, abandonada e sobrecarregada diante de um futuro incerto. Em meio a tal turbulência, suas orações pareciam fúteis, e o que inicialmente fora um tempo de renovação espiritual se tornou um período de desespero.

Perplexa com tudo isso, em uma tarde, ela decidiu aceitar a oportunidade de visitar um primo em uma aldeia vizinha, a quase noventa minutos de bicicleta. Ela planejou  dedicar-se a orar durante a viagem, esperando receber alguma indicação de que seu Pai Celestial entendia sua situação e lhe daria a orientação e o consolo necessários. Ao pedalar em direção ao seu destino, ela estava miseravelmente ciente de que o dia sombrio e as nuvens ameaçadoras combinavam com seu próprio espírito sombrio, e sentiu que suas orações pareciam não penetrar o céu de chumbo, não sendo ouvidas nem respondidas.

Nesse estado de espírito, Ingrid finalmente chegou à aldeia distante e fez sua visita. Começando sua viagem de volta, ela montou em sua bicicleta por uma longa subida. Logo, deparou-se com um vento que soprava cada vez mais forte, e mal conseguia sair do lugar. Vendo sua dificuldade como uma oportunidade de testar a existência do Senhor, ela entrou em um bosque e orou para que o Pai manifestasse Sua presença de uma maneira simples: Ele pararia o vento. E então ela saberia que Ele ouviu suas orações e conhecia sua situação. Reunindo sua fé, ela retomou sua jornada, diante de um vento cada vez mais forte. Ela pedalava com força contra o vento, tornando-se cada vez mais desiludida e amarga a cada quilômetro, pois parecia evidente que Deus — se realmente existia tal Ser — não havia ouvido nem atendido suas súplicas mais sinceras. Chegando finalmente à colina acima de sua aldeia, a então amarga irmã Olsen desceu de sua bicicleta antes de seguir colina abaixo em direção à sua casa. Olhando para os céus, ela proferiu um sarcástico: “Obrigada, Senhor, agora eu sei.”

Então veio a surpresa do Espírito. De repente, Ingrid Olsen foi tomada por uma voz intensa, poderosa e imponente, que ecoou em todo o seu ser e a encheu de emoção com as palavras: “Eu não acalmei o vento; em vez disso, dei-lhe força para superá-lo.” Então, veio o silêncio, e foi isso! Mas Deus havia mudado a vida dela.

Ela ficou perplexa com a realidade do que havia acabado de vivenciar. Toda a sua alma reverberou com o brado de hosana, e ela ficou maravilhada com essa resposta tangível às suas orações. Perguntando-se sobre o significado das palavras, ela olhou para o relógio e ficou surpresa ao perceber que havia feito a viagem de volta que costuma levar noventa minutos — diante do vento mais forte que já havia enfrentado — em menos de sessenta minutos. Ela soube imediatamente da veracidade das palavras do Espírito Santo – Ele não havia acalmado o vento; em vez disso, deu-lhe forças para superá-lo. Ela sabia também que essa revelação descrevia o Seu padrão ao lidar com todos os Seus filhos mortais, e isso se torna uma revelação para todos nós que ouvimos com ouvidos espiritualmente sintonizados: Deus não diminuirá a adversidade nem os obstáculos de nossas vidas — eles são necessários; essa é a natureza de nossa experiência humana. No entanto, Ele estará conosco “todos os dias, até a consumação dos séculos” para guiar, dirigir e socorrer, por meio de Seu ministro, o Espírito Santo (ver Mateus 28:20).

O refrão deste brado de hosana é cheio de alegria. Movida por essa manifestação marcante de Deus em sua vida, Ingrid Olsen foi imediatamente ao escritório de seu presidente de ramo e relatou tudo o que tinha acontecido. Percebendo seu papel como instrumento na realização da vontade de Deus, o presidente agiu, tomando providências e garantindo ajuda financeira para que ela e seu filho viajassem para Rexburg, Idaho, onde Ingrid estudaria no Ricks College. Fortalecida pelo Senhor, como ele havia prometido, ela foi para os Estados Unidos, superou todos os obstáculos e triunfou. Descobrindo no início de seus estudos um talento artístico latente, ela transferiu sua matrícula para a BYU Provo e tornou-se escultora, cultivando seu talento aqui mesmo neste prédio (Centro de Belas Artes Harris). Depois de concluir sua formação avançada na BYU, ela voltou para a Suécia, montou um estúdio e consolidou-se como uma escultora talentosa e bem-sucedida, chegando até a receber encomendas do rei da Suécia. Mais tarde, ela se casou com um viúvo da Igreja e ex-bispo. Hoje em dia ela é avó, artista renomada e uma fiel santa dos últimos dias em sua terra natal. Aquele menininho é agora um missionário retornado, um graduado da BYU e um pai. (Vocês estarão interessados nessa nota de rodapé: Uma de suas primeiras esculturas, agora decorando a casa de dois professores da BYU, é uma peça abstrata em metal polido, esculpida para retratar pedras moldadas pelo vento ao longo do tempo e suavizadas em sua superfície natural. O nome da obra é “Opposition II”. “Opposition I” é, naturalmente, a própria personalidade inflexível de Ingrid, que o Senhor moldou através das adversidades para se tornar a sua melhor obra de arte.)

III. Um povo crente e inspirado

Agora, ao ouvirem esse relato, aquelas almas eruditas que limitam sua percepção da realidade aos cinco sentidos finitos zombarão; comentarão sobre a insanidade temporária da irmã Olsen, sua imaginação fértil e psicologia complexa; e descartarão toda a questão como insensata auto-ilusão. Como vocês podem ver, é constitucionalmente impossível para os sábios terrestres entenderem as coisas do Espírito, que parecem loucura para eles.

Ao ouvirem este mesmo relato, os santos estudiosos — aqueles divididos entre a fé que outrora inflamou seus espíritos e o ceticismo surgido de sua formação secular, que lhes ensina a apoiar toda verdade em evidências — suspirarão como o Fausto, de Goethe: “Duas almas habitam no meu peito”, e buscarão algum consolo espiritual. Então eles continuarão desgastando suas vidas tentando equilibrar o espiritual e o mundano, que são duas “formas fundamentalmente antitéticas de compreender o mundo”. 5

No entanto, ao ouvir esse relato, a maioria dos santos dos últimos dias geralmente sentirá, dependendo do equilíbrio espiritual do momento, a emoção familiar do reconhecimento espiritual (vocês sabem o que quero dizer: o arrepio no corpo, o frio na barriga, o lampejo no espírito e, sim, o ardor no peito), e ele acenará com a cabeça afirmativamente, ou ela sorrirá com o sorriso de sua sabedoria, e, acrescentando o testemunho da irmã Olsen ao seu acervo de testemunhos, perguntarão se vocês têm um momento para ouvir uma experiência que ocorreu recentemente — e, de repente estarão desfrutando de uma reunião de testemunhos improvisada.

Para santos dos últimos dias, a experiência de Ingrid Olsen é parte integrante da natureza da vida humana, algo inerente às dificuldades da mortalidade. O mundo nunca entenderá essas caraterísticas do povo da Igreja de Jesus Cristo ou desta universidade, mas elas estão gravadas nas almas de todos os santos dos últimos dias. Apesar de terem sido criados, como Paulo diz, “reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo.” (Gálatas 4:3) e submetidos ao materialismo, os santos dos últimos dias são um povo de fé que reitera a afirmação do presidente David O. McKay de que: “Afinal, a vida espiritual é a verdadeira vida do homem”. 6

Rejeitando a visão limitada e racional da sociedade, os santos dos últimos dias também são um povo inspirado, o que significa que vivem suas vidas diárias com plena e constante consciência da realidade do infinito que existe além deste mundo sombrio e finito. Vivendo neste plano, mas crendo em um mundo inspirado pelo Espírito, os santos dos últimos dias são, se vocês permitirem, um povo estrábico – com um olho inclinado para a realidade final do infinito, o “eterno”, enquanto o outro olho está inclinado para as realidades diárias imediatas da vida, o aqui e agora.

O Espírito Santo é a ligação entre os dois mundos, porque os santos dos últimos dias também são um povo carismático – aqueles que conscientemente buscam e cultivam a presença do que é divino em suas vidas; que buscam “elevar a presença do Espírito Santo”,7 para centralizar suas vidas em uma teologia dinâmica de expectativa do que é divino; isto é, os santos dos últimos dias carismáticos vivem suas vidas confiando que o Pai e Seu Filho podem e vão intervir em nossas vidas mortais — e podem fazê-lo a qualquer momento, com o objetivo de ajudar-nos em nossos caminhos, tanto individuais quanto coletivos.

IV. Ministrações individuais do Espírito Santo

Mas, enquanto também somos o povo do convênio e somos responsáveis por nossos ministérios entre os santos, seremos julgados, salvos e exaltados, por fim, como espíritos individuais. No centro do plano de salvação está a realidade de que os filhos de Deus, momentaneamente à deriva na mortalidade, têm “direito ao Espírito de Deus”, como disse Brigham Young, e “ao poder do Espírito Santo, para guiá-los em seus deveres individuais” (JD 10:296). Na verdade, é o nosso privilégio individual do “dom do Espírito Santo”- disse o profeta Joseph ao presidente Martin Van Buren- que diferencia nosso povo dos outros crentes.8 E, quando Joseph apareceu a Brigham Young em um sonho, algum tempo depois de sua morte, seu conselho foi destinado aos santos dos últimos dias: “Diga aos irmãos que sejam humildes e fiéis e que se certifiquem de manter o Espírito do Senhor, que os conduzirá ao caminho correto. Tenha cuidado e não negligencie a voz mansa e delicada; ela vai lhes ensinar o que fazer e para onde ir… Isso vai guiá-los da melhor maneira.”9

No plano de Deus, então, é o Espírito Santo que desenrola a corda que nós, peregrinos, viajantes e estrangeiros na terra, seguiremos esperançosamente através da longa e perigosa jornada de volta a Deus, que é a nossa casa. Esse anseio inato pelo lar é implantado em nossas almas por um Pai sábio; e é lembrado em nossa consciência pelo Espírito de Deus, como uma espécie de sinal de retorno que leva cada um de nós, em vários pontos de nossas jornadas, a olhar para cima, apontar para as estrelas distantes – entre as quais gira Kolob – e exclamar, como o E.T., um extraterrestre como nós, “Lar!” Nossas almas ressoam com as verdades expressas por Eliza R. Snow:

Tu ao mundo me mandaste
Por teu glorioso poder
E esqueci-me das lembranças
De meu pretérito viver!
Às vezes ouço em segredo:
“Um estranho és aqui.”
Bem sei que sou um peregrino
De outra esfera em que vivi.

V. Microgestão pelo Espírito

Certa noite, na semana passada, enquanto participávamos de uma festa de casamento local, minha esposa, Janice, e eu cumprimentamos o élder Neal A. Maxwell e sua esposa. Quando eu comentei que falaria a vocês sobre a realidade e a presença real do Espírito em nossas vidas, ele não perdeu tempo — respondeu na hora, com aquele jeito só dele: “O Senhor faz um bom trabalho de microgerenciamento através do Espírito Santo, não é mesmo!”

Embora não afirmemos que os santos dos últimos dias tenham o monopólio do Espírito do Senhor, é um fato entre nós que nosso Pai Celestial intervém para “microgerenciar” nossa peregrinação pela mortalidade, tudo dentro da estrutura de nosso arbítrio. Cada surpresa do Espírito cumpre a promessa do Pai: “Dar-te-ei do meu Espírito, o qual iluminará tua mente e encher-te-á a alma de alegria”(D&C 11:13); o que, finalmente, nos levará em segurança para casa. Pois me parece, refletindo, que a microgestão de nosso Pai Celestial serve, de uma forma ou de outra, para nos ajudar a compreender a situação humana, nos lembrar da perspectiva eterna, nos manter no caminho e ressaltar nossos papéis individuais em Seu plano de salvação e exaltação.

Considerem Sua microgestão na vida de uma querida amiga nossa em St. Gallen, Suíça. Desesperada, solitária e sem propósito, ela ajoelhou-se em seu quarto em uma tarde de primavera, em 1988, e clamou angustiadamente ao seu Deus que, a menos que Ele lhe mostrasse alguma razão e propósito de viver, e desse alguma indicação de que ouvia suas orações, ela não via mais motivos para continuar vivendo e tiraria sua própria vida. Vocês, povo inspirado, podem adivinhar o resto, pois é um exemplo clássico de microgestão divina que se repete muitas vezes diariamente entre os filhos dos homens. Apenas vinte minutos depois, os élderes Albright e Gubler estavam à sua porta. Embora estivessem cansados após várias horas de proselitismo sem sucesso, algo no rosto da irmã Annalore despertou aquela coisa indescritível chamada o Espírito Santo que levou os élderes a abandonarem sua abordagem padrão de bater de porta em porta. Em vez disso, o élder Albright disse: “O Senhor nos enviou para lhe dizer por que você está aqui na Terra.” Atordoada, a irmã Annalore havia acabado de ouvir as próprias palavras de sua oração repetidas em sotaques americanos. Ela convidou os élderes para entrar e recebeu tudo o que eles lhe ensinaram como uma mensagem direta de Deus. Surpresa por uma nova consciência através do Espírito Santo, que a envolveu em ondas de luz, ela compreendeu no mesmo instante a visão do plano de Deus e do seu papel nele. Era como se ela sempre soubesse dessas verdades, mas as tivesse perdido momentaneamente. Transformada de imediato, ela foi batizada na semana seguinte. Hoje em dia, ela é presidente das Moças em sua ala e frequenta o templo, determinada a manter a presença do Espírito vital em sua vida.

Por causa das mudanças dramáticas que a microgestão do Senhor causa na vida dos conversos da Igreja, o campo missionário sempre foi a linha de frente na batalha pela alma humana, uma maravilhosa vitrine para os “atos estranhos” do Espírito Santo. Como muitos dos diários de vocês, meus diários missionários — tanto de quando era jovem quanto de presidente de missão — parecem um manual básico sobre a providência divina e me emocionam mais a cada leitura. Por exemplo, em 11 de março de 1958, concluí uma descrição de duas páginas de um dia rico e produtivo no ministério com: “Foi realmente um grande dia, e o Senhor nos abençoou de maneira extraordinária… senti muita, muita inspiração e aquela ‘voz mansa e delicada’ testemunhou-me mais uma vez da veracidade da obra e da mensagem. Que alegria experimentei andando [para casa] ao longo da estrada rural [nevada] cantando ‘Ó Meu Pai.’ Eu nunca senti tal contentamento e paz – esse é o evangelho.” 11 Sim, essa é a obra do ministério; esse é o microgerenciamento do Espírito Santo na vida de um jovem missionário.

Em outras páginas desse mesmo diário, há muitos registros descrevendo nossas reuniões com Karl Lederhilger, o líder das congregações Adventistas do Sétimo Dia daquela época, na Alta Áustria. Em nosso primeiro encontro, após uma hora de discussões infrutíferas sobre as escrituras relativas ao Dia do Senhor, aquele bom homem interrompeu sua fala de repente e disse: “Não estamos chegando a lugar nenhum com essa discussão; têm algo que queiram dizer?” Cheio do Espírito, atrevi-me a ensinar-lhe o plano de salvação, uma lição geralmente reservada para muito mais tarde. Observei como o Espírito Santo começou visivelmente a microgerenciar esse homem gentil, simpático e experiente. Em cada ponto, eu pedia a ele que fornecesse escrituras em apoio ao princípio, e ele repetia entusiasticamente, de memória, uma série de escrituras em apoio às afirmações da Igreja. O Espírito de Deus encheu a sala. E quando eu abordei a questão de como aqueles que morreram ainda podem receber as ordenanças vitais de salvação, fiquei surpreso quando Karl subitamente se levantou, lágrimas brotando em seus olhos, e recitou 1 Coríntios 15:29: “Doutra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos…”

“Estudei por anos”, ele exclamou para nós, sua esposa, seus filhos e até para o teto, “para aprender o significado desta escritura; e agora estes dois jovens tornaram tudo claro”.

“Esta mensagem é de Deus, Mutti”, ele disse à sua esposa, do fundo de sua alma. “Esses jovens nos trouxeram a verdade.” O arrepio na espinha, o suor frio na testa, o tremor na alma — desta vez compartilhados por todos na sala. A família foi batizada algumas semanas depois. Eu não ouvi, mas tenho certeza de que o Coro do Tabernáculo Celestial estava cantando hosanas majestosas durante todo o evento. Meu diário certamente as cantou.

Meu diário como presidente de missão, de 1986 a 1989, descreve o mesmo padrão, repetido várias vezes, com apenas algumas variações: Voltando da igreja, as sísteres em Solothurn foram motivadas pelo Espírito a passar pela praça da cidade, que ficava um pouco distante do caminho usual, justamente no momento em que um jovem pai e líder pentecostal devoto a atravessou. Vindo da Iugoslávia, muito doente e em busca de uma bênção de saúde, ele havia sido instruído pelo Espírito Santo a ir até lá ao meio-dia, onde encontraria alguém que pudesse curá-lo. Eles se encontraram na praça – “por acaso”, é claro. Ele lhes contou pelo que estava passando; as sísteres levaram-no de volta à sala do bispo da capela de Solothurn, onde recebeu a bênção prometida. Elas foram à casa do homem no dia seguinte para perguntar-lhe se estava melhor e souberam que ele havia sido curado instantaneamente. As missionárias ensinaram a ele, sua esposa e sua família, e, mais tarde, todos se filiaram à Igreja e depois se mudaram de volta para a Iugoslávia, bem a tempo de hospedar os primeiros missionários enviados para abrir o país ao proselitismo. E uma multidão bradou: “Hosana!”

O diário relata como Rocco, músico de rock em St. Gallen, apressado para se apresentar com sua banda, foi forçado por um pneu furado em sua bicicleta a atravessar a praça movimentada a pé — um trajeto que jamais teria feito de outra forma — passando exatamente ao lado da exposição da síster Chambers e da síster Baumann. Elas o avistaram, form juntos ao banco de um parque próximo para conversar, e o Espírito Santo conseguiu atrasá-lo para seu show. Pouco mais de um ano depois, Rocco aceitou um chamado missionário para Viena, Áustria, onde serviu com distinção, sendo um verdadeiro especialista do Senhor em guiar cuidadosamente o caminho de muitas almas para o reino de Deus. Hosana!

Como presidente de missão, eu monitorava os relatórios semanais de 125 missionários, todos escritos em alemão, os quais eu corrigia e editava com minha caneta vermelha de professor. Mas esses relatórios eram muito mais do que exercícios de alemão; eu aprendi a considerar essa pilha semanal de relatórios como “Os atos do Espírito Santo na Alemanha-Suíça, no sul da Alemanha e na Áustria”. O entusiasmo por ler tais relatos veio ao observar as mudanças nada sutis que estavam ocorrendo semana após semana nas almas daqueles missionários, testemunhos do Pai e dos seus caminhos misteriosos para microgerenciar os destinos de Seus filhos e filhas. Em meio às tarefas diárias desses jovens ministros de Deus, surgiam momentos surpreendentes de hosana, que testificavam — certas vezes de maneiras maravilhosas, assombrosas, e outras de formas mais simples e práticas — como Deus havia tocado suas vidas ou as de quem estava conhecendo a Igreja, provocando mudanças que afetariam a eternidade.

Depois de um ou dois anos lendo essas escrituras modernas, fiquei espantado ao ouvir um respeitável membro suíço proclamar que o Espírito não era tão evidente na Igreja como antes. Gentilmente discordei dele, prestei testemunho e, em seguida, fiz uma pequena pesquisa não científica com meus missionários. Definindo em nossa newsletter da missão o que eu queria dizer com “experiência espiritual”, pedi aos missionários que relatassem em nossa próxima entrevista o número e a natureza das intervenções específicas do Senhor em suas vidas ou nas vidas daqueles a quem haviam ensinado na semana anterior. Não estabeleci uma margem de erro para os resultados, já que os presidentes de missão (pelo menos os presidentes de missão suíços) nunca cometem erros; mas minhas descobertas foram reveladoras. Durante minhas entrevistas com os missionários na semana seguinte, descobri que cada um havia vivenciado e registrado em seus diários uma média de seis momentos de hosana. Mesmo na aritmética de um professor de inglês, isso equivale, na pequena Missão Suíça-Zurique, a uma média projetada de 650 experiências espirituais por semana, ou 33.800 por ano, ou, durante o chamado de três anos de um presidente de missão, isso significa que o Espírito Santo se manifestou cerca de 101.400 vezes – e o presidente da missão rotineiramente tem o privilégio de ler muitas delas nos relatórios semanais! Não estou aqui para defender meu método científico, mas essas observações explicam por que alguns presidentes de missão têm dificuldade em deixar estes tipos de Sião não convencionais; e por que missionários que passaram dezoito ou vinte e quatro meses vivendo momentos inefáveis acabam recorrendo ao clichê: “Foram os melhores dois anos da minha vida.” Claro que foram.

Oh! Se eu fosse um anjo e pudesse fazer um registro dos atos do Espírito Santo entre os santos dos últimos dias e os filhos dos homens. Oh! Se cada filho de Deus tivesse a obrigação de ligar para um número 0800 e registrar na sede da Igreja em Salt Lake City cada surpresa do Espírito em nossas vidas; então, como disse João: “suponho que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem” (João 21:25).

VI. Outros momentos de hosana

É claro que exemplos da microgestão do Senhor não são encontrados apenas no campo missionário. O Espírito do Senhor está a postos. E, se construirmos um edifício espiritual, Ele virá. Como o presidente McKay testemunhou, manifestações espirituais pareciam vir a ele, como acontece com a maioria de nós, “como conseqüência natural do cumprimento do dever”. 12 Se nos colocarmos no caminho do Espírito e estivermos empenhados de todo o coração no serviço aos nossos semelhantes, eles se voltarão para nós em momentos de necessidade espiritual, e inevitavelmente experimentaremos a sua proximidade.

Seu chamado atual na igreja, realizado devotadamente, lhes dará o acesso mais seguro ao Espírito Santo, embora eu não tenha certeza de que o chamado de apagar o quadro negro da ala ofereça a mesma chance que ao presidente do quórum de élderes, a professora visitante da Sociedade de Socorro ou ao mestre familiar. Eu sei que, se servirmos em nossos chamados com os “olhos fitos na glória de Deus”, o Pai retribuirá cada passo que dermos em direção a Ele com um passo gigante em nossa direção. Ele abrirá portas sagradas e responderá às orações sinceras de maneiras maravilhosas, e nos encontraremos bradando hosana mais uma vez.

Nunca se sabe quando esses momentos de hosana ocorrerão. Algumas semanas atrás fui chamado para sair de uma reunião de quinta-feira à noite no Centro de Treinamento Missionário, onde sirvo como presidente de ramo, por um élder com uma dor de dente tão intensa que o fazia chorar e com a mandíbula tão inchada que ele não conseguira comer o dia todo. Uma vez que ele teria que esperar até o dia seguinte para ir ao dentista, me perguntou se eu poderia lhe dar uma bênção para que a dor passasse. “Você acha que isso pode ser feito?” Perguntei, tentando derrubar meu próprio Schweinhund [maneira de dizer lado cético em alemão] interior, que vê dor de dente como abscessos que precisam de reparo, e me perguntando como eu poderia providenciar para ele alguns analgésicos àquela hora da noite. Então o ouvi dizer, com a voz cheia de fé: “Sei que o Senhor pode fazer isso, e não vejo nenhuma lição útil a ser aprendida com esta dor porque toda a minha atenção está voltada para ela e não consigo me concentrar em aprender japonês ou em qualquer outra coisa; por outro lado, tenho muito a ganhar se o Senhor simplesmente a fizer cessar.” Conversamos até que eu senti o Espírito sussurrar, “Agora”, e preencher a minha mente o que eu deveria dizer. Logo, eu coloquei as mãos sobre a cabeça do jovem e o abençoei. Ao sentir aqueles impulsos que reconheço como inspirações do Espírito, ousei novamente e prometi a ele que seria curado imediatamente. Concluí a bênção, falei algumas palavras de instrução sobre como orar depois de uma bênção e voltamos para a reunião do ramo. Ocupado com os missionários, não o vi de novo naquela noite, mas orei intensamente na sexta-feira e no sábado para que o Senhor já tivesse concedido ao jovem a bênção que ele buscava – e muito mais. No domingo de manhã, ele estava à porta do meu escritório, com olhos brilhantes e radiantes, para me dizer que um milagre havia realmente ocorrido. Antes de ele se sentar na reunião à qual voltamos na quinta-feira, a dor cessara; ao final da reunião, a pulsação desaparecera; quando ele voltou para o quarto, o inchaço sumira e ele conseguiu comer. Ele desmarcou sua consulta com o dentista na tarde seguinte, afirmando que não poderia se dar ao luxo de ficar longe do japonês. Ele prestou testemunho de que sua alegria com a realidade do Espírito Santo em sua vida excedeu o alívio que ele sentiu com a cessação da dor. Esse testemunho viera a um jovem espiritualmente inseguro que precisava, naquele momento, naquele lugar e daquela maneira, de um apoio inequívoco de seu sábio Pai Celestial. Quando ele saiu e então fechou a porta atrás de si, eu disse em voz alta: “Obrigado, Senhor”, e vivenciei aquela sensação familiar de calor e conforto – algo semelhante, suponho, a estar amparado na palma de Sua mão.

Pais, mães e filhos dão uns aos outros muitas oportunidades para viver momentos de hosana e de crescimento mútuo. Fui um participante humilde em um desses momentos, numa noite há vários anos, depois que nossa filha pequena caiu e bateu a cabeça com muita força. Corri para o quarto e fiquei atordoado ao encontrar minha esposa ajoelhada sobre a nossa filhinha, aparentemente sem vida. Quando me ajoelhei diante dela, pensando em primeiros socorros e paramédicos, ela olhou para cima, apontou o dedo para o meu peito e disse, com um poder que eu sabia que fluía da mais pura fonte, “Cure-a… agora!” Obediente, imediatamente coloquei minhas mãos na cabeça de Jennifer e usei o sacerdócio: “Em nome de Jesus Cristo e pelo poder do Seu sacerdócio, ordeno que seja curada neste instante. Amém.” Quando eu levantei as mãos, o peito de Jennifer começou a se levantar, sua respiração recomeçou e seus olhos focaram. Olhando para os rostos ansiosos de dois pais assustados, ela disse as palavras mais doces que já ouvimos: “O que houve?” “Nada”, respondemos. “Está tudo bem, agora.” Dirigindo para casa do hospital naquela noite, minha esposa e eu estávamos em um estado de hosana. Nosso Pai, mais uma vez, atravessou o véu com sua influência imortal e proporcionou outra surpresa do Espírito. Já acreditávamos que Ele está ciente da queda de cada passarinho. Mas ela era o nosso passarinho, e Ele interveio para preservar sua vida.

VII. Conclusões

Acho que poderia continuar relatando tais casos, se o Espírito Santo permitir — e nem sempre Ele o faz — a partir de agora até que os Cougars ganhem seu próximo Holiday Bowl. Um destino terrível para vocês, amáveis ouvintes, especialmente vindo de alguém que, mesmo desejando ser guiado pelo Espírito, nunca consegue encontrar o próprio carro no estacionamento do Marriott Center depois de um jogo.

Quando me afasto das rotinas e tarefas diárias de minha vida e reflito sobre minhas experiências, fico admirado com o número de momentos de hosana que vivenciei ou que ouvi falar através do testemunho de outras pessoas. Está claro para mim que estamos rodeados pelo sagrado. Deus está realmente presente e atuando por meio de Seu ministro, o Espírito Santo, que nos acompanha em nossa jornada mortal, exatamente como aconteceu com os primeiros missionários desta dispensação. “Irei adiante de vós”, prometeu o Senhor. “Estarei à vossa direita e à vossa esquerda e meu Espírito estará em vosso coração e meus anjos ao vosso redor para vos suster” (D&C 84:88). Sobre a microgestão do Senhor em nossas vidas, testemunhamos o que C. S. Lewis escreveu: “uma narração em letras miúdas da mesma história que está escrita por todo o mundo em letras grandes demais para que alguns de nós leiam.” 13

Que nasçamos, então, desse Espírito Santo para que possamos sempre ser carregados pelo Espírito. Que removamos a camada de poeira que se acumula em nossas almas e viver, como Brigham Young exortou os santos, para “que tenhamos o Espírito todos os dias, cada hora e minuto do dia.” (JD 10:296). Que conscientemente optemos pela espiritualidade, o que significa cultivar “a companhia quase constante do Espírito do Senhor” (MD, p. 760). Que optemos por ver o mundo “santamente”, olhar com os olhos “fitos na glória de Deus”, constantemente nos redirecionando, no dar e receber da vida, a perspectiva eterna, e sempre vendo esta vida como o breve instante que ela é em comparação com a eternidade. E, ao mergulharmos nossas lentes de contato espirituais nessa visão ampla e inspirada, que sejamos capazes de dizer, como afirmou C. S. Lewis sobre o Cristianismo: “Eu acredito na [Igreja] como acredito que o Sol nasceu, não apenas porque o vejo, mas porque por meio dele eu vejo tudo mais.” 14

O Espírito Santo virá a vocês – nesta tarde, amanhã ou no dia seguinte. E quando Ele vier, agradeçam, honrem Sua presença, prestem atenção às Suas admoestações, e Ele ficará com vocês. Então “tua confiança se fortalecerá na presença de Deus; e a doutrina do sacerdócio destilar-se-á sobre tua alma como o orvalho do céu. O Espírito Santo será teu companheiro constante… e fluirá para ti eternamente.” (D&C 121:45–46).

Tal como um facho de luz vem ardendo
O Espírito Santo do meu Salvador;
Os dons e visões do passado, volvendo,
Revelam aos homens a lei do Senhor!

Cantemos, clamemos, com hostes celestes:
Hosana, hosana ao Deus de Belém.
A ele sejam glória, poder e domínio,
De hoje para sempre,

… Em nome de Jesus Cristo. Amém.

Notas

  1. J. Golden Kimball, “What Is a ‘Good Man?” [O que é um ‘bom homem’?] (CR, outubro de 1932, p. 17).
  2. William W. Phelps, Tal como um facho, Hinos (Salt Lake City: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1985), nº 2.
  3. M. Scott Peck, The Road Less Traveled [A Estrada Menos Percorrida] (New York: Simon & Schuster, 1978), p. 311.
  4. Johann Wolfgang von Goethe, Fausto, Partes Um e Dois, trad. George M. Priest (New York: Alfred Knopf, 1940), Ato I, cena II (Vor dem Tor).
  5. Hugh Nibley, “Three Shrines: Mantic, Sophic, and Sophistic” [“Três Santuários: Mântico, Sófico e Sofístico”], pp. 311–79, e “Paths That Stray: Some Notes on Sophic and Mantic” [“Caminhos que se Desviam: Algumas Notas sobre o Sófico e o Mântico”], pp. 380–478, em The Ancient State: The Rulers and the Ruled [O Estado Antigo: Os Governantes e os Governados], Donald W. Parry e Stephen D. Ricks, eds. (Salt Lake City: Deseret Book Co., e Provo: Foundation for Ancient Research and Mormon Studies, 1991). Ver também Curtis H. Wright, “A Sophic and a Mantic People” [“Um Povo Sófico e Mântico”], BYU Studies 31 (verão de 1991): 55.
  6. David O. McKay, “Peace Through Jesus Christ” [Paz através de Jesus Cristo], Treasures of Life [Tesouros da Vida],comp. Clare Middlemiss (Salt Lake City: Deseret Book Company, 1962, pp. 205).
  7. Jeffrey C. Jacob, “Explorations in Mormon Social Character [Explorações no caráter social mórmon]: Beyond the Liahona and Iron Rod [Além da Liahona e da barra de ferro]”, Diálogo: Dialogue: A Journal of Mormon Thought, vol. 22, no 1, (primavera de 1989): 48–49, passim.
  8. Donna Hill, Joseph Smith: The First Mormon [Joseph Smith: O Primeiro Mórmon] (Garden City, N.Y.: Doubleday Co., 1977), p. 271.
  9. S. Dilworth Young, “Gift of the Holy Ghost [Dom do Espírito Santo],” Improvement Era,novembro de 1968, pp. 75–76.
  10. Eliza R. Snow, “Ó Meu Pai,” Hinos,op. Cit., no. 177.
  11. Richard H. Cracroft, Missionary Journal [Diário missionário] 1 (11 de março de 1958): 383.
  12. David O. McKay, “Priesthood Holders to Be Examples in Daily Life as Representatives of the Most High [Os portadores do sacerdócio para ser exemplos na vida diária como representantes do altíssimo]”, Improvement Era,dezembro de 1968, p. 85. Citado em Eugene England, The Quality of Mercy[A qualidade da misericórdia] (Salt Lake City: Bookcraft, 1992, p. 71).
  13. C. S. Lewis, “Miracles [Milagres]”, God in the Dock[Deus no Banco dos Réus] (Grand Rapids, Michigan: Deseret Book Company, 1972, pp. 29).
  14. Ênfase adicionada. C. S. Lewis, “Is Theology Poetry? [A Teologia é Poesia?]” (1944), em The Weight of Glory and Other Addresses [O peso da glória e outros discursos], edição revisada e expandida (New York: Macmillan, 1980), pp. 92. Ver também The Quotable Lewis [O Livro das Citações de Lewis], Wayne Martindale e Jerry Root, eds. (Wheaton, Illinois: Tyndale House Publishers, 1989), item nº 188, p. 99.

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“Cantemos, clamemos”: Uma celebração inspirada do Espírito Santo

Richard H. Cracroft era professor de Inglês na Universidade Brigham Young quando este devocional foi proferido em 29 de junho de 1993.