{"id":1094,"date":"2025-03-21T06:00:00","date_gmt":"2025-03-21T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/?post_type=speech&#038;p=1094"},"modified":"2025-03-21T15:10:58","modified_gmt":"2025-03-21T15:10:58","slug":"ser-as-maos-bondosas-de-cristo","status":"publish","type":"speech","link":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/steven-a-smith\/ser-as-maos-bondosas-de-cristo\/","title":{"rendered":"Ser as m\u00e3os bondosas de Cristo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><strong><em>Pretendemos modificar a tradu\u00e7\u00e3o se for necess\u00e1rio. Para dar sugest\u00f5es, envie um e-mail para: speeches.por@byu.edu<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sou grato pela oportunidade de compartilhar este discurso neste devocional. \u00c9 um tanto assustador estar no palco do <em>de Jong Concert Hall<\/em>. Na verdade, esta \u00e9 a minha segunda vez neste palco. J\u00e1 me apresentei aqui como trompista bar\u00edtono na Farrer Junior High Band &#8211; talvez estabelecendo um recorde hist\u00f3rico de notas mais erradas j\u00e1 tocadas em uma apresenta\u00e7\u00e3o neste edif\u00edcio. Essa experi\u00eancia me ajudou a me preparar para evitar quaisquer notas erradas, metaforicamente falando, neste discurso de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>A casa onde eu morei na minha inf\u00e2ncia ficava na rua Ninth East, aqui em Provo, do outro lado da rua do antigo Heritage Halls, por isso considerava o campus da BYU como meu parquinho quando menino. Lembro-me de quando muitos desses pr\u00e9dios, inclusive o Harris Fine Arts Center, conhecido como HFAC, estavam em constru\u00e7\u00e3o. Tenho lembran\u00e7as de andar pelo local da escava\u00e7\u00e3o desse pr\u00e9dio quando tinha cerca de cinco anos de idade. Embora a lembran\u00e7a de minha aventura no po\u00e7o de constru\u00e7\u00e3o do HFAC seja um tanto vaga, tenho a n\u00edtida lembran\u00e7a de que estava com meu irm\u00e3o mais velho, Thales, que \u00e9 oito anos e meio mais velho do que eu.<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho seis irm\u00e3os. Thales \u00e9 o mais velho, e eu sou o quinto de sete filhos. Como nasceram tr\u00eas irm\u00e3s entre mim e Thales, meus pais me disseram que ele estava especialmente feliz por ter um irm\u00e3o mais novo, e sua felicidade por ter um irm\u00e3o certamente se evidenciou nos anos seguintes. Quando eu tinha cerca de quatro anos, Thales sempre me levava com ele e seus amigos em suas aventuras. Eu sempre me sentia orgulhoso quando estava com esse grupo de meninos mais velhos. Antes de eu aprender a andar de bicicleta, Thales enrolava uma toalha na barra em frente ao banco de sua bicicleta Murray e me colocava sobre a toalha. Ent\u00e3o, and\u00e1vamos de bicicleta pelas ruas de Provo. E, n\u00e3o, n\u00e3o us\u00e1vamos capacete. Ca\u00e7ar lagartixas no sop\u00e9 das montanhas, caminhar at\u00e9 o Y [Nota do tradutor: uma letra Y gigante feita de concreto sobre parte da superf\u00edcie de uma montanha em Provo, perto do campus da BYU], comprar balas de um centavo no Rowley&#8217;s Market e correr pelos pr\u00e9dios em constru\u00e7\u00e3o na BYU s\u00e3o lembran\u00e7as maravilhosas, tornadas especialmente doces pela bondade e presen\u00e7a do meu irm\u00e3o mais velho.<\/p>\n\n\n\n<p>Certa noite, quando eu tinha cerca de oito ou nove anos, estava dormindo na cama de cima do beliche no quarto que eu dividia com meu irm\u00e3o no andar de cima de nossa casa. Talvez durante um sonho particularmente v\u00edvido, rolei enquanto dormia, escorreguei da beira do beliche e ca\u00ed no ch\u00e3o. Thales estava em um c\u00f4modo do andar de baixo, logo abaixo do nosso quarto, tendo rec\u00e9m chegado de um encontro. Ele ouviu o estrondo, subiu correndo as escadas e me encontrou no ch\u00e3o, sem f\u00f4lego e chorando. N\u00e3o lembro do que ele disse, mas lembro que ele me levantou e gentilmente me colocou de volta na cama.<\/p>\n\n\n\n<p>Gostaria que todos tivessem um irm\u00e3o mais velho como o meu, algu\u00e9m em quem sempre pud\u00e9ssemos confiar quando ca\u00edssemos. Infelizmente, minha experi\u00eancia profissional como psic\u00f3logo me ensina que muitos n\u00e3o t\u00eam esse privil\u00e9gio. As pessoas corajosas com quem trabalho geralmente enfrentam a vida sozinhas, tentando entender suas dificuldades na vida e a tristeza que consequentemente as assola. Muitas vezes, elas n\u00e3o t\u00eam ningu\u00e9m para apoi\u00e1-las ou ajud\u00e1-las. Mesmo aquelas que t\u00eam fam\u00edlias intactas, pais gentis e amorosos e bons amigos, muitas vezes lutam para encontrar felicidade e prop\u00f3sito na vida ou para se sentirem conectados a outras pessoas. \u00c0s vezes, o isolamento sentido por esses pacientes \u00e9 incapacitante, intensificando as lutas que enfrentam. Eles precisam de outras pessoas!<\/p>\n\n\n\n<p>Na par\u00e1bola do bom samaritano, o Salvador desviou nosso foco do homem ferido para duas figuras, um sacerdote e um levita:<\/p>\n\n\n\n<p><em>E, por acaso, descia pelo mesmo caminho um certo sacerdote; e vendo-o, passou de largo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E de igual modo tamb\u00e9m um levita, chegando-se ao lugar, e vendo-o, passou de largo.<\/em><sup>1<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Ao ler essa par\u00e1bola ao longo dos anos, eu sempre me senti inclinado a condenar a falta de a\u00e7\u00e3o do sacerdote e do levita. Afinal de contas, eles estavam em posi\u00e7\u00f5es de autoridade e era de se esperar que proporcionassem conforto, consolo e cuidado ao homem ferido. Em leituras recentes, no entanto, comecei a considerar o que o sacerdote e o levita podem ter pensado quando passaram pelo homem ferido e sofredor. Suspeito que o pensamento deles possa ter sido semelhante ao de muitos em nossa sociedade atual que presenciam sofrimento quando passam \u201cpelo caminho\u201d:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o posso ajudar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o sei o que fazer.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMe sinto constrangido.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o conhe\u00e7o essa pessoa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEle n\u00e3o deveria estar andando aqui \u00e0 noite!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOutra pessoa com mais compet\u00eancia aparecer\u00e1 para ajudar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Como sugeriu o \u00c9lder Gerrit W. Gong em seu mais recente discurso na confer\u00eancia geral: \u201cEmbora dev\u00eassemos ajudar uns aos outros, com muita frequ\u00eancia passamos para o outro lado da estrada, por qualquer motivo\u201d.<sup>2<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muitas raz\u00f5es pelas quais podemos passar despercebidos quando amigos ou conhecidos enfrentam dificuldades espirituais intensas ou isolamento mental. Aqueles que est\u00e3o em sua esfera imediata podem se sentir inadequados, sem saber o que fazer. \u00c0s vezes, o sofrimento de nossos conhecidos e entes queridos parece estar muito al\u00e9m de nossa ajuda e compreens\u00e3o. Podemos nos sentir justificados em \u201c[passar] de largo\u201d. Quando era um jovem terapeuta em treinamento, lembro-me de ficar assustado com a intensidade do sofrimento de alguns de meus pacientes. Por vezes, eu me perguntava se havia algo que eu pudesse dizer ou fazer para aliviar a dor deles. Muitas vezes, eu me sentia completamente inadequado. Talvez alguns de voc\u00eas tenham sentido uma inadequa\u00e7\u00e3o semelhante ao testemunharem o sofrimento de outra pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, nosso dever como disc\u00edpulos de Cristo nos encarrega de nos envolvermos com aqueles que est\u00e3o sofrendo. No livro de Mosias, Alma ensinou que aqueles que desejassem ser batizados fariam um conv\u00eanio de \u201ccarregar os fardos uns dos outros, para que fiquem leves\u201d, de \u201cchorar com os que choram\u201d e de \u201cconsolar os que necessitam de consolo\u201d.<sup>3<\/sup>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O chamado para aliviar o sofrimento dos outros pode ser um dos deveres crist\u00e3os mais desafiadores. Podemos nos considerar inadequados e, assim, nos justificamos por n\u00e3o ajudar. Entretanto, por mais dif\u00edcil que esse dever pare\u00e7a ser, ele pode, paradoxalmente, ser um dos mais satisfat\u00f3rios. Parar para ajudar, dar o que podemos &#8211; mesmo quando nos sentimos inadequados &#8211; pode n\u00e3o apenas aliviar o sofrimento de um dos filhos do Pai Celestial, mas tamb\u00e9m pode, por meio de nossas escolhas de ajudar aqueles que precisam, realmente gerar pequenas mudan\u00e7as em nosso car\u00e1ter e nos dar mais confian\u00e7a em nossa capacidade de sermos disc\u00edpulos bondosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m podemos sentir gratid\u00e3o e paz ao reconhecer que nossos esfor\u00e7os para aliviar o sofrimento de outras pessoas fazem parte do processo de nos tornarmos mais semelhantes ao Salvador. Em um comovente discurso de confer\u00eancia geral em meio a seu sofrimento pessoal com a leucemia, o \u00c9lder Neal A. Maxwell observou:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ao levar a efeito a ben\u00e9fica Expia\u00e7\u00e3o, certas coisas foram totalmente exclusivas a Jesus. Essas coisas n\u00e3o podem ser reproduzidas por n\u00f3s, os benefici\u00e1rios da gloriosa Expia\u00e7\u00e3o com sua d\u00e1diva da ressurrei\u00e7\u00e3o universal, mas tamb\u00e9m com sua oferta de vida eterna (ver Mois\u00e9s 6:57-62).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>No entanto, em nossa escala menor, assim como Jesus convidou, podemos de fato nos esfor\u00e7ar para nos tornarmos \u201ccomo [Ele \u00e9]\u201d (3 N\u00e9fi 27:27).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ao partilharmos da melhor forma poss\u00edvel dos sofrimentos e doen\u00e7as dos outros, tamb\u00e9m podemos desenvolver nossa empatia &#8211; uma virtude eterna e vital. Tamb\u00e9m podemos desenvolver ainda mais nossa submiss\u00e3o \u00e0 vontade de Deus, de modo que, em nossos desafios menos agonizantes, mas ainda assim genuinamente frustrantes, tamb\u00e9m possamos dizer: \u201cTodavia, n\u00e3o se fa\u00e7a a minha vontade, mas a tua\u201d (Lucas 22:42).<\/em><sup>4<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das b\u00ean\u00e7\u00e3os que o socorro aos outros pode trazer, \u00e9 comum acreditarmos que somos inadequados e n\u00e3o podemos ajudar. Ent\u00e3o, como podemos superar os sentimentos de medo e inadequa\u00e7\u00e3o que tantas vezes acompanham nossas tentativas de aliviar o sofrimento alheio? Como encontrar a coragem para seguir o exemplo do Salvador e seguir em frente quando acreditamos que nossos esfor\u00e7os s\u00e3o insuficientes? Eis algumas sugest\u00f5es que podem nos ajudar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-abandonem-a-categorizacao-humana\">Abandonem a categoriza\u00e7\u00e3o humana<\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos motivos mais comuns pelos quais podemos deixar de oferecer ajuda e aux\u00edlio \u00e9 nossa tend\u00eancia de julgar os outros ou a n\u00f3s mesmos como sendo inadequados. Uma das cren\u00e7as irracionais mais comuns e debilitantes \u00e9 a tend\u00eancia de realizar categoriza\u00e7\u00f5es<strong> <\/strong>humanas. A categoriza\u00e7\u00e3o<strong> <\/strong>humana \u00e9 a cren\u00e7a de que podemos, de alguma forma, avaliar com precis\u00e3o os seres humanos como adequados ou inadequados.<\/p>\n\n\n\n<p>Somos prejudicados pela categoriza\u00e7\u00e3o humana. Os indiv\u00edduos e as organiza\u00e7\u00f5es em nossa sociedade usam essa tend\u00eancia natural humana de v\u00e1rias maneiras. Alguns dos exemplos mais \u00f3bvios podem ser vistos na publicidade. A publicidade enfatiza a tend\u00eancia humana de nos compararmos com os outros e passa a mensagem de que podemos ser melhores por meio da compra do tipo certo de carro, chiclete ou detergente de lou\u00e7a. \u00c9 interessante notar que parte de nossa economia \u00e9 impulsionada pela categoriza\u00e7\u00e3o<strong> <\/strong>humana e pela tend\u00eancia dos indiv\u00edduos de comprar bens para ajud\u00e1-los a \u201cserem melhores\u201d. Outro gatilho da categoriza\u00e7\u00e3o<strong> <\/strong>humana &#8211; ainda mais subversivo &#8211; assumiu nos \u00faltimos anos um papel central na vida de muitas pessoas. Minha experi\u00eancia cl\u00ednica sugere que a m\u00eddia social pode ser ainda mais enganosa e destrutiva do que a publicidade. Plataformas de m\u00eddia social de todos os tipos sugerem, de forma rotineira, mas falsa, que a vida dos outros \u00e9 mais feliz, mais glamourosa e mais empolgante do que a nossa. A categoriza\u00e7\u00e3o consciente ou inconsciente de n\u00f3s mesmos com base em imagens ou informa\u00e7\u00f5es enganosas ou totalmente falsas pode levar \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o, raiva ou depress\u00e3o. Tanto a publicidade quanto a m\u00eddia social aumentam nossa tend\u00eancia natural de nos vermos como \u201cmenos que\u201d os outros. Em resumo, a categoriza\u00e7\u00e3o<strong> <\/strong>humana nos impede de ser quem realmente somos e quem o Pai Celestial deseja que nos tornemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00eas acreditam que podem ser inadequados ou que o que voc\u00eas t\u00eam a oferecer n\u00e3o \u00e9 bom o suficiente? Voc\u00eas est\u00e3o em boa companhia. Para ajudar seus pacientes na BYU, meu colega Stevan Lars Nielsen pesquisou nas escrituras vers\u00edculos para ajudar seus clientes que lutam contra cren\u00e7as irracionais, tais como a categoriza\u00e7\u00e3o<strong> <\/strong>humana. Lars encontrou refer\u00eancias nas escrituras em que at\u00e9 mesmo grandes profetas realizaram categoriza\u00e7\u00f5es<strong> <\/strong>humanas. Uma das minhas favoritas, em \u00c9ter 12, envolve Mor\u00f4ni. O Senhor ordenou a Mor\u00f4ni que finalizasse a hist\u00f3ria de seu pai, assegurando-lhe que nossa gera\u00e7\u00e3o seria beneficiada, mas Mor\u00f4ni estava preocupado:<\/p>\n\n\n\n<p><em>E eu disse-lhe: Senhor, os gentios far\u00e3o zombaria destas coisas, em virtude de nossa defici\u00eancia na escrita; pois, Senhor, tu nos fizeste poderosos na palavra pela f\u00e9, mas n\u00e3o nos fizeste poderosos na escrita <\/em>(&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p><em>Tu tamb\u00e9m fizeste nossas palavras poderosas e fortes, a ponto de n\u00e3o as podermos escrever; portanto, quando escrevemos, observamos nossa fraqueza e trope\u00e7amos por causa da coloca\u00e7\u00e3o de nossas palavras; e eu temo que os gentios zombem de nossas palavras.<\/em><sup>5<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 fascinante? Esse not\u00e1vel e corajoso profeta de Deus acreditava que era inadequado. Assim como para voc\u00eas, as palavras de Mor\u00f4ni me inspiraram v\u00e1rias vezes, mas ele acreditava que elas eram fracas. A raz\u00e3o pela qual suas palavras s\u00e3o de fato \u201cpoderosas e fortes\u201d encontra-se no vers\u00edculo 27:<\/p>\n\n\n\n<p><em>E se os homens<\/em> [e mulheres] <em>vierem a mim, mostrar-lhes-ei sua fraqueza. E dou a fraqueza aos homens<\/em> [e mulheres] <em>a fim de que sejam humildes; e minha gra\u00e7a basta a todos os que se humilham perante mim; porque caso se humilhem perante mim e tenham f\u00e9 em mim, ent\u00e3o farei com que as coisas fracas se tornem fortes para eles.<\/em><sup>6<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>A verdade \u00e9 que somos fracos, assim como qualquer outro ser humano na face da Terra. No entanto, a verdade maior \u00e9 que nossos esfor\u00e7os para amar e elevar, embora feitos por um ser humano falho, ser\u00e3o aprimorados pela orienta\u00e7\u00e3o e influ\u00eancia amorosas do Pai Celestial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-demonstrem-paciencia-e-respeito\">Demonstrem paci\u00eancia e respeito<\/h2>\n\n\n\n<p>Meus filhos, Josh e Matt, t\u00eam uma capacidade excepcional de se aproximar de praticamente qualquer animal, at\u00e9 mesmo de c\u00e3es aparentemente ferozes, e acalm\u00e1-los. \u00c9 incr\u00edvel de observar. Quando Josh tinha quatorze anos, ele e eu acampamos no Parque Nacional Canyonlands. Alguns passarinhos ador\u00e1veis, com o nome de chapim tufado, estavam voando ao redor dos pinheiros em nosso acampamento e apressando-se para comer as sementes ou as migalhas de nossas refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Josh disse: \u201cPai, vou fazer com que um desses p\u00e1ssaros coma da minha m\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Percebendo a desconfian\u00e7a dos p\u00e1ssaros, descartei a possibilidade com um coment\u00e1rio do tipo \u201cBoa sorte\u201d e me acomodei em minha cadeira de acampamento para ler.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de uma hora e meia depois, Josh me chamou em voz baixa: \u201cPai. Pai!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Quando levantei os olhos de meu livro, havia tr\u00eas chapins em sua m\u00e3o comendo algumas migalhas de p\u00e3o. Fiquei t\u00e3o surpreso! Josh \u00e9, sem d\u00favida, nosso filho mais ativo e tem lutado contra o transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e hiperatividade. No entanto, sua incr\u00edvel paci\u00eancia e bondade fizeram com que esses passarinhos se aglomerassem em sua m\u00e3o. Eu n\u00e3o conseguiria fazer o mesmo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Acampando no mesmo local alguns anos depois, Matt estava tocando seu viol\u00e3o e cantando \u201cBlackbird\u201d, de Paul McCartney. Um pequeno chapim pousou na \u00e1rvore ao lado dele e come\u00e7ou a piar toda vez que ele cantava a m\u00fasica. Ele a cantou duas ou tr\u00eas vezes e, a cada vez, o p\u00e1ssaro voava de volta e come\u00e7ava a piar. Eu tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiria fazer o mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>O que h\u00e1 em meus filhos que lhes d\u00e1 essa habilidade especial? Observando-os, acho que eles demonstram paci\u00eancia e respeito por seus amigos animais. Eu os vejo fazendo o mesmo com seus amigos humanos. Meu filho Josh \u00e9 assistente social e trabalha com meninos com Transtorno do Espectro Autista. Matt trabalha com atendimento ao cliente. Ambos s\u00e3o conhecidos por sua capacidade de acalmar situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis em seu trabalho. Eles certamente seguem o conselho do ap\u00f3stolo Pedro:<\/p>\n\n\n\n<p><em>E finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, amando os irm\u00e3os, misericordiosos e af\u00e1veis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>N\u00e3o retribuindo mal por mal, ou inj\u00faria por inj\u00faria; antes, pelo contr\u00e1rio, bendizendo, sabendo que para isso sois chamados, para que por heran\u00e7a alcanceis a b\u00ean\u00e7\u00e3o.<\/em><em><sup>7<\/sup><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Vi a habilidade de \u201cn\u00e3o [retribuir] mal por mal\u201d, mas reagir com paci\u00eancia e respeito, ser belamente exemplificada por uma vi\u00fava, Anne, que demonstrou bondade quando foi desprezada por outra pessoa. Anne foi designada a visitar e ensinar outra mulher de sua ala, Betty, que havia perdido o marido recentemente. Betty estava inconsol\u00e1vel de dor e solid\u00e3o e rejeitou qualquer tentativa dos membros da ala de se aproximarem dela.<\/p>\n\n\n\n<p>Como Betty explicou mais tarde: \u201cEu estava com raiva e frustrada, e n\u00e3o conseguia suportar estar perto de outras pessoas. Ao mesmo tempo, desejava que algu\u00e9m se aproximasse de mim. Eu simplesmente n\u00e3o sabia o que fazer!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Anne foi at\u00e9 Betty com algumas flores para expressar suas condol\u00eancias, Betty fechou a porta na cara de Anne, dizendo-lhe em voz alta que n\u00e3o queria visitas e n\u00e3o queria nem precisava de nada dos vizinhos! Anne caminhou lentamente para casa, perguntando-se o que deveria fazer. Depois de passar alguns minutos em casa orando e pensando sobre sua pr\u00f3pria solid\u00e3o e tristeza, Anne decidiu voltar \u00e0 casa de Betty.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s bater na porta, Anne ficou surpresa quando Betty a abriu. Ana envolveu Betty em um abra\u00e7o apertado, e disse: \u201cSinto muito que voc\u00ea esteja sofrendo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Ao inv\u00e9s de tentar afastar Anne novamente, Betty aceitou o abra\u00e7o de Anne e solu\u00e7ou, enquanto dizia: \u201cMe desculpa. Me desculpa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Meu sogro costumava dizer que as pessoas precisam ainda mais de amor quando agem de forma menos am\u00e1vel. A capacidade de superar a raiva e a frustra\u00e7\u00e3o de outras pessoas surge quando se percebe que a emo\u00e7\u00e3o expressada n\u00e3o \u00e9 necessariamente a emo\u00e7\u00e3o principal que o indiv\u00edduo est\u00e1 sentindo. O que permitiu que Anne vencesse a raiva exterior de Betty? Acredito que foi a paci\u00eancia e o respeito &#8211; paci\u00eancia para perceber que a dor de Betty estava mascarada como raiva, e respeito devido ao reconhecimento de Anne de sua pr\u00f3pria solid\u00e3o e tristeza. Embora Betty n\u00e3o parecesse ser muito am\u00e1vel, Anne reconheceu que ela precisava de amor e compaix\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-desenvolvam-compaixao-e-empatia-nbsp\">Desenvolvam compaix\u00e3o e empatia&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Gostaria de voltar ao conselho do ap\u00f3stolo Pedro: \u201cE finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, <em>compassivos<\/em>, amando os irm\u00e3os, <em>misericordiosos<\/em> e af\u00e1veis.&#8221;<sup>8<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 dois anos, os terapeutas dos Servi\u00e7os de Aconselhamento e Psicol\u00f3gicos da BYU (CAPS) tiveram o privil\u00e9gio de receber dois dias de treinamento do Dr. Paul Gilbert, fundador da terapia focada na compaix\u00e3o (CFT). A abordagem do Dr. Gilbert tem uma influ\u00eancia crucial na maneira como eu pratico terapia. Ele v\u00ea a compaix\u00e3o como um ingrediente essencial para aliviar nosso pr\u00f3prio sofrimento, assim como o sofrimento dos outros. Ele acredita que \u201ca mente bondosa \u00e9 a mente que transforma.\u201d<sup>9<\/sup> O Dr. Gilbert enfatiza a import\u00e2ncia de desenvolver a compaix\u00e3o por si mesmo e de aprender a conhecer e entender os desafios mais dif\u00edceis da vida. Observo que, \u00e0 medida que os pacientes aprendem a demonstrar compaix\u00e3o por suas pr\u00f3prias dificuldades, eles se tornam mais equipados para mostrar compaix\u00e3o pelos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>A Dra. Kristin Neff, outra psic\u00f3loga que estuda a autocompaix\u00e3o, declarou: \u201cA compaix\u00e3o \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o, relacional. Compaix\u00e3o significa literalmente &#8216;sofrer com&#8217;, o que implica uma mutualidade b\u00e1sica na experi\u00eancia do sofrimento&#8221;.<sup>10<\/sup> Assim, a compaix\u00e3o \u00e9 mais do que simplesmente reconhecer a experi\u00eancia negativa de uma pessoa e sentir-se mal com isso. Ela implica a capacidade de \u201csofrer com\u201d um indiv\u00edduo que est\u00e1 lutando. Assim como o Dr. Gilbert, a Dra. Neff enfatiza o desenvolvimento da compaix\u00e3o por si mesmo. A autocompaix\u00e3o requer disposi\u00e7\u00e3o e capacidade de desenvolver compaix\u00e3o e empatia por si mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Um sin\u00f4nimo de compaix\u00e3o \u00e9 empatia. No in\u00edcio de minha carreira como terapeuta, passei muito tempo aprendendo a refletir as palavras e os sentimentos dos clientes, esperando poder estabelecer o que meu professor chamava de \u201cempatia precisa\u201d. Ainda acho muito gratificante quando um cliente diz: \u201c\u00c9 exatamente isso que eu quero dizer!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A compaix\u00e3o e a empatia exigem um trabalho real. Pode ser dif\u00edcil entender a si mesmo ou a outra pessoa. \u00c9 ainda mais dif\u00edcil lidar com o sofrimento pr\u00f3prio ou alheio. Talvez essa dificuldade seja uma das coisas que nos leva a atravessar para o outro lado do caminho, desejando ajudar, mas encontrando dificuldade em desenvolver a capacidade de lidar com o sofrimento pr\u00f3prio ou alheio. No entanto, a disposi\u00e7\u00e3o para tentar entender e compartilhar do sofrimento pode ser uma das coisas mais curativas que podemos fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante v\u00e1rios anos, minha filha Brittany trabalhou como assistente na Dan Peterson School, uma institui\u00e7\u00e3o educacional no Distrito Escolar de Alpine, para crian\u00e7as com defici\u00eancias graves. Essa foi uma \u00f3tima oportunidade para Brittany. Ela trabalhava eficazmente com crian\u00e7as com defici\u00eancias f\u00edsicas e mentais graves, concentrando-se especialmente na popula\u00e7\u00e3o surda e cega. Os administradores, professores, auxiliares, pais e alunos da Dan Peterson School adoravam Brittany. Sua felicidade natural, combinada com sua profunda compaix\u00e3o pelos alunos, fez dela uma poderosa ajuda para a escola. Britt costumava chorar diante das circunst\u00e2ncias das crian\u00e7as com as quais trabalhava. Ela realmente trabalhava para \u201csofrer com\u201d seus alunos.<\/p>\n\n\n\n<p>Brittany sempre queria que eu visitasse a escola e conhecesse seus alunos. Ela sentia muito orgulho deles e queria que eu interagisse com eles. Nas ocasi\u00f5es em que tive o privil\u00e9gio de me encontrar com os alunos de Brittany, fiquei maravilhado com a maneira como Brittany os via, n\u00e3o como pessoas com defici\u00eancias, mas como seus amigos, merecedores de um profundo amor e respeito. Certa vez, um menino surdo e cego da classe de Brittany agarrou e puxou seu cabelo &#8211; com for\u00e7a! Brittany n\u00e3o conseguiu fazer com que ele largasse seu cabelo e, quando outros assistentes finalmente conseguiram ajudar, ele tinha um tufo do cabelo dela em sua m\u00e3o. Quando a questionei mais tarde sobre essa experi\u00eancia, Brittany n\u00e3o sentiu raiva, nem mesmo frustra\u00e7\u00e3o, com o garoto. \u201cEle n\u00e3o consegue evitar, pai. Imagine como deve ser o mundo dele\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, eu nunca tinha parado para imaginar como era o mundo dele. Acho que esse era o segredo do sucesso de Brittany na escola. Ela parava para imaginar como era o mundo de seus alunos e, tendo entrado no mundo deles, amava essas crian\u00e7as com um verdadeiro amor crist\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-lembrem-se-estamos-todos-juntos-nessa-jornada\">Lembrem-se, estamos todos juntos nessa jornada<\/h2>\n\n\n\n<p>Alguns dos eventos mais marcantes do Livro de M\u00f3rmon s\u00e3o as vis\u00f5es de Le\u00ed e N\u00e9fi sobre a barra de ferro. Ao estudar o Livro de M\u00f3rmon com dedica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode deixar de sentir o poder das vis\u00f5es e suas aplica\u00e7\u00f5es pessoais. Eu me pego perguntando: Onde estou nesse sonho? No campo, no caminho, no pr\u00e9dio, perto da \u00e1rvore? Na maioria das vezes, imagino-me em algum lugar no caminho, avan\u00e7ando cautelosamente pelas n\u00e9voas de escurid\u00e3o enquanto tento continuar segurando a barra de ferro.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez seja assim que muitos de n\u00f3s nos imaginamos: avan\u00e7ando e tentando encontrar ou segurar a barra de ferro enquanto as dificuldades da vida nos cercam. Embora as vis\u00f5es n\u00e3o sugiram isso, em minha mente vejo pessoas ajudando umas \u00e0s outras a avan\u00e7ar, segurando-se umas \u00e0s outras enquanto tentam encontrar o caminho para o amor de Deus representado pelo fruto.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu querido amigo, Dr. Gary Weaver, ajudou muitas pessoas a encontrar e n\u00e3o largar da barra de ferro \u00e0 medida que avan\u00e7avam no caminho em dire\u00e7\u00e3o ao amor de Deus. Quando Gary tinha dezoito anos, ele fez uma expedi\u00e7\u00e3o de sobreviv\u00eancia de seis semanas na BYU que transformou sua vida. Foi nessa viagem que ele adotou o seguinte lema: \u201cSe eu ajudar os outros, o Senhor me dar\u00e1 tudo o que preciso\u201d. Foi esse lema que guiou sua vida de servi\u00e7o. Ao longo dos anos, Gary organizou mais de 160 expedi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia de uma semana nas \u00e1reas de Boulder e Escalante, no sul de Utah. Por meio dessas expedi\u00e7\u00f5es, ele ajudou mais de 4.000 pessoas a aprenderem mais sobre si mesmas e a fortalecerem seus relacionamentos com o Senhor. A maioria das pessoas que Gary levava para as expedi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia era considerada como sendo \u201cum destes meus pequeninos irm\u00e3os\u201d, ou seja, pessoas que estavam metaforicamente feridas e \u00e0 beira do caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Tive o privil\u00e9gio de acompanhar Gary em uma de suas viagens de sobreviv\u00eancia com trinta alunos do ensino m\u00e9dio do Distrito Escolar de Nebo. A experi\u00eancia me tocou profundamente, e ao ver Gary ajudar os jovens a encontrar a cura, encontrei minha pr\u00f3pria cura e mais firmeza ao me segurar \u00e0 barra de ferro. Eu fazia parte de um grupo que tentava encontrar nosso caminho no deserto, em um p\u00e2ntano e em trilhas dif\u00edceis. Durante todo o tempo em que caminh\u00e1vamos, Gary nos incentivou a trabalhar juntos para resolver problemas, ajudar uns aos outros e avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa meta. \u00c0 noite, exaustos, pass\u00e1vamos o tempo compartilhando as experi\u00eancias do dia e escutando enquanto a gaita de boca de Gary nos ajudava a adormecer.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 mais de vinte anos, quando as pol\u00edticas e pr\u00e1ticas do Distrito de Nebo mudaram, Gary n\u00e3o p\u00f4de mais liderar grupos de expedi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia. Embora outros terapeutas que Gary havia orientado continuassem a liderar grupos de jovens em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade nessas expedi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia, eu estava ansioso para compartilhar a experi\u00eancia com aqueles que amo. Pedi a Gary que sa\u00edsse de sua \u201caposentadoria de sobreviv\u00eancia\u201d e me ajudasse a liderar um grupo. Ele gentilmente o fez, mesmo tendo sofrido um ataque card\u00edaco. Vinte e quatro anos depois, tive o privil\u00e9gio de levar mais de 200 familiares, amigos, colegas, jovens de nossa ala e cada um de meus tr\u00eas filhos em uma aventura de uma semana pelo deserto.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez a parte mais not\u00e1vel de fazer essas expedi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia seja observar a aus\u00eancia de categoriza\u00e7\u00e3o humana &#8211; e ver, em vez disso, a paci\u00eancia e o respeito, bem como a profunda compaix\u00e3o e empatia que os membros do grupo demonstram uns pelos outros ao longo do caminho. Frequentemente percebo as qualidades crist\u00e3s dos membros de nosso grupo de sobreviv\u00eancia. Embora n\u00e3o seja dito explicitamente, nos grupos h\u00e1 um sentimento de \u201cestamos todos juntos nessa jornada\u201d. Sinto-me humilde ao ver os membros de nosso grupo demonstrando um amor profundo e atencioso uns pelos outros. Sinto-me humilde quando eles carregam os fardos uns dos outros e confortam uns aos outros, enviando a mensagem de que est\u00e3o juntos nessa vida, de que n\u00e3o est\u00e3o sozinhos. Eles ajudam uns aos outros a sentir o amor de Deus. Para mim, essa \u00e9 a ess\u00eancia do servi\u00e7o crist\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conclusao\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A Queda de Ad\u00e3o e Eva foi literal no sentido de que sua transgress\u00e3o os baniu da presen\u00e7a do Senhor. Mas o termo queda tem uma aplica\u00e7\u00e3o profundamente ressonante em nossa pr\u00f3pria vida, muito al\u00e9m de sermos herdeiros das consequ\u00eancias da queda original de Ad\u00e3o e Eva. Est\u00e1 claro para mim que todos metaforicamente caem do beliche e caem no ch\u00e3o, sem f\u00f4lego e esperando que algu\u00e9m venha ajudar, assim como aconteceu comigo naquela noite, h\u00e1 tantos anos. O tempo passou, mas continuo grato pela lembran\u00e7a de meu irm\u00e3o mais velho me levantando, me consolando e me colocando de volta na cama. Reconhe\u00e7o que muitos dos filhos de Deus caem de alturas muito maiores do que a cama de cima do beliche. Mas uma doutrina fundamental e profundamente pessoal da Expia\u00e7\u00e3o \u00e9 que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo &#8211; nosso Irm\u00e3o Mais Velho &#8211; est\u00e1 sempre disposto a nos levantar, secar nossas l\u00e1grimas e curar as feridas que recebemos ao viver em um mundo deca\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo de meu discurso de hoje \u00e9 simplesmente este: um dever humilde que temos como disc\u00edpulos de Cristo \u00e9 o de sermos Suas m\u00e3os para fazer isso acontecer. Podemos estar dispostos a levantar outras pessoas, secar suas l\u00e1grimas e at\u00e9 mesmo curar suas feridas. Nas palavras do hino: \u201cCuidarei do irm\u00e3o que sofre, sua dor consolarei\u201d.<sup>12<\/sup> \u00c9 minha convic\u00e7\u00e3o sincera que fazer isso n\u00e3o \u00e9 apenas nosso dever crist\u00e3o, mas tamb\u00e9m uma das maiores b\u00ean\u00e7\u00e3os concedidas por um Pai Celestial s\u00e1bio e amoroso. Em nome de Jesus Cristo, am\u00e9m.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a9 <em>Brigham Young University. Todos os direitos reservados.\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"template":"","tags":[],"class_list":["post-1094","speech","type-speech","status-publish","hentry","event_type-devocional","speaker-steven-a-smith","topic-amor","topic-caridade","topic-graca","topic-jesus-cristo","topic-servico","topic-vida"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.3 (Yoast SEO v27.3) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Ser as m\u00e3os bondosas de Cristo | BYU Speeches Portugu\u00eas<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Jesus Cristo est\u00e1 sempre disposto a nos levantar, secar nossas l\u00e1grimas e curar as feridas que recebemos ao viver em um mundo deca\u00eddo.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/steven-a-smith\/ser-as-maos-bondosas-de-cristo\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ser as m\u00e3os bondosas de Cristo\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Jesus Cristo est\u00e1 sempre disposto a nos levantar, secar nossas l\u00e1grimas e curar as feridas que recebemos ao viver em um mundo deca\u00eddo.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/steven-a-smith\/ser-as-maos-bondosas-de-cristo\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"BYU Speeches Portugu\u00eas\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.youtube.com\/@BYUSpeechesPortugues\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-03-21T15:10:58+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2024\/01\/Speeches_ShareCard2024_PORT.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1920\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"25 minutos\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"Steven A. 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