Palestra

Envoltos nos braços do amor

Shannon Stimpson

Aluna representante dos formandos

12 de agosto de 2010

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A consciência do amor de Deus por nós, de Sua orientação e apoio incondicionais, deve nos inspirar a estender nossa mão àqueles que buscam nossa orientação e ajuda.


Pretendemos modificar a tradução se for necessário. Para dar sugestões, envie um e-mail para: speeches.por@byu.edu

Élder Clayton, presidente Samuelson, membros do corpo docente, formandos, familiares e convidados: É uma honra estar diante de vocês hoje nesta ocasião memorável. Sinto-me grata por esta oportunidade de compartilhar algumas palavras com vocês.

Há alguns meses, eu embarquei em uma das viagens mais longas que já fiz sozinha. Um querido amigo havia falecido, e eu estava determinada a comparecer ao seu funeral, mesmo que isso significasse viajar sozinha. Confesso que enquanto me preparava para sair de casa, senti grande receio sobre a viagem que me aguardava. Meu carro não é o mais confiável, e duvidava da minha capacidade de lidar bem com uma emergência, caso surgisse. Embora eu tivesse estudado cuidadosamente o mapa e tentado me familiarizar com a rota, eu temia as condições da estrada que não poderia prever ou antecipar. Expressei minhas preocupações ao meu marido, que rapidamente me garantiu que tudo ficaria bem. Mas suas garantias não acalmaram meus medos nem me deixaram mais confiante quanto à viagem que estava por vir.

Percebendo meu desconforto silencioso, meu marido perguntou se eu poderia sentar por alguns minutos antes de sair. “Shannon”, ele disse, “eu não posso ir com você, mas vamos praticar o trajeto juntos.” Ele ficou atrás de mim, colocou seus braços em volta de mim e me instruiu a imaginar que estávamos em nosso veículo. Meus protestos de que me sentia muito tola não adiantaram e meu marido gentilmente insistiu para que praticássemos a rota juntos. Enquanto eu segurava um volante imaginário, ele me pediu para verbalizar as direções e mover minhas mãos e pés como se estivesse realmente dirigindo.

Praticamos toda a viagem juntos, ensaiando cada curva, cada parada e cada saída. Foi reconfortante sentir e ouvir meu marido — que conhecia as estradas — me dar uma imagem clara do que esperar na viagem. No final da nossa viagem imaginária, meu marido mais uma vez expressou confiança na minha capacidade de completar a viagem e prometeu que, se eu tivesse algum problema, poderia ligar para ele a qualquer momento.

Durante a condução real, quando as dúvidas surgiram, senti a lembrança dos braços do meu marido envolvendo os meus, guiando-me e confortando-me. A viagem havia começado sem problemas, e eu estava finalmente começando a relaxar e até mesmo aproveitar o passeio quando descobri, para minha grande ansiedade, que havia feito uma curva errada e percorrido muitos quilômetros na direção errada. Liguei para meu marido e expliquei desesperadamente minha situação. Com a ajuda dele, finalmente consegui voltar ao curso e chegar com segurança ao meu destino.

Hoje, estamos reunidos para celebrar nossa graduação nesta grande universidade. Talvez muitos de nós sintamos que finalmente chegamos a um destino há muito esperado. Tenho certeza de que, para cada um de nós, nossos anos na BYU trouxeram desafios e expectativas que ampliaram nossas capacidades tanto intelectual quanto espiritualmente. Embora a nossa evolução pessoal nos últimos anos tenha parecido solitária estivemos rodeados por familiares, amigos, professores, mentores e líderes espirituais maravilhosos que nos ajudaram a superar os obstáculos da vida universitária: companheiros que, na verdade, nos abraçaram e nos guiaram para que pudéssemos estar preparados para enfrentar com confiança um futuro incerto. Quão gratos devemos ser por aquelas pessoas cuja experiência e apoio, em nossos momentos de necessidade, nos deram visão, sabedoria e força para fazer tudo o que nos foi requerido.

Para a maioria de nós, a graduação anuncia um novo começo desafiador, cheio de variáveis desconhecidas e responsabilidades pesadas. Eu sei que, ao me preparar para as próximas etapas da minha vida, tive dúvidas que me fizeram pensar se o futuro é realmente tão brilhante quanto nossos líderes nos asseguram. Durante esses períodos de preocupação e, às vezes, de angústia, lembro-me Daquele que percebe que “dores há que não se vêem”.1 Jesus Cristo, que percorreu pessoalmente os caminhos da minha vida, tem-me assegurado que “tudo [ficará] bem”² e que, com Sua ajuda, serei capaz de cumprir os meus objetivos com excelência e honra.
Podemos ter plena confiança de que nosso Pai Celestial, que enxerga o fim desde o começo, conhece todas as paradas, todas as curvas certas e erradas, e cada saída que nos aguarda. Podemos ter plena confiança de que, ao nos voltarmos para Ele com total confiança — colocando diante Dele nossos pensamentos e sentimentos mais íntimos — Ele nos conduzirá pela mão, nos carregará³, nos envolverá eternamente nos braços do Seu amor⁴ e guiará nossos caminhos⁵ para o nosso bem.

Nossas experiências educacionais aqui na BYU nos prepararam para sermos líderes em qualquer esfera em que venhamos a servir. Em relação à nossa geração, o Senhor tem repetidamente expressado Sua confiança absoluta de que podemos alcançar grandes coisas e superar obstáculos intransponíveis, mesmo que a jornada seja assustadora. A consciência do amor de Deus por nós, de Sua orientação e apoio incondicionais, deve nos inspirar a estender nossa mão àqueles que buscam nossa orientação e ajuda. Em nossa gratidão por aqueles que nos acompanharam tão fielmente ao longo de nossa jornada, que possamos também oferecer tudo o que temos às nossas famílias, amigos, comunidades e ao mundo.

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Notas
1. “Sim, eu Te seguirei”, Hinos, no 134.
2. “Vinde, Ó santos”, Hinos, no 20.
3. Abraão 1:18
4. 2 Néfi 1:15.
5. Ver Provérbios 3:5–6.

Shannon Stimpson

Shannon Stimpson discursou como representante de sua turma de formandos na cerimônia de formatura da BYU em 12 de agosto de 2010.