{"id":1110,"date":"2025-04-25T06:00:00","date_gmt":"2025-04-25T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/?post_type=speech&#038;p=1110"},"modified":"2025-05-05T19:54:07","modified_gmt":"2025-05-05T19:54:07","slug":"o-jardineiro-do-getsemani","status":"publish","type":"speech","link":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/russell-c-taylor\/o-jardineiro-do-getsemani\/","title":{"rendered":"O jardineiro do Gets\u00eamani"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><strong><em>Pretendemos modificar a tradu\u00e7\u00e3o se for necess\u00e1rio. Para dar sugest\u00f5es, envie um e-mail para: speeches.por@byu.edu<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Obrigado pela apresenta\u00e7\u00e3o, Presidente Samuelson. Caros alunos, hoje me sinto como o rei Benjamim quando falou a seu povo: &#8220;Porque, mesmo agora, todo o meu corpo treme muito enquanto me esfor\u00e7o para vos falar&#8221;.<sup>1<\/sup> Por muitos meses tenho antecipado a ansiedade deste momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Acreditando que teria uma rea\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria de meus colegas na biblioteca aqui da universidade, disse a eles sobre o convite que recebi para dar um discurso neste devocional. Essa not\u00edcia, no entanto, foi recebida com uma rea\u00e7\u00e3o quase universal: risos. Essa n\u00e3o era a resposta que eu esperava. Meus colegas de exerc\u00edcio nas depend\u00eancias do Richards Building, no entanto, tinham v\u00e1rias sugest\u00f5es sobre o que eu poderia falar a voc\u00eas \u2013 a maioria delas in\u00fatil. Mas obrigado mesmo assim, pessoal. Fico lhes devendo uma.<\/p>\n\n\n\n<p>No ver\u00e3o de 1842, o artista brit\u00e2nico William Henry Bartlett visitou a Terra Santa. Ele descreveu sua primeira vis\u00e3o da cidade de Jerusal\u00e9m:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Descemos o caminho \u00edngreme e acidentado \u00e0 esquerda de nossa vista para o vale do Cedrom; e, cruzando seu leito seco por um pequeno arco, chegamos a um not\u00e1vel conjunto de objetos, importantes para as tradi\u00e7\u00f5es daquele lugar. \u00c0 nossa direita h\u00e1 um terreno pedregoso rodeado por um muro baixo e com oito oliveiras de grande antiguidade. Nosso esbo\u00e7o dar\u00e1 uma ideia da apar\u00eancia retorcida e desgastada pelo tempo de tais \u00e1rvores, que supostamente seriam as do Jardim do Gets\u00eamani. As \u00e1rvores em si me lembraram dos c\u00e9lebres cedros de Salom\u00e3o no Monte L\u00edbano, na grandeza desproporcional de seus vener\u00e1veis troncos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fina folhagem acima. Por eras, o peregrino ajoelhou-se e beijou-as com l\u00e1grimas, levando consigo alguns dos frutos dispersos, ou uma parte da casca, para lembr\u00e1-lo do local onde, para sua salva\u00e7\u00e3o, a alma de seu Redentor se tornou &#8220;cheia de tristeza at\u00e9 a morte&#8221;<\/em>.<sup>2<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Os peregrinos modernos ainda levam rel\u00edquias deste lugar sagrado. H\u00e1 poucos anos, meus vizinhos voltaram de Israel com folhas de oliveira coletadas do ch\u00e3o do Jardim do Gets\u00eamani.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre penso naquele santo jardim e em como, h\u00e1 quase 2 mil anos, os ancestrais das \u00e1rvores de hoje testemunharam o in\u00edcio do sacrif\u00edcio expiat\u00f3rio de Cristo. Se agora tivessem voz, que hist\u00f3ria poderiam contar!<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m muitas vezes ponderei que, por se tratar de um jardim, sem d\u00favida havia um jardineiro que cuidava daquelas \u00e1rvores com amor: nutrindo-as com \u00e1gua preciosa em tempos de seca, podando-as cuidadosamente para incentivar seus frutos e colhendo as azeitonas amadurecidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Creio que \u00e9 mais do que simb\u00f3lico que as escrituras muitas vezes se refiram ao Salvador como um jardineiro. Citando o profeta Zenos, o profeta Jac\u00f3, do Livro de M\u00f3rmon, disse o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ouve, \u00f3 casa de Israel, e escuta as minhas palavras, palavras de um profeta do Senhor.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Pois eis que assim diz o Senhor: Comparar-te-ei, \u00f3 casa de Israel, a uma boa oliveira que um homem cultivou em sua vinha; e ela cresceu e envelheceu e come\u00e7ou a definhar.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E aconteceu que o dono da vinha viu que a sua oliveira come\u00e7ava a definhar; e ele disse: Pod\u00e1-la-ei e cavarei ao seu redor e cuidarei dela, para que talvez brotem novos e tenros ramos e ela n\u00e3o morra.<\/em><sup>3<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Uma de minhas hist\u00f3rias favoritas sobre como o Salvador guia a nossa vida foi contada pelo \u00e9lder Hugh B. Brown, que, durante a maior parte de minha adolesc\u00eancia, foi conselheiro do presidente David O. McKay e era muito amado pelos membros da Igreja. Ouvi essa hist\u00f3ria pela primeira vez quando era mission\u00e1rio na Alemanha, na d\u00e9cada de 1960. Um de meus companheiros mission\u00e1rios era neto do presidente Brown e tinha uma grava\u00e7\u00e3o em fita de seu av\u00f4 relatando essa experi\u00eancia, que ele intitulou &#8220;O jardineiro e o p\u00e9 de groselha&#8221;. Vou usar as pr\u00f3prias palavras do Presidente Brown:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ao amanhecer, um jovem jardineiro estava podando suas \u00e1rvores e arbustos. Um de seus p\u00e9s de groselha favoritos estava em p\u00e9ssimo estado. Temia, portanto, que produzisse pouco ou nenhum fruto.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Assim, ele podou e cortou o p\u00e9 de groselha. De fato, quando ele terminou, pouco permaneceu al\u00e9m de tocos e ra\u00edzes.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Com ternura, considerou o que restava. O p\u00e9 de groselha parecia triste e profundamente ferido. Em cada toco parecia haver uma l\u00e1grima onde a faca de poda havia cortado os brotos da primavera. O pobre p\u00e9 de groselha parecia falar-lhe, e ele pensou t\u00ea-lo ouvido dizer: &#8220;Ah, como voc\u00ea p\u00f4de ser t\u00e3o cruel comigo, voc\u00ea que se diz meu amigo, que me plantou e cuidou de mim quando eu era jovem, e me alimentou e incentivou a crescer? Voc\u00ea n\u00e3o conseguia ver que eu estava respondendo rapidamente aos seus cuidados? Eu tinha quase metade do tamanho das \u00e1rvores do outro lado da cerca, e poderia em breve ter me tornado como uma delas. Mas agora voc\u00ea cortou meus galhos; as folhas verdes e vistosas se foram, e eu estou em desgra\u00e7a entre minhas companheiras.&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O jovem jardineiro olhou para o p\u00e9 de groselha que chorava e ouviu seu apelo com compreens\u00e3o solid\u00e1ria. Sua voz estava cheia de bondade quando disse: &#8220;N\u00e3o chore, o que fiz com voc\u00ea foi necess\u00e1rio para que pudesse se tornar um p\u00e9 de groselha de ainda maior valor no meu jardim.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cVoc\u00ea n\u00e3o deve chorar; tudo isso ser\u00e1 para o seu bem; e um dia, quando puder ver mais claramente, quando estiver abundantemente carregado de frutos deliciosos, voc\u00ea vai me agradecer e dizer: &#8216;Certamente, ele foi um jardineiro s\u00e1bio e amoroso. Ele sabia o prop\u00f3sito do meu ser, e eu o agrade\u00e7o agora pelo que eu ent\u00e3o pensei ser crueldade.'&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A essa altura do relato, a hist\u00f3ria do \u00c9lder Brown tornou-se uma reflex\u00e3o pessoal ao olhar 40 anos para tr\u00e1s, quando era oficial do ex\u00e9rcito canadense e se encontrava na Inglaterra durante a Primeira Guerra Mundial. Uma oportunidade de promo\u00e7\u00e3o surgiu inesperadamente, e ele foi ordenado a se apresentar ao alojamento do seu comandante. O \u00c9lder Brown havia se preparado durante anos para receber um cargo como aquele que esperava que lhe fosse oferecido. Ele estava confiante de que receberia a promo\u00e7\u00e3o e assim o sucesso de sua carreira militar estaria assegurado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao entrar no alojamento do comandante, o presidente Brown notou seu pr\u00f3prio arquivo pessoal aberto na mesa em frente a seu superior. Ele tamb\u00e9m notou um bilhete escrito de forma clara que dizia: &#8220;Este homem \u00e9 m\u00f3rmon&#8221;. O \u00e9lder Brown foi informado de que n\u00e3o receberia a promo\u00e7\u00e3o que esperava e foi-lhe atribu\u00eddo o que ele considerava um &#8220;cargo relativamente pouco importante&#8221;. Ele ficou arrasado. Ele estava convencido de que seus companheiros soldados veriam essa designa\u00e7\u00e3o como um sinal de que ele havia fracassado.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00c9lder Brown voltou para sua barraca, ajoelhou-se ao lado da cama e chorou. Ele sabia que jamais conseguiria alcan\u00e7ar seus objetivos de tornar-se um oficial militar de alto escal\u00e3o. Ele clamou a Deus:<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Ah, como voc\u00ea p\u00f4de ser t\u00e3o cruel comigo? Voc\u00ea que diz ser meu amigo, voc\u00ea que me trouxe aqui e me alimentou e incentivou a crescer. Voc\u00ea n\u00e3o conseguia ver que eu era quase igual aos outros homens que h\u00e1 tanto tempo tenho admirado? Mas agora fui cortado. Estou em desgra\u00e7a entre os meus companheiros. Como pudeste fazer isso comigo?\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O \u00c9lder Brown sentiu-se humilhado e seu cora\u00e7\u00e3o encheu-se de amargura. Em seguida, pareceu ouvir um eco do passado. As palavras que estavam em sua mente eram palavras que ele tinha ouvido antes \u2014 mas onde? Ent\u00e3o, percebeu que eram as palavras do p\u00e9 de groselha e sua mem\u00f3ria sussurrou: &#8220;Eu sou o jardineiro aqui.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A lembran\u00e7a daquele incidente h\u00e1 muito esquecido no jardim voltou com for\u00e7a, e sua pr\u00f3pria mem\u00f3ria respondeu \u00e0 s\u00faplica amarga que ele havia feito a Deus:<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;N\u00e3o chore, o que fiz com voc\u00ea foi necess\u00e1rio. Voc\u00ea n\u00e3o foi destinado para o que pretendia ser. Se eu tivesse permitido que voc\u00ea continuasse, voc\u00ea teria fracassado no prop\u00f3sito para o qual eu o plantei e meus planos para voc\u00ea teriam sido arruinados. Um dia, quando estiver repleto de experi\u00eancia, voc\u00ea dir\u00e1: &#8216;Ele foi um jardineiro s\u00e1bio. Ele conhecia o prop\u00f3sito de minha vida terrena. Agrade\u00e7o a ele agora pelo que ent\u00e3o achei ter sido cruel'&#8221;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Arrependido, e sem mais amargura em seu cora\u00e7\u00e3o, o presidente Brown disse humildemente a Deus e confessou:<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Eu agora te reconhe\u00e7o. Voc\u00ea \u00e9 o jardineiro, e eu o p\u00e9 de groselha. Ajuda-me, querido Deus, a suportar a poda, e a crescer como voc\u00ea quer que eu cres\u00e7a, a tomar o lugar que me \u00e9 atribu\u00eddo na vida e a cada vez mais dizer: &#8216;N\u00e3o se fa\u00e7a a minha vontade, mas a tua'&#8221;.<\/em><sup>4<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Quando ouvi essa hist\u00f3ria pela primeira vez como mission\u00e1rio, a considerei um conto ador\u00e1vel e com uma moral com pouca relev\u00e2ncia para minha pr\u00f3pria vida e aspira\u00e7\u00f5es. No entanto, olhando para tr\u00e1s, ap\u00f3s 40 anos, a vejo mais como um padr\u00e3o em minha vida que eu jamais poderia ter previsto.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando me formei, em 1970, com bacharelado em hist\u00f3ria, considerei muitas op\u00e7\u00f5es de carreira, mas decidi fazer mestrado em biblioteconomia, que na \u00e9poca era oferecido aqui. Em 1972, comecei a trabalhar na BYU como curador assistente de cole\u00e7\u00f5es especiais. O trabalho era interessante, desafiador e satisfat\u00f3rio. Mas, por algum motivo \u2014 nem consigo lembrar o que era agora \u2014, eu estava inquieto e queria fazer algo diferente e mais desafiador.<\/p>\n\n\n\n<p>Disse \u00e0 minha mulher que queria fazer faculdade de Direito. &#8220;Tem certeza?&#8221;, foi a resposta dela. &#8220;Tenho sim. Sem d\u00favida nenhuma&#8221;, foi a minha resposta \u2013 ou algo parecido. Ent\u00e3o eu fiz tudo o que os aspirantes a estudante de direito fazem: testes de admiss\u00e3o para escolas de direito, in\u00fameras inscri\u00e7\u00f5es, ora\u00e7\u00e3o, jejum e mais ora\u00e7\u00e3o. Como a minha esposa \u00e9 de Vermont, no leste dos EUA, decidimos que eu deveria me inscrever em escolas daquela regi\u00e3o do pa\u00eds. Fui aceito na Faculdade de Direito da Universidade de Syracuse em 1975, ent\u00e3o vendemos nossa casa, encaixotamos nossos pertences e nos mudamos com nossa fam\u00edlia \u2014 duas meninas e mais um beb\u00ea a caminho \u2014 para Syracuse, Nova York.<\/p>\n\n\n\n<p>Zenos descreveu esse processo de deslocamento: &#8220;E eis que, diz o Senhor da vinha, tirarei muitos destes ramos novos e tenros e enxert\u00e1-los-ei onde me agradar&#8221;.<sup>5<\/sup> E assim fomos enxertados em outra parte do reino.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o percebi na \u00e9poca, mas soube mais tarde que, quando jovens formados na BYU se mudam para outros lugares do mundo, os l\u00edderes locais da ala e do ramo t\u00eam grandes expectativas de que eles chegar\u00e3o com fortes habilidades de lideran\u00e7a, um s\u00f3lido testemunho do evangelho e a capacidade de assumir com confian\u00e7a qualquer chamado na Igreja. A educa\u00e7\u00e3o na BYU \u00e9 uma excelente prepara\u00e7\u00e3o para a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e carreiras bem-sucedidas, al\u00e9m de os preparar para posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a na comunidade e na Igreja.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, fomos recebidos pelos membros da Igreja em Syracuse com entusiasmo e expectativas. Sentimos que o Senhor realmente nos enxertou nesta ala, chamando-nos para designa\u00e7\u00f5es de servi\u00e7o na Igreja.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas algo parecia surpreendentemente inc\u00f4modo em minha experi\u00eancia na faculdade de direito. Depois do primeiro ano, eu sabia que n\u00e3o me sentiria confort\u00e1vel exercendo advocacia. Quando conversei sobre meu desconforto com minha esposa, ela n\u00e3o foi muito receptiva, dizendo algo do tipo: &#8220;Voc\u00ea nos mudou para o outro lado do pa\u00eds; voc\u00ea vai terminar a faculdade de direito!&#8221; Ela \u00e9 durona; mas ela geralmente tamb\u00e9m tem raz\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, perseverei e, conforme instru\u00eddo, me formei. Durante meu \u00faltimo ano da faculdade de direito, tive a ideia de me tornar um agente do FBI. Suponho que fiquei intrigado com o que pensei que seria a empolga\u00e7\u00e3o do trabalho policial e investigativo. Nunca me ocorreu a ideia de que talvez eu n\u00e3o fosse adequado para tal profiss\u00e3o. Minha b\u00ean\u00e7\u00e3o patriarcal indica que eu teria sucesso na voca\u00e7\u00e3o de minha escolha. Em meu pr\u00f3prio racioc\u00ednio um tanto complicado, presumi que isso significava que eu s\u00f3 tinha que escolher uma profiss\u00e3o honrosa e o sucesso estaria garantido.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqueles de voc\u00eas que j\u00e1 se candidataram a um emprego federal sabem que as rodas do nosso governo nacional podem se mover dolorosamente devagar. Passei por uma triagem psicol\u00f3gica, entrevistas pessoais, testes de l\u00edngua estrangeira e exames f\u00edsicos rapidamente. E ent\u00e3o eu esperei. . . e esperei. . . e continuei esperando para que algo acontecesse. Quinze meses ap\u00f3s a formatura, fui finalmente convidado a participar de uma nova turma de agentes na Academia do FBI em Quantico, Virg\u00ednia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nem preciso dizer que eu estava animado, nervoso e otimista em rela\u00e7\u00e3o ao meu futuro. Senti como se estivesse no limiar de uma carreira promissora e bem-sucedida. Eu tinha conversado com muitos agentes do FBI, da CIA e do Servi\u00e7o Secreto e acreditava que realmente poderia me destacar na \u00e1rea de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>As primeiras semanas de treinamento para novos agentes foram muito boas. Houve instru\u00e7\u00e3o em sala de aula sobre v\u00e1rios aspectos de investiga\u00e7\u00f5es de casos, psicologia e direito constitucional, al\u00e9m de metas desafiadoras de aptid\u00e3o f\u00edsica a serem cumpridas e instru\u00e7\u00f5es sobre armas de fogo. Cerca de quatro semanas ap\u00f3s o in\u00edcio do treinamento, fomos apresentados ao estande de tiro indoor. Quando eu estava na linha de tiro, pronto para disparar contra o alvo a cerca de 23 metros de dist\u00e2ncia, as luzes do teto se apagaram. As \u00fanicas luzes acesas no campo de tiro estavam sobre o alvo. Levantei a arma e a apontei para o alvo. Eu n\u00e3o conseguia enxergar a mira na extremidade do cano! Pisquei os olhos \u2014 nada mudou. Havia apenas um borr\u00e3o onde a mira deveria estar. Disparei seis tiros altamente imprecisos contra o alvo. Eu n\u00e3o podia acreditar no que estava acontecendo! Eu tinha disparado com efici\u00eancia na pista externa, mas meus olhos estavam me traindo na ilumina\u00e7\u00e3o reduzida da pista interna. Meus instrutores me puxaram para o lado e perguntaram o que estava acontecendo. Eu disse que n\u00e3o sabia, mas me senti encorajado por eles mostrarem disposi\u00e7\u00e3o em trabalhar comigo para superar o que pens\u00e1vamos ser apenas uma simples quest\u00e3o de treinamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Certo s\u00e1bado, pouco tempo depois, retirei uma arma do arsenal que teve seu pino de disparo removido, conhecida como &#8220;al\u00e7a vermelha&#8221;, e fui para a mata praticar tiro seco contra alvos. O dia estava nublado, e acabei tendo a mesma experi\u00eancia que na pista indoor. A mira na ponta do cano da arma desapareceu em um borr\u00e3o. &#8220;Isso n\u00e3o pode estar acontecendo&#8221;, pensei. \u201cTalvez eu deva orar sobre isso\u201d, raciocinei. Enos, o profeta do Livro de M\u00f3rmon, travou uma &#8220;luta perante Deus&#8221; que resultou na remiss\u00e3o de seus pecados.<sup>6<\/sup> Mas n\u00e3o era de pecados que eu estava tentando me livrar \u2014 era de uma condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica que prejudicava seriamente minha capacidade de disparar uma arma com precis\u00e3o. Assim, por horas, perambulei pela floresta, alternadamente atirando e orando. As coisas, no entanto, n\u00e3o melhoraram.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sorte, minha esposa teve nosso quarto filho poucos dias depois, e recebi permiss\u00e3o para viajar no final de semana para Connecticut, onde ela estava hospedada com seus pais. Enquanto estava em Hartford, pude consultar meu oftalmologista sobre meu problema no estande de tiro. Ele me disse que, devido ao astigmatismo severo que tenho em cada olho, eu n\u00e3o poderia esperar nenhuma melhora na vis\u00e3o. Minha esposa e eu discutimos nossas op\u00e7\u00f5es, que consistiam basicamente em seguir no que eu estava fazendo e esperar que eu pudesse me qualificar no estande de tiro, ou pedir demiss\u00e3o do FBI. No voo de volta para Washington, D.C., pensei sobre minha situa\u00e7\u00e3o e lembrei-me do \u00c9lder Brown e de sua hist\u00f3ria sobre o jardineiro e o p\u00e9 de groselha. Por que Deus estava fazendo isso comigo? N\u00e3o me havia sido prometido que eu teria sucesso na voca\u00e7\u00e3o de minha escolha? Por que eu estava sendo submetido a essa dolorosa poda?<\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte, encontrei-me com o agente especial que era nosso conselheiro de classe, e falei a ele sobre minha situa\u00e7\u00e3o. Expliquei o quanto me sentia desconfort\u00e1vel em carregar uma arma quando sabia que seria incapaz de dispar\u00e1-la com precis\u00e3o em certas condi\u00e7\u00f5es de ilumina\u00e7\u00e3o. Eu n\u00e3o apenas seria um perigo para os criminosos, mas tamb\u00e9m seria um risco para os meus colegas agentes! Esse fardo era muito grande para mim. Decidi renunciar ao meu cargo de agente especial. Escrevi uma declara\u00e7\u00e3o com esse objetivo e a entreguei ao conselheiro. Ele disse que iria repass\u00e1-la ao diretor da Academia do FBI. Voltei para meu quarto e comecei a fazer as malas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao sentar-me sozinho em meu quarto, senti paz no cora\u00e7\u00e3o, sabendo que tinha feito a coisa certa. Dei-me conta de que a promessa que me havia sido dada em minha b\u00ean\u00e7\u00e3o patriarcal seria cumprida se eu escolhesse <em>cuidadosamente<\/em> e <em>em esp\u00edrito de ora\u00e7\u00e3o<\/em> uma profiss\u00e3o que o Senhor desejava que eu seguisse \u2014 e n\u00e3o uma que eu tivesse escolhido simplesmente por ser glamorosa ou emocionante.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto ponderava sobre o futuro, o conselheiro de classe voltou e me perguntou se eu consideraria outro cargo que n\u00e3o fosse como agente no FBI. Ele explicou que havia v\u00e1rias vagas na academia para as quais eu poderia estar qualificado. Como eu n\u00e3o tinha mais nada planejado, disse a ele que consideraria. Liguei para minha esposa, Cindy, e perguntei o que ela achava de eu assumir um cargo diferente no FBI. Como ela estava ansiosa para estarmos juntos novamente como fam\u00edlia, disse que eu deveria aceitar um cargo se me oferecessem um.<\/p>\n\n\n\n<p>Conversei com v\u00e1rios agentes que tinham vagas em seus departamentos \u2013 ou &#8220;unidades&#8221;, como a ag\u00eancia os chama \u2013 e me foi oferecida uma vaga na Secretaria de Pesquisa e Desenvolvimento Institucional. Aquela acabou sendo uma oportunidade valiosa para conhecer pessoas importantes no FBI e para aprender novas habilidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das pessoas que acabei conhecendo foi o chefe da unidade diretorial de reda\u00e7\u00e3o de discursos na sede do FBI em Washington. Cerca de um ano depois, quando surgiu uma vaga em sua unidade para redator de discursos, ele pediu que eu me candidatasse. Assim o fiz, e a vaga me foi oferecida.<\/p>\n\n\n\n<p>Aquele foi o in\u00edcio de uma nova carreira para mim. Quando as pessoas descobrem que por 15 anos eu fui redator de discursos \u2013 n\u00e3o apenas para o FBI, mas tamb\u00e9m para a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Americana em Chicago, para a Merck (uma empresa farmac\u00eautica em Nova Jersey) e para a Medtronic (uma empresa de dispositivos m\u00e9dicos em Minneapolis) \u2013 elas comentam que esse deve ter sido um trabalho interessante. E foi. Mas a parte mais interessante de todas as nossas experi\u00eancias nesses lugares foram as pessoas maravilhosas que conhecemos, membros e n\u00e3o membros da Igreja. Desfrutamos de muitas oportunidades especiais para servir no reino e nos associar com alguns dos nobres e grandes de Deus. Minha esposa e eu sentimos como se o Senhor nos tivesse cultivado, assim como o senhor da vinha na alegoria de Zenos cultivou suas preciosas oliveiras. Espero que o fruto que produzimos \u2014 e que continuamos a produzir \u2014 seja doce e satisfat\u00f3rio para Ele e para aqueles a quem servimos.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quase 15 anos, passei por outra poda quando minha posi\u00e7\u00e3o em Minnesota foi reestruturada e passei a n\u00e3o mais fazer parte daquela organiza\u00e7\u00e3o. Novamente foi uma \u00e9poca dif\u00edcil, mas o senhor da vinha cuidou de nossas necessidades por meio das m\u00e3os atenciosas de nossos vizinhos e membros da Igreja. Adquirimos novas experi\u00eancias e talentos que viriam a se tornar inestim\u00e1veis \u00e0 medida que n\u00f3s \u2014 Cindy e eu \u2014 buscamos nos restabelecer no mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos empregos que tive durante esse per\u00edodo de tr\u00eas anos de desemprego e subempregos foi como agricultor da d\u00e9cada de 1850, em uma fazenda de hist\u00f3ria viva administrada pela Sociedade Hist\u00f3rica do Estado de Minnesota. Que trabalho divertido! Era um trabalho agr\u00edcola tal como nossos ancestrais faziam h\u00e1 150 anos. Sa\u00ed daquele trabalho com um apre\u00e7o maior pelo que eles tinham que suportar e com a certeza de que eu poderia ter feito isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas aquele n\u00e3o era o meu \u00fanico trabalho. Eu tinha decidido que tentaria encontrar uma vaga em uma biblioteca novamente, j\u00e1 que gostava de trabalhar com livros, documentos e pessoas. Ent\u00e3o, encontrei v\u00e1rios empregos que me ajudaram a ganhar experi\u00eancia e novas habilidades com computadores, as quais eu tinha deixado de adquirir por ter ficado longe do mundo bibliotec\u00e1rio por mais de 20 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quase 12 anos, fui recontratado pelo departamento de Cole\u00e7\u00f5es Especiais da biblioteca Harold B. Lee, onde havia iniciado minha carreira d\u00e9cadas antes. Durante o processo de entrevista, senti uma calma incomum, um sentimento de que o Senhor estava no comando e de que as coisas aconteceriam como deveriam. Esse foi um testemunho para mim de que Deus cuida de n\u00f3s e nos direciona para o lugar onde Ele quer que estejamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Posso dizer honestamente que o emprego que tenho agora \u2014 e tive muitos outros para compar\u00e1-lo \u2014 \u00e9 o melhor emprego que j\u00e1 tive. \u00c9 o lugar onde devo estar. Agora eu compreendo. Permitam-me contar uma experi\u00eancia que me d\u00e1 essa convic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na manh\u00e3 de 13 de outubro de 2003, eu estava entre as estantes de livros do departamento de Cole\u00e7\u00f5es Especiais L. Tom Perry olhando para uma cole\u00e7\u00e3o de almanaques americanos dos s\u00e9culos XVIII e XIX com o professor Madison Sowell e alguns colegas bibliotec\u00e1rios. Eu estava trabalhando com o Dr. Sowell para reunir materiais que pud\u00e9ssemos exibir em conex\u00e3o com sua pr\u00f3xima palestra sobre o uso de almanaques como fontes de pesquisa. O professor Sowell colocou a m\u00e3o dentro de uma caixa, retirou um almanaque de 1781 e o examinou. Ele ent\u00e3o o entregou a mim e mencionou que dever\u00edamos us\u00e1-lo, porque tinha papel de escrita intercalado com as p\u00e1ginas do calend\u00e1rio, o que permitia que o almanaque fosse usado como um di\u00e1rio \u2013 o que de fato tinha sido.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao examinar os registros, notei refer\u00eancias frequentes a Stockbridge. &#8220;Este homem mora no oeste de Massachusetts&#8221;, pensei comigo mesmo. Examinei a primeira folha de papel de escrita e vi a inscri\u00e7\u00e3o: &#8220;Di\u00e1rio do meu av\u00f4 Wm. Partridge, n. 1753. \u2014 H. W. Partridge.&#8221; Fiquei chocado! Eu sabia que tinha antepassados Partridge morando em Pittsfield, n\u00e3o muito longe de Stockbridge, em torno dessa \u00e9poca. Talvez esse tenha sido um deles \u2014 possivelmente um primo distante.<\/p>\n\n\n\n<p>Pedi licen\u00e7a e fui at\u00e9 meu computador, acessei o banco de dados do FamilySearch e digitei o nome William Partridge e o ano de nascimento de 1753. Os resultados da pesquisa mostraram nomes com os quais eu estava familiarizado: o pai de William, Oliver Partridge; sua m\u00e3e, Anna Williams; sua esposa, Jemima Bidwell; e um de seus filhos, Edward, o primeiro bispo da Igreja M\u00f3rmon, que foi meu tatarav\u00f4. Caso voc\u00ea tenha perdido a conta, isso faria de William Partridge meu pentav\u00f4!<\/p>\n\n\n\n<p>Meus colegas ficaram impressionados com essa descoberta. Depois que eles sa\u00edram, ocorreu-me que, se t\u00ednhamos um di\u00e1rio, talvez tiv\u00e9ssemos mais. Ent\u00e3o dei uma olhada nos cerca de 200 almanaques da nossa cole\u00e7\u00e3o. E, com certeza, tinha mais \u2013 45 outros \u2013 cada um com as anota\u00e7\u00f5es marginais caracter\u00edsticas de William.<\/p>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m sabe ao certo como esses di\u00e1rios foram parar na BYU. Acredito que eles foram adquiridos d\u00e9cadas atr\u00e1s, quando a biblioteca comprou uma cole\u00e7\u00e3o de almanaques americanos antigos de um negociante de livros em Denver. Qualquer que seja a explica\u00e7\u00e3o, esses di\u00e1rios estavam essencialmente perdidos para os pesquisadores at\u00e9 que o Dr. Sowell tirou um deles de uma caixa, examinou-o e entregou-o a mim. Foi mais do que uma coincid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Confer\u00eancia Geral de abril de 1916, o presidente Joseph F. Smith disse o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Se pudermos ver pela influ\u00eancia esclarecedora do Esp\u00edrito de Deus, al\u00e9m do v\u00e9u que nos separa do mundo espiritual, certamente aqueles que j\u00e1 passaram para o al\u00e9m podem ver mais claramente a n\u00f3s do que n\u00f3s a eles. Acredito que nos movemos na presen\u00e7a de mensageiros celestiais e de seres celestiais. Come\u00e7amos a compreender cada vez mais plenamente, \u00e0 medida que nos familiarizamos com os princ\u00edpios do evangelho, que estamos intimamente ligados a nossos parentes, a nossos antepassados, a nossos amigos, colegas e colaboradores que nos precederam no mundo espiritual. N\u00e3o podemos esquec\u00ea-los; n\u00e3o deixamos de am\u00e1-los; sempre os guardamos em nosso cora\u00e7\u00e3o, em nossa lembran\u00e7a, e assim estamos vinculados e unidos a eles por la\u00e7os que n\u00e3o podemos romper, os quais n\u00e3o podemos dissolver e dos quais n\u00e3o podemos nos livrar.<\/em><sup>7<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Passei a sentir que h\u00e1, de fato, la\u00e7os que me unem a esse homem, William Partridge. H\u00e1 sete anos, ele transp\u00f4s as barreiras do v\u00e9u e colocou em minhas m\u00e3os um relato de seus anos aqui na Terra, um relato que ele sempre quis que seus descendentes possu\u00edssem.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa experi\u00eancia \u00e9 apenas uma das muitas manifesta\u00e7\u00f5es espirituais que tenho vivenciado que me levam a acreditar que nosso Pai Celestial e Seu Filho, Jesus Cristo, est\u00e3o cientes de n\u00f3s e nos guiar\u00e3o se ouvirmos o Esp\u00edrito Santo. Se estivermos atentos, veremos as m\u00e3os cuidadosas do Jardineiro do Gets\u00eamani moldando nossa vida de maneiras que agora n\u00e3o podemos imaginar. Oro para que cedamos a essa poda, a fim de que possamos nos tornar as pessoas que Deus deseja que sejamos, em nome de Jesus Cristo. Am\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a9 Brigham Young University. Todos os direitos reservados.<\/p>\n","protected":false},"template":"","tags":[],"class_list":["post-1110","speech","type-speech","status-publish","hentry","event_type-devocional","speaker-russell-c-taylor","topic-adversidade","topic-fe","topic-vida"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.5 (Yoast SEO v27.5) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>O jardineiro do Gets\u00eamani | BYU Speeches Portugu\u00eas<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Se estivermos atentos, veremos as m\u00e3os cuidadosas do Jardineiro do Gets\u00eamani moldando nossa vida de maneiras que agora n\u00e3o podemos imaginar.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/russell-c-taylor\/o-jardineiro-do-getsemani\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O jardineiro do Gets\u00eamani\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Se estivermos atentos, veremos as m\u00e3os cuidadosas do Jardineiro do Gets\u00eamani moldando nossa vida de maneiras que agora n\u00e3o podemos imaginar.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/russell-c-taylor\/o-jardineiro-do-getsemani\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"BYU Speeches Portugu\u00eas\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.youtube.com\/@BYUSpeechesPortugues\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-05-05T19:54:07+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2024\/01\/Speeches_ShareCard2024_PORT.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1920\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"23 minutos\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"Russell C. 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