Como seguir seu GPS celestial Wendy W. Reese 21 de agosto de 2026 https://speeches.byu.edu/por/talks/wendy-w-reese/como-seguir-seu-gps-celestial/ --- Pretendemos modificar a tradução se for necessário. Para dar sugestões, envie um e-mail para: speeches.por@byu.edu É tão bom estar de volta ao campus com todos vocês! Espero que tenham aproveitado as férias — livres de estresse, estudos, provas, ter que arrumar a cama e cozinhar. Espero que, agora que vocês voltaram, suas mães estejam desfrutando de uma recuperação tranquila. Quer tenham passado as férias perto ou longe, acredito que tenham encontrado o caminho de volta ao campus sem muitos problemas. Espero que ninguém tenha se perdido pelo caminho, porque, bem, isso já aconteceu comigo uma vez, e não foi nada divertido. Deixem-me explicar. Quando nossos filhos eram pequenos, morávamos no Novo México enquanto o Shane trabalhava no Laboratório Nacional de Los Alamos. Minhas filhas eram pequenas, e eu estava sobrecarregada em casa, então, um dia, o Shane sugeriu que nos encontrássemos perto do trabalho dele para um piquenique e um pouco de diversão. Antes de sair para o trabalho naquele dia, ele fez questão de me lembrar das direções e do nome da rua onde iríamos encontrá-lo. Vou interromper esta história por um momento para lembrar que, não faz muito tempo, celulares eram apenas telefones e não carregávamos o Google Maps no bolso para onde quer que fôssemos. Além disso, o Shane não tinha permissão para levar seu celular para o laboratório por motivos de segurança, então eu não poderia ligar para ele caso precisasse. Bem, chegou a hora de sairmos. Coloquei minhas duas meninas no carro e partimos. Cheguei com bastante facilidade ao lugar para onde achava que estava indo. Mas então surgiu o problema. Eu estava exatamente onde achava que deveria estar, mas a rua que eu procurava simplesmente não existia! O Shane tinha me dito que o laboratório ficava na Rua Reimas, mas eu não conseguia encontrar nenhuma Rua Reimas em lugar algum.  Continuei dirigindo em círculos, e a cada volta ficava ainda mais frustrada. Pensei: “O Shane trabalha aqui há tanto tempo e nem sabe o nome da rua?!” Para ser sincera, eu estava furiosa. Não conseguia falar com o Shane. Não conseguia encontrar a rua. Estava pronta para dar meia-volta e voltar para casa. Então, milagrosamente, recebi uma ligação do Shane. Ele tinha saído do laboratório e conseguido encontrar um telefone para usar. Ele parecia um pouco frustrado por eu não ter aparecido 20 minutos antes. Eu disse a ele que tinha seguido suas instruções à risca e desabafei sobre acabar repetidamente em uma rua que eu pronunciava como “Gêmes” (escrito J-e-m-e-z). Shane fez uma pausa. “Wendy”, disse ele, “é espanhol. Era essa a rua.” Eu estava no lugar certo o tempo todo, mas o R que eu tinha certeza de estar procurando na placa da rua era, na verdade, apenas um J espanhol. A Rua Jemez — ou “Rua Reimas”, como dizem os moradores locais com um sotaque mais americano— leva o nome das montanhas Jemez, que ficam nas proximidades. Provavelmente não deveria admitir isso, mas, ao contrário do Shane, eu até tinha feito aulas de espanhol. Na BYU! Seguir as direções do céu Mas, talvez, há mais coisas a serem aprendidas com meu contratempo do que apenas um lapso em minhas habilidades com uma língua estrangeira. Graças ao evangelho restaurado de Jesus Cristo, sabemos que nossa presença nesta Terra não é um acidente. Nós escolhemos vir para cá. Esta vida mortal é um tempo para nos prepararmos para viver novamente com nossos pais celestiais.1 Fazemos isso seguindo o exemplo do Salvador, confiando na Expiação de Cristo e fazendo convênios sagrados com Deus. Esse é um roteiro bastante claro, e somos abençoados por ter tantas verdades restauradas e revelações modernas para nos guiar ao longo do nosso caminho do convênio. Mas tenho certeza de que vocês já descobriram que — infelizmente — não podemos simplesmente abrir as escrituras e encontrar o nome exato da pessoa com quem devemos nos casar, a carreira que devemos seguir ou a maneira de nos prepararmos para servir uma missão. Vocês estão bem no meio do que o élder Robert D. Hales chamou, certa vez, de “a década decisiva”.² Vocês têm muitas escolhas pela frente — escolhas que podem e vão moldar o rumo de suas vidas. Isso pode parecer assustador, e acho que, se não tomarmos cuidado ao falar sobre esse tipo de decisões, é fácil ficarmos presos na indecisão. Isso não ajuda em nada e certamente não é a maneira como o Pai Celestial gostaria que avançássemos com as escolhas em nossa vida. Gostaria de compartilhar três maneiras pelas quais podemos identificar melhor as orientações do céu para nos ajudar a chegar aos destinos que Deus preparou para nós. Pensem nelas como seu GPS celestial. Confiem no plano Primeiro, confiem no plano. Confiem que, quando se esforçam para seguir o Salvador e cumprir seus convênios, vocês estão exatamente onde deveriam estar. Quando eu estava tentando encontrar o Shane aquela vez, meu primeiro erro foi duvidar do plano. Eu não conseguia ver a rua onde achava que precisava estar, mesmo tendo seguido as instruções. Meu impulso foi pensar que o Shane estava errado e duvidar do plano. No entanto, o presidente Dieter F. Uchtdorf nos aconselhou a duvidar de nossas dúvidas antes de abandonarmos nossa fé no plano perfeito de Deus.3 Queridos alunos, vocês fazem parte do plano de Deus. Vocês são Seus filhos e filhas — cada um de vocês. Ele conhece vocês, e Seu propósito final — Sua obra e Sua glória — é levar a efeito a imortalidade e a vida eterna de vocês.4 Confiem Nele. E quando começarem a se sentir perdidos, desanimados ou até mesmo frustrados, por favor, lembrem-se destas palavras motivadoras de nosso amado presidente Jeffrey R. Holland: “[Continuem] a confiar. [Continuem] a acreditar. [Continuem] a crescer. Os céus vão regozijar-se por [vocês] hoje, amanhã e para sempre.”⁵ Estamos aqui na Terra para “ter alegria”.⁶ O plano de Deus é um plano de felicidade. Confiem em Seu plano. Confiem na oração O segundo componente de nosso GPS celestial é a oração. Meu problema com aquele piquenique foi, na verdade, resultado de um mal-entendido. Eu não podia ligar para o Shane. Minha cabeça estava presa em um idioma e eu não conseguia reconhecer o outro. A oração nos ajuda a ouvir Deus com mais clareza. Se estivermos absorvidos demais em nossos próprios desejos e em nossos próprios prazos, não estaremos prontos para ouvir a linguagem do céu — uma linguagem que precisamos entender para compreender as decisões necessárias que temos pela frente. Amo a maneira como o profeta Gordon B. Hinckley caracterizou uma armadilha comum em nossos esforços para orar: “O problema com a maioria de nossas orações é que as fazemos como se estivéssemos pegando o telefone e fazendo um pedido para a mercearia — fazemos o pedido e desligamos.”⁷ A oração não deve ser uma conversa unilateral. Deve ser um momento de contemplação, reflexão e escuta. É, como diz o hino, um momento para “render [nosso] coração”⁸ e conversar com Deus. Quando o Salvador orava, Ele agradecia a Deus, glorificava-O e alinhava Seus desejos com os do Pai. Seu refrão era sempre “não se faça a minha vontade, senão a tua”.⁹ E lembrem-se disso: Cristo ensinou que o Pai sabe das coisas de que precisamos antes mesmo de as pedirmos.10 Então, nossas orações deveriam ter como objetivo procurar entender o que Deus deseja para nós. À medida que vocês construírem um relacionamento mais profundo com Deus por meio da oração sincera, sei que serão mais capazes de compreender a linguagem do Espírito, que ajudará a guiá-los nas escolhas que terão pela frente. Confiem no caminho do convênio O que devemos fazer quando estamos dando o nosso melhor e ainda assim nos sentimos perdidos? Podemos confiar que, quando estamos fazendo as coisas certas e nos mantendo nos lugares certos — quando estamos guardando nossos convênios sagrados — Deus está iluminando nosso caminho e guiando nossos passos. O élder David A. Bednar nos lembrou que, desde que estejamos cumprindo nossos convênios e nos arrependendo diariamente, então “somos influenciados pelo Espírito Santo o tempo todo”.11 Agora, vocês já se angustiaram ao tentar distinguir se um pensamento vem do Espírito ou apenas de vocês mesmos? O élder Bednar disse: “Quanto mais tempo passamos nos preocupando com isso, mais nos impedimos de reconhecer as consequências de se ter a companhia do Espírito Santo”.12 Às vezes, estamos decidindo entre duas boas opções e, como o Senhor instruiu aos santos, a escolha “não importa”.13 Somos livres para usar nosso discernimento dado por Deus, e o Senhor aprovará. Isso não é porque nós ou nossas decisões não sejam importantes para Deus. Acredito que isso seja um sinal de confiança de um Pai Celestial amoroso que acredita em nossa capacidade de tomar decisões sábias por nós mesmos, à medida que vivemos de acordo com nossas promessas de convênio. Tenham fé para dar um passo na escuridão, e mais clareza virá.14 Cada convênio que fazemos nos une mais ao Salvador até que estejamos preparados para entrar na presença de Deus. Cada convênio traz bênçãos e promessas poderosas. Testifico que, quando honram esses convênios, Deus está com vocês e “todas as coisas contribuirão para o vosso bem”.15 Conclusão Para concluir, ao iniciarem este novo semestre, lembrem-se de seu GPS celestial. Confiem no plano, confiem na oração e confiem em seus convênios. Confiem em Deus de todo o coração neste semestre. Prometo que isso fará a diferença. Prometo que Ele ajudará a guiar seus caminhos à medida que exercerem bom senso e seguirem em frente com fé.16 O destino que Deus tem reservado para vocês é muito maior do que qualquer coisa que possam imaginar. Nós amamos vocês e sei que Deus os ama. Ele conhece cada um de vocês pelo nome. Testifico que Deus está ciente de todos nós e que Ele vive. Sei que Jesus Cristo é nosso Salvador e Redentor. Digo isso em nome de Jesus Cristo, amém. © Brigham Young University. Todos os direitos reservados.