Devocional

Em tempos de angústia

Jeffrey R. Holland

Comissário do Sistema Educacional da Igreja

18 de março de 1980

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Problemas todos temos, mas o “germe” do desânimo, citando as palavras de Fitzgerald, não está no problema; está em nós.


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Eu quero ser bem pessoal nesta manhã — pessoal com vocês e pessoal sobre mim mesmo. Tenho pensado muito em vocês nas últimas semanas e tenho orado para saber o que poderia ajudá-los. Ao fazer isso, lembrei dos meus próprios dias como estudante e de alguns dos desafios que enfrentei naquela época. Embora tais experiências agora já pertençam à pré-história, dignas apenas de uma aula de geologia, ainda assim vou compartilhá-las. Perguntei a mim mesmo se algumas das experiências e sentimentos que vocês vivenciam agora não se assemelham aos meus daquela época.

Falo nesta manhã ciente de que o semestre está quase acabando e que talvez os conselhos que eu ofereça agora fossem mais necessários meses atrás. Além disso, o ano está quase acabando e, para alguns, talvez até toda a carreira universitária. Mas, parte do que eu quero enfatizar é que cada dia conta — inclusive esses últimos dias do semestre — e que vocês ainda terão milhares de dias pela frente. Vou falar com vocês como estão agora e espero que isso seja útil tanto para o veterano que está se formando quanto para o calouro que está no início do primeiro semestre.

Quero falar hoje sobre um problema que é universal e que, a qualquer momento, pode atingir qualquer pessoa deste campus — professores, funcionários, gestores e, especialmente, estudantes. Acredito que esse problema represente um tipo de mal. Sei, pelo menos, que ele pode causar efeitos prejudiciais que bloqueiam nosso crescimento, enfraquecem nosso espírito, diminuem nossa esperança e nos deixam vulneráveis a outros males mais evidentes. Abordo esse assunto hoje porque não sei de nada que Satanás use de forma mais astuta ou ardilosa contra jovens nas circunstâncias em que vocês se encontram. Falo da dúvida, especialmente da dúvida sobre si mesmo, do desânimo e do desespero.

Ao dizer isso, não pretendo sugerir que não existam muitas coisas no mundo que possam nos trazer angústia. Em nossas vidas, individual e coletivamente, certamente há sérias ameaças à nossa felicidade. Assisto ao noticiário matinal enquanto me barbeio e depois leio o jornal do dia. Isso já é suficiente para arruinar o dia de qualquer um, e ainda são apenas 6h30 da manhã. Irã, Afeganistão, inflação, energia, correria diária, assassinatos, sequestros, desemprego, enchentes. Com tudo isso nos esperando, somos tentados, como W. C. Fields disse uma vez, a “sorrir logo cedo e acabar com isso de uma vez.” Mas minhas preocupações hoje não são essas que aparecem no noticiário nacional e internacional. Quero falar de algo mais pessoal, das questões que não chegam às manchetes do The New York Times, mas que podem ser importantes no seu diário pessoal. Estou preocupado com seus problemas relacionados aos estudos, com o amor, com finanças e com o futuro; com suas inquietações sobre o seu lugar no mundo e sobre o valor daquilo que fazem; com seus medos íntimos sobre para onde estão indo e se algum dia chegarão lá. Em meio a um cenário de reféns e de preços altos, quero falar mais pessoalmente sobre vocês e fortalecê-los, se eu puder, contra a dúvida, especialmente a dúvida sobre si mesmo, e também contra o desânimo e o desespero. Hoje, quero enfrentar aquilo que chamei de “depressão de dois dígitos”.

Quero, porém, desde o início, fazer uma distinção semelhante à que F. Scott Fitzgerald fez: “um problema não tem uma conexão necessária com o desânimo; o desânimo tem um germe próprio, tão diferente do problema quanto artrite é diferente de uma junta rígida” (The Crack-Up, 1945). Problemas todos temos, mas o “germe” do desânimo, citando as palavras de Fitzgerald, não está no problema; está em nós. Ou, para ser mais preciso, acredito que esteja em Satanás, o Príncipe das Trevas, o Pai das Mentiras. E ele quer que esse germe esteja em nós. Muitas vezes é um germe pequeno, algo que nem valeria uma ida ao médico, mas ele age, cresce e se espalha. Pode até se tornar um hábito, uma forma de viver e de pensar, e é aí que o maior dano acontece. Depois, isso afeta cada vez mais nosso espírito, pois corrói os mais profundos compromissos religiosos que podemos assumir: o da fé, da esperança e da caridade. Passamos a olhar para dentro e para baixo, e essas virtudes cristãs tão importantes são, no mínimo, danificadas ou pelo menos prejudicadas. Ficamos infelizes e logo fazemos outros infelizes — e então Lúcifer ri.

Como seria com qualquer germe, precisamos tomar precauções contra o que nos enfraquece. Há uma frase de Dante que diz: “A flecha percebida antes fere com menos força” (Divina Comédia). O presidente John F. Kennedy expressou a mesma ideia em uma mensagem ao Congresso: “A hora de consertar o telhado é quando o sol está brilhando.” Os escoteiros dizem isso melhor do que todos: “Estejam preparados.” Isso não é apenas sabedoria popular para nós; é doutrina. “E anjos voarão pelo meio do céu, clamando em alta voz: Preparai-vos, preparai-vos” (D&C 88:92). “Se estiverdes preparados, não temereis” (D&C 38:30). E o medo é parte do que quero combater hoje. As escrituras ensinam que preparação — prevenção, se quiserem — talvez seja a principal arma que vocês têm contra o desânimo e a autoderrota.

Por exemplo, se como estudantes vocês são como eu era, talvez estejam desanimados com questões financeiras. E quase todo mundo fica assim pelo menos de vez em quando. Um estudo recente mostrou que problemas relacionados a dinheiro ultrapassam todos os outros fatores nas dificuldades conjugais em uma proporção de três para um. E a pressão pode ser quase tão grande para estudantes solteiros. Se a miséria compartilhada lhes dá algum consolo, tenham ânimo: vocês têm amigos. Desde o dia em que entrei na minha primeira aula na faculdade até o dia em que saí, exausto, da última —  totalizando doze anos e quatro diplomas — fui responsável por cada centavo da minha educação. Sei que muitos de vocês estão passando pela faculdade da mesma maneira: empregos de meio período, empréstimos estudantis, cônjuges trabalhando, uma busca quase desesperada por bolsas de estudo, adiamento de confortos pessoais e tudo mais. Essas coisas podem ser difíceis, mas vocês têm uma obrigação — consigo mesmos, se com mais ninguém — de garantir que isso não se torne destrutivo. Preparem-se. “A flecha percebida antes fere com menos força.” Aproveitem esta fase da vida para aprender a usar um orçamento, sentar à mesa com suas despesas e encarar a realidade financeira. Já passou da hora, se você chegou à faculdade e ainda não precisou definir prioridades financeiras pessoais para determinar o que poderá comprar e o que precisará sacrificar. Coloquem isso no papel e resolvam ali. Esse é o conselho dado a maridos e esposas, e funciona para todos. A alternativa é deixar tudo isso remoendo no seu estômago, na cabeça e no coração — e todos esses órgãos são muito suscetíveis às suas próprias formas de úlcera.

Vejo as autoridades gerais empenharem-se no uso sábio dos recursos da Igreja. Vejo o presidente Oaks se esforçando para administrar os recursos desta universidade. Espero ver alguém fazendo isso pelo nosso país também. E vocês podem considerar como parte valiosa da educação aprender a administrar seus próprios recursos com esse mesmo cuidado. Planejem. Preparem-se. Façam um orçamento. Trabalhem. Economizem. Sacrifiquem. Gastem alegremente em coisas que importam. Sorriam para um par de sapatos velhos. Paguem o dízimo. Valorizem um livro usado. Mesmo que alguns de vocês estejam vivendo quase em condições financeiras desesperadoras, prometo que há um caminho. Tais situações podem ser pesadas. Tais sacrifícios podem ser difíceis. Mas isso não precisa — e não deve — levar vocês ao desespero, à destruição ou à derrota. Nas palavras de Henry David Thoreau:

A maioria dos luxos, e muitos dos chamados confortos da vida, não são apenas dispensáveis, mas verdadeiros obstáculos à elevação da humanidade. [Walden (1854), 1, “Economia”]

Ame sua vida, pobre como ela é. . . . O sol poente reflete-se nas janelas do asilo da mesma forma que na mansão do rico. [Walden (1854), 18, “Conclusão”]

Talvez, ninguém aqui esteja em uma situação tao dramática quanto morar em um asilo, mas talvez vocês estejam abrindo mão de algumas coisas. Talvez até se considerem pobres. Pois bem, “ame sua vida, pobre como ela é.” Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? (Mateus 6:30).

Além dos desafios financeiros, o próprio estudo pode ser um grande obstáculo. (Podem segurar os aplausos.) Creio que seja justo dizer que matemática, inglês, economia ou zoologia podem ser bem difíceis em certos dias, especialmente quando as provas finais se aproximam. Mas, um pouco de preparação pode fazer maravilhas aqui também. Caso contrário, chega a véspera da entrega do trabalho ou a manhã antes da prova da tarde, e o desespero cai sobre nós como o orvalho do céu. Peço que tornem sua experiência universitária mais agradável trabalhando com dedicação no início, para que consigam trabalhar com mais ânimo no fim.

Lembro-me de entregar um trabalho ao professor Bruce B. Clark, então chefe do departamento e meu professor de literatura inglesa. Eu amava aquela aula e sabia, desde o primeiro dia, que três trabalhos curtos seriam entregues em datas claramente definidas. Ainda assim, deixei todos — absolutamente todos — para a véspera. Em uma das devoluções, o professor Clark me entregou o trabalho e disse algo como: “Você tinha os elementos de um bom trabalho aqui. É uma pena que não tenha dedicado mais tempo.” Eu fiquei arrasado. Aqui estava o chefe do meu departamento, ensinando apenas uma disciplina naquele semestre, o próprio símbolo das minhas esperanças de obter o diploma, dizendo: “Você não trabalhou muito bem.” Ah, mas eu tinha trabalhado duro — desde as nove da noite até às três da manhã, sem parar, quase sem respirar.

Agora, meus jovens irmãos e irmãs, eu merecia estar arrasado. Eu deveria ter ficado arrasado. E aquele poderia ter sido um bom trabalho. Talvez isso tenha me desanimado mais do que tudo: fui eu que me desanimei. Eu mesmo me coloquei para baixo. Lembrem-se, como disse Brutus, “A culpa não é de nossas estrelas, mas de nós mesmos” (William Shakespeare, Júlio César). Esse é o pior tipo de desânimo: aquele que nasce da autossabotagem, que corrói nossa autoestima e destrói nossas expectativas. Não era a aula, nem o professor, nem a tarefa. Nunca é. Eu simplesmente deveria ter feito melhor. Deveria ter começado a tarefa muito mais cedo. Deveria ter escrito um rascunho ou dois e deixado o texto descansar por um tempo. Deveria ter voltado para ele em frescor e energia. Talvez eu até pudesse ter pedido algumas sugestões. Deveria ter reescrito, refinado e ajustado ao longo de várias reescritas. No final, deveria ter usado um bisturi; mas, em vez disso, entreguei uma ideia esfaqueada, com o cutelo ainda pingando enquanto eu entrava na sala de aula. E, além disso, ninguém digita muito bem às três da manhã. O princípio é o mesmo para os estudos, para o dinheiro, para o casamento, para a profissão ou para qualquer esperança e sonho. Preparem-se. Planejem. Trabalhem. Sacrifiquem. Reescrevam. Gastem dinheiro com alegria naquilo que tem valor. Andem com calma e carreguem a confiança de quem fez o melhor possível com o que tinha. Se vocês trabalham com afinco e se preparam de maneira séria, será muito difícil desistir ou esmorecer. Ao se esforçarem com fé em Deus, em si mesmos e no futuro, estarão edificando a casa sobre a rocha. E quando os ventos soprarem e as chuvas caírem — porque certamente virão — vocês não cairão.

É claro que algumas coisas não estão sob seu controle. Algumas decepções vêm independentemente do seu esforço e preparação, pois Deus deseja que sejamos fortes e bons. Ainda assim, digo: “ame sua vida, pobre como ela é.” Encarem até essas experiências, por mais dolorosas que sejam, e aprendam com elas. Em tudo isso, vocês têm amigos de todas as épocas, pessoas em quem podem encontrar consolo e com quem podem formar laços eternos.

Thomas Edison dedicou dez anos e todo o seu dinheiro para desenvolver a bateria de armazenamento de níquel-alcalina em um momento em que ele estava quase falido. Durante aquele período, seu trabalho com filmes e gravações sustentava o desenvolvimento da bateria. Então, certa noite, o terrível brado de fogo ecoou pela fábrica. A combustão espontânea havia incendiado alguns produtos químicos. Em poucos instantes, todos os materiais de embalagem, a celuloide dos discos, os filmes e demais produtos inflamáveis já tinham sido consumidos pelas chamas. Equipes de bombeiros de oito cidades chegaram, mas o fogo e o calor eram tão intensos e a pressão da água tão baixa que as mangueiras de incêndio não tiveram efeito. Edison tinha sessenta e sete anos — não tinha idade para começar de novo. Seu filho Charles estava frenético, preocupado se ele estava seguro, se seu espírito estava abalado, e como ele lidaria com uma crise daquelas em sua idade. Charles viu seu pai correndo em direção a ele.

Ele disse: “Onde está sua mãe? Vá chamá-la. Diga para ela trazer as amigas. Elas nunca verão outro incêndio como este!”

Às cinco e meia da manhã seguinte, com o fogo enfim sob controle, Edison reuniu os funcionários e anunciou:  “Vamos reconstruir.” Designou um homem para alugar todas as oficinas mecânicas da região e outro para conseguir um guindaste de demolição da Companhia Ferroviária Erie. Depois, quase como um detalhe, perguntou: “Ah, sim. Alguém sabe onde podemos conseguir dinheiro?” (Parafraseada de Charles Edison, “My Most Unforgettable Character” [Meu personagem mais inesquecível], Reader’s Digest, dezembro de 1961, pp. 175–77.)

Praticamente tudo o que reconhecemos hoje como contribuição de Thomas Edison veio depois daquele desastre. Lembrem-se: “O problema não tem conexão necessária com o desânimo — o desânimo tem um germe próprio”.

Se vocês estão se esforçando com sinceridade e vivendo corretamente, mas ainda assim tudo parece pesado e difícil, animem-se. Outros já trilharam esse caminho antes de vocês.

Sentem-se impopulares, diferentes, fora do grupo? Leiam sobre Noé novamente. Saiam por aí e deem algumas marteladas na lateral de sua arca para ver como era a popularidade no ano 2500 a.C.

O deserto acadêmico parece se estender diante de vocês em uma sequência interminável de semestres? Leiam sobre Moisés novamente. Calculem o peso de enfrentar faraós e depois conduzir um povo durante quarenta anos no deserto. Algumas tarefas levam tempo. Aceitem isso. Mas, como dizem as escrituras, “elas se cumpriram.” Elas terminam. Vamos cruzar o Jordão eventualmente. Outros já provaram isso. Eu mesmo sou um símbolo vivo de que qualquer pessoa pode se formar, servir missão e encontrar um emprego.

Vocês têm medo de que as pessoas não gostem de vocês? O profeta Joseph Smith poderia compartilhar algumas ideias com vocês sobre esse assunto. Problemas de saúde? Certamente encontrarão consolo no fato de que um verdadeiro Jó conduziu esta Igreja a uma das décadas mais emocionantes e reveladoras de toda esta dispensação. O presidente Spencer W. Kimball quase não teve um único dia, em mais de trinta anos, sem dor, desconforto ou doença. E pergunto: será que ele se tornou o que é apesar das provações físicas ou também por causa delas? Vocês podem encontrar ânimo no sacrifício que vocês compartilham com esse gigante espiritual que desafiou a doença e a morte e clamou, quando mal tinha forças para andar: Ó Senhor, ainda sou forte. Dá-me mais uma montanha (ver Josué 14:11–12).

Vocês já se sentiram sem talento, incapazes ou inferiores? Ajudaria saber que todos já se sentiram assim, inclusive os profetas de Deus? Moisés inicialmente resistiu ao chamado, alegando não ser eloquente na fala. Jeremias achava que era apenas uma criança e tinha medo das pessoas que encontraria.

E Enoque? Peço a todos vocês que se lembrem de Enoque enquanto viverem. Quando chamado para uma obra aparentemente impossível, ele disse: “Por que é que encontrei graça aos teus olhos? Sou apenas um menino e todo o povo odeia-me, pois sou lento no falar” (Moisés 6:31).

Enoque era um homem que acreditava. Endireitou os ombros, firmou a coluna e seguiu adiante, mesmo que gaguejando. O simples, comum e supostamente “incapaz” Enoque. E isso é o que os anjos viriam escrever sobre ele:

E tão grande era a fé que possuía Enoque, que ele conduziu o povo de Deus; e seus inimigos saíram para batalhar contra ele e ele proferiu a palavra do Senhor e a terra tremeu e as montanhas fugiram, sim, de acordo com sua ordem; e os rios de água desviaram-se de seu curso; e do deserto ouviu-se o rugido dos leões; e todas as nações temeram grandemente, tão poderosa era a palavra de Enoque e tão grande era o poder da linguagem que Deus lhe dera. [Moisés 7:13]

O simples Enoque — cujo nome agora é sinônimo de retidão transcendente. Da próxima vez que vocês se sentirem tentados a pintar o próprio autorretrato com cores desanimadoras, lembrem-se de que os homens e mulheres mais esplêndidos do reino já passaram por isso. Digo-lhes o que Josué disse às tribos de Israel quando enfrentavam uma de suas provas mais difíceis: “Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós” (Josué 3:5).

Existe, é claro, uma fonte de desespero mais séria do que todas as outras. Ela está ligada à má preparação de uma ordem muito mais séria. É o oposto da santificação. É o tipo mais destrutivo de desânimo, tanto no tempo quanto na eternidade. Trata-se da transgressão contra Deus. É a depressão enraizada no pecado.

Aqui, o desafio mais crucial de vocês, depois de reconhecerem a gravidade de seus erros, será acreditar que é possível mudar, que possa existir uma versão melhor de “você”. Não acreditar nisso é claramente uma estratégia satânica, criada para desanimar e derrotar uma pessoa. Quando chegarem em casa hoje à noite, ajoelhem-se e agradeçam ao Pai Celestial por pertencerem a uma Igreja e por terem abraçado um evangelho que promete arrependimento àqueles que estão dispostos a pagar o preço. Arrependimento não é uma palavra negativa. Depois da , é a palavra mais encorajadora do vocabulário cristão. Arrependimento é simplesmente o convite das escrituras ao crescimento, à melhoria, ao progresso e à renovação. Vocês podem mudar! Podem se tornar qualquer coisa que desejarem, dentro da retidão.

Se há uma queixa que não consigo tolerar é a pobre e lastimável exclamação: “Bem, eu sou assim”. Se querem falar de desânimo, essa frase é uma que me desanima profundamente. Embora eu não seja um homem de palavrões, confesso que fico seriamente tentado quando ouço isso.  Por favor, poupem-me de discursos do tipo “eu sou assim”. Já ouvi isso de muitas pessoas que queriam pecar e chamar isso de psicologia. Uso novamente a palavra pecado para abranger uma grande variedade de hábitos, alguns aparentemente inocentes, mas que ainda assim produzem desânimo, dúvida e desespero.

Vocês podem mudar qualquer coisa que desejarem mudar, e podem fazer isso muito rapidamente. Esse é outro golpe de Satanás: a ideia de que é preciso anos e anos e uma eternidade para se arrepender. Leva exatamente o tempo necessário para dizer: “Vou mudar”, e falar isso com sinceridade. É claro que haverá problemas a resolver e restituições a fazer. Provavelmente vocês passarão, e na verdade devem passar, o resto da vida demonstrando o arrependimento por meio de sua constância. Mas a mudança, o crescimento, a renovação e o arrependimento podem vir tão instantaneamente como aconteceu com Alma e os filhos de Mosias. Mesmo que tenham erros sérios a reparar, dificilmente se enquadrariam na expressão “os mais vis dos pecadores”, usada por Mórmon para descrever esses rapazes. Ainda assim, quando Alma relata sua experiência no capítulo 36 do livro que leva seu nome, seu arrependimento parece tão imediato quanto impressionante.

Não me interpretem mal. O arrependimento não é fácil, ou indolor, ou conveniente. É uma taça amarga do inferno. Mas apenas Satanás, que habita nesse lugar, faria vocês acreditarem que reconhecer seus erros é pior do que permanecer para sempre ali. Somente ele diria: “Você não pode mudar. Você não vai mudar. É muito demorado e difícil mudar. Desista. Ceda. Não se arrependa. Você é do jeito que você é”. Isso, meus amigos, é uma mentira que nasce do desespero. Não caiam nessa.

Como vocês sabem, antigamente os líderes da Igreja anunciavam em conferência geral os nomes daqueles que haviam sido chamados para servir missão. Não apenas amigos e vizinhos ficavam sabendo do chamado dessa forma, mas, muitas vezes, o próprio missionário também descobria assim. Um desses futuros missionários era Eli H. Pierce. Ferroviário de profissão, ele não havia sido muito fiel na frequência às reuniões da Igreja, até mesmo admitindo que suas inclinações não estavam nessa direção. Sua mente estava inteiramente voltada para aquilo que ele, com modéstia, chamava de “coisas temporais”. Ele disse que nunca tinha lido mais do que algumas páginas das escrituras em toda a sua vida e que havia falado apenas uma vez em público, um esforço que, segundo ele, não trouxe honra nem a si mesmo nem a quem o ouviu. Usava com grande habilidade a linguagem típica da ferrovia e dos bares, adquirida ao longo de muitos anos. Ele comprava charutos por atacado – mil de cada vez – e regularmente perdia seu salário jogando sinuca. Então vem esta declaração clássica, feita por ele mesmo: “A natureza nunca me dotou de uma abundância extraordinária de sentimento religioso; minha espiritualidade não era elevada e provavelmente estava até um pouco abaixo da média.”

Bem, o Senhor sabia quem Eli Pierce era, e ele sabia de outra coisa também. Ele sabia o que eu estou implorando hoje. Ele sabia no que Eli Pierce poderia se tornar. Quando o chamado veio, em 5 de outubro de 1875, Eli nem sequer estava no Tabernáculo. Ele estava trabalhando em uma das linhas ferroviárias. Um colega de trabalho, depois de se recuperar do choque, correu para transmitir a notícia inesperada por telégrafo. O próprio irmão Pierce escreveu: “No exato momento em que essa notícia estava sendo transmitida pelos fios, eu estava sentado preguiçosamente jogado para trás em uma cadeira de balanço do escritório, com meus pés na mesa, lendo um livro e, ao mesmo tempo, tragando um velho cachimbo holandês, apenas para variar da monotonia de fumar charutos.” (Para os meus amigos no Departamento de Inglês, eu apenas me apressaria a acrescentar que o tipo de livro lido foi provavelmente uma transgressão mais séria do que o fumo de cachimbo.)

Ele continua: “Assim que fui informado do que tinha acontecido, joguei o livro no cesto de lixo, o cachimbo em um canto [e nunca mais toquei em nenhum dos dois]. Pedi demissão. . . para que tivesse tempo de estudar e me preparar. Depois, fui para a cidade comprar [as escrituras].”

Em seguida, estas palavras comoventes:

Por mais estranho que isso possa parecer agora, jamais passou pela minha mente a ideia de ignorar o chamado ou de me recusar a cumpri-lo. A única pergunta que fiz – e fiz mil vezes – foi: “Como posso cumprir essa missão? Como posso eu, que sou tão vergonhosamente ignorante e não instruído em doutrina, honrar a Deus e fazer justiça às almas dos homens, e merecer a confiança que o sacerdócio depositou em mim?”

Com uma humildade tão sincera, que em vez de enfraquecer fortaleceu sua determinação, Eli Pierce cumpriu uma missão notável. Seu diário poderia terminar adequadamente com uma vida completamente transformada, resumida nesta simples frase: “Durante toda a nossa missão, fomos grandemente abençoados.” Mas acrescento uma experiência para ilustrar melhor esse ponto.

Durante seu serviço missionário, o irmão Pierce foi chamado para dar uma bênção de saúde no filho de um presidente de ramo que ele conhecia e amava. Infelizmente, a esposa do presidente do ramo havia se tornado amargurada e agora se opunha seriamente a qualquer atividade religiosa dentro do lar, incluindo uma bênção naquela criança que estava à beira da morte. Como a mãe se recusava a sair do quarto e a criança estava fraca demais para ser movida, esse humilde presidente de ramo e seu amigo missionário recolheram-se a um pequeno cômodo no andar superior da casa para orar pela vida do bebê. A mãe, desconfiada de que algo assim pudesse acontecer, enviou uma das filhas mais velhas para observar e depois lhe contar o que visse.

Naquele quarto isolado, os dois se ajoelharam e oraram fervorosamente até que, nas próprias palavras do irmão Pierce, “sentimos que a criança viveria e sabíamos que nossas orações haviam sido escutadas”. Ao levantarem, voltaram-se lentamente e viram a menina parada à porta, que estava entreaberta, olhando fixamente para dentro do quarto. Ela parecia, no entanto, bastante alheia aos movimentos dos dois homens. Ficou ali por alguns segundos, imóvel, com os olhos fixos. Então ela perguntou: “Papai, quem era aquele. . . homem aí dentro?”

Seu pai respondeu: “Esse é o irmão Pierce. Você o conhece.”

“Não”, disse ela com simplicidade. “Quero dizer o outro homem.”

“Querida, não tinha outro homem ali, apenas o irmão Pierce e eu. Estávamos orando pelo bebê.”

“Ah, tinha outro homem sim”, insistiu a menina, “porque o vi em pé [acima] de você e do irmão Pierce e ele estava todo vestido de branco”.

Agora, se Deus, em Seus céus, faz isso por um homem arrependido, antigo fumante de charutos, inativo na Igreja, que jogava sinuca e falava palavrões, vocês não acham que Ele fará o mesmo por vocês? Ele fará, se a sua determinação for tão profunda e permanente quanto a de Eli Pierce. Nesta Igreja pedimos fé, não perfeição (Ver Biography and Family Record of Lorenzo Snow [Biografia e registro familiar de Lorenzo Snow], pp. 407–483).

Mergulhem nas escrituras.

Vocês encontrarão suas próprias experiências descritas lá. Nelas, vocês encontrarão espírito e força. Vocês encontrarão soluções e conselhos. Néfi diz: “As palavras de Cristo vos dirão todas as coisas que deveis fazer” (2 Néfi 32:3).

Orem fervorosamente e jejuem com propósito e devoção.

Algumas dificuldades, como certos demônios, não são vencidas “senão por meio de oração e jejum”.

Sirvam ao próximo.

O paradoxo celestial é que somente ao fazer isso vocês conseguem salvar a si mesmos.

Sejam pacientes.

Como disse Robert Frost, em muitas situações, o único caminho para sair é atravessar. Continuem seguindo em frente. Continuem tentando.

Tenham fé.

Cessaram os dias de milagres?

Ou deixaram os anjos de aparecer aos filhos dos homens? Ou negou-lhes ele o poder do Espírito Santo? Ou fará ele isso enquanto durar o tempo ou existir a Terra ou existir na face da Terra um homem para ser salvo? Eis que vos digo: Não; porque é pela fé . . . que os anjos aparecem e ministram entre os homens. [Morôni 7:35–37]

Há várias décadas, um conhecido meu deixou uma pequena cidade do sul de Utah para viajar ao leste do país. Ele nunca tinha viajado muito além de sua pequena cidade natal e certamente nunca tinha viajado de trem. No entanto, sua irmã mais velha e o cunhado precisavam dele em circunstâncias especiais, e seus pais concordaram em liberá-lo do trabalho na fazenda para que pudesse ir. Eles o levaram de carro até Salt Lake City e o colocaram no trem, com um jeans novo, botas nem tão novas assim, muito assustado e com dezoito anos de idade.

Havia um grande problema, que o aterrorizava. Ele teria que trocar de trem em Chicago. Além disso, teria de passar uma noite inteira nessa escala, o que para ele parecia um destino pior do que a morte. Sua irmã havia escrito, explicando cuidadosamente a que horas o trem chegaria, como, onde e quando ele deveria pegar a próxima linha, mas, ainda assim, ele estava apavorado.

Então, seu pai, humilde, simples e marcado pelo sol, fez algo que ninguém nessa audiência deveria jamais esquecer. Ele disse: “Filho, onde quer que você vá nesta Igreja, sempre haverá alguém para ficar ao seu lado. Isso faz parte do que significa ser um santo dos últimos dias.” Em seguida, colocou no bolso da camisa de algodão do filho o nome de um bispo que havia identificado por meio de informações obtidas na sede da Igreja. Se o rapaz tivesse problemas, ou ficasse desanimado e com medo, deveria ligar para o bispo e pedir ajuda.

Bem, a viagem de trem seguiu de forma relativamente tranquila até que o trem chegou a Chicago. O jovem conseguiu se sair bem, recolhendo sua bagagem e chegando ao hotel próximo que havia sido previamente reservado pelo cunhado. Mas, então, o relógio começou a avançar, a noite começou a cair e a fé começou a falhar. Será que ele conseguiria voltar à estação? Encontraria a plataforma e o trem corretos? E se o trem atrasasse? E se ele se atrasasse? E se perdesse a passagem? E se sua irmã tivesse cometido um erro e ele acabasse em Nova York? E se? E se? E se?

Sem que aquelas botas já bem gastas sequer tocassem o chão, aquele rapaz grande e desajeitado atravessou o quarto em um pulo, quase arrancou o telefone da parede e, lutando contra as lágrimas e a angústia, ligou para o bispo. Infelizmente, o bispo não estava em casa, mas sua esposa estava. Ela conversou com ele o tempo suficiente para tranquilizá-lo de que absolutamente nada daria errado naquela noite. Afinal, ele estava seguro no quarto, e o que mais precisava naquele momento era de uma boa noite de descanso. Então ela disse: “Se amanhã de manhã você ainda estiver preocupado, siga estas orientações e poderá ficar com nossa família e outros membros da ala até a hora do trem. Nós garantiremos que você siga viagem com segurança.” Em seguida, ela explicou cuidadosamente o caminho, pediu que ele repetisse tudo para confirmar e sugeriu um horário para ele chegar.

Com um pouco mais de paz no coração, ele se ajoelhou ao lado da cama para orar, como tinha feito todas as noites pelos últimos dezoito anos, e então esperou o amanhecer. Em algum momento da madrugada, o barulho e a agitação de Chicago dos anos 1930 deram lugar a um sono tranquilo.

Na hora combinada, ele saiu. Uma longa caminhada, e então pegar um ônibus. Em seguida, trocar por outro. Ficar atento à parada. Andar um quarteirão, atravessar a rua e então pegar mais um ônibus. Contar as ruas com cuidado. Faltam mais duas. Falta mais uma. Cheguei. Pode me deixar aqui. Funcionou, exatamente como ela havia dito.

Então, seu mundo desabou, desabou diante de seus próprios olhos. Ele desceu do ônibus e se viu diante da maior extensão de arbustos e gramado que já tinha visto na vida. Ela havia mencionado algo sobre um parque, mas, para ele, um parque era um terreno empoeirado no sul de Utah, com uma quadra de tênis sem rede em um canto. Ali estava ele, olhando em vão para a imensidão do Lincoln Park, sem um único rosto amigável à vista.

Não havia sinal algum de um bispo, de uma ala ou de uma capela. E o ônibus já tinha ido embora. Caiu-lhe a ficha de que não fazia ideia de onde estava nem de quantas combinações de ônibus seriam necessárias para voltar à estação. De repente, sentiu-se mais sozinho e sobrecarregado do que em qualquer outro momento de sua vida. As lágrimas começaram a brotar, e ele se recriminava por estar com tanto medo, mas estava, e as lágrimas não paravam. Afastou-se da calçada e do ponto de ônibus, entrando na beira do parque. Precisava de um pouco de privacidade para chorar, algo que apenas um jovem de dezoito anos do sul de Utah conseguiria compreender plenamente. Mas, ao se afastar do barulho, tentando controlar as emoções, pensou ter ouvido algo estranhamente familiar à distância. Ele se moveu cautelosamente na direção do som. Primeiro caminhou, depois apressou o passo. O som ficava mais forte e mais claro, e certamente era familiar. Então começou a sorrir. O sorriso se transformou em uma risada audível, e logo ele começou a correr. Não tinha certeza se aquilo era a atitude mais digna para um recém-chegado a Chicago, mas não era hora de formalidades. Ele correu, e correu rápido. Correu o mais rápido que aquelas botas de caubói permitiam, passando por arbustos, entre árvores, contornando a borda de um lago.

“Rude é o caminho ao triste viajor,
mas com fé caminhai.”

Os sons eram cristalinos, e agora ele chorava lágrimas novas, diferentes. Pois ali, logo após uma pequena elevação, reunidos em torno de algumas mesas de piquenique e cestas de comida, estavam o bispo, sua esposa, seus filhos e a maioria das famílias daquela pequena ala. A data: 24 de julho de 1934. O que se ouvia era uma interpretação a capela, um pouco desafinada, de versos que até um rapaz do sul de Utah reconheceria.

Mas não deveis desanimar
Se tendes Deus para vos amar;
Podeis agora proclamar:
Tudo bem! Tudo bem!
[Vinde, Ó Santos, Hinos, 1985, n. 20]

Era o Dia dos Pioneiros. O encontro para o qual ele havia sido convidado era uma celebração de 24 de julho. Sabendo que já estava quase na hora de o rapaz chegar, a ala achou simples cantar um ou dois versos de “Vinde, Ó Santos” para indicar onde estavam.

Eliseu, com um poder conhecido apenas pelos profetas, havia aconselhado o rei de Israel sobre como, onde e quando se defender dos sírios em guerra. O rei da Síria, naturalmente, desejava livrar seus exércitos desse problema profético. Então, e cito:

Então enviou para lá cavalos, e carros, e um grande exército, os quais chegaram de noite, e cercaram a cidade . . . e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros; [2 Reis 6:14–15]

Se Eliseu estivesse procurando um bom momento para ficar deprimido, este seria o momento. Seu único aliado era o presidente do quórum de mestres da região. Era um profeta e um rapaz contra o mundo. E o rapaz estava apavorado. Via o inimigo por toda parte, dificuldades, desespero, problemas e fardos por todos os lados. O ônibus já tinha ido embora e tudo o que ele conseguia ver era Chicago. Com a fé vacilante, o rapaz clamou: “Ah, meu senhor! Que faremos?”

E a resposta de Eliseu? Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles. (2 Reis 6:15-16).

“Os que estão conosco?” Agora, pensem nisso por um instante, como um verdadeiro israelita. Fé é algo maravilhoso, coragem também, mas isso parecia absurdo, o rapaz pensou. Não havia mais ninguém com eles. O rapaz sabia reconhecer um exército sírio quando via um, e sabia que um jovem e um homem idoso não eram páreo para aquilo. Mas então veio a promessa de Eliseu:

Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles. E orou Eliseu, e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e ele viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu. [2 Reis 6:16–17]

No evangelho de Jesus Cristo, vocês contam com ajuda de ambos os lados do véu, e nunca devem se esquecer disso. Quando a decepção e o desânimo vierem, e eles virão, lembrem-se sempre de que, se nossos olhos pudessem ser abertos, veríamos cavalos e carros de fogo até onde a vista alcança, avançando em alta velocidade para nos proteger. Esses exércitos do céu estarão sempre lá, defendendo a posteridade de Abraão.

Encerro com esta promessa dos céus.

Em verdade, em verdade vos digo: Vós sois criancinhas e ainda não compreendestes quão grandiosas são as bênçãos que o Pai tem nas mãos e preparou para vós; E não podeis suportar tudo agora; contudo, tende bom ânimo, porque eu vos guiarei (D&C 78:17–18). [D&C 78:17–18]

Pois irei adiante de vós. Estarei à vossa direita e à vossa esquerda.  E meus anjos [estarão] ao vosso redor para vos suster (Doutrina e Convênios 84:88). [D&C 84:88]

Vosso é o reino e são vossas as suas bênçãos e são vossas as riquezas da eternidade. [D&C 78:18]

E sim, cantaremos “encontramos um lar.” E no caminho cantaremos “Partindo de nosso coração; Bem alto e com resolução, O nosso glorioso refrão: Tudo bem! Tudo bem!” (“Vinde, Ó Santos”, Hinos, n. 20).

Em nome de Jesus Cristo. Amém.

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Jeffrey R. Holland

Jeffrey R. Holland era Comissário do Sistema Educacional de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias quando este discurso foi proferido no devocional da Universidade Brigham Young, em 18 de março de 1980.