{"id":1273,"date":"2025-07-18T06:00:00","date_gmt":"2025-07-18T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/?post_type=speech&#038;p=1273"},"modified":"2026-01-10T01:25:55","modified_gmt":"2026-01-10T01:25:55","slug":"quinoa-e-oliveiras-fortalecendo-a-vinha-do-senhor","status":"publish","type":"speech","link":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/eric-n-jellen\/quinoa-e-oliveiras-fortalecendo-a-vinha-do-senhor\/","title":{"rendered":"Quinoa e oliveiras: Fortalecendo a vinha do Senhor"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><strong><em>Pretendemos modificar a tradu\u00e7\u00e3o se for necess\u00e1rio. Para dar sugest\u00f5es, envie um e-mail para: speeches.por@byu.edu<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma honra falar \u00e0 comunidade da BYU no devocional de hoje. Espero e oro para que o que eu disser seja acompanhado pelo Esp\u00edrito, para que voc\u00eas possam ser edificados e elevados.<\/p>\n\n\n\n<p>Para contextualizar, me tornei membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos \u00daltimos Dias quando tinha quinze anos, em maio de 1978. Meu irm\u00e3o e eu fomos criados por nosso pai, que era um judeu secular, no sul da Calif\u00f3rnia. N\u00f3s nos reun\u00edamos para os Dias Sagrados com nossos tios e tias e, de muitas maneiras, fomos profundamente afetados por nossa heran\u00e7a cultural. Embora a doutrina\u00e7\u00e3o na religi\u00e3o crist\u00e3 n\u00e3o fizesse parte da minha cria\u00e7\u00e3o, eu tinha lido muito do Velho e do Novo Testamento na minha pr\u00f3pria busca pessoal pela verdade durante minha adolesc\u00eancia, e fui gradualmente atra\u00eddo pela personalidade e pelos ensinamentos de Jesus Cristo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-talento-e-a-bondade-do-povo-de-deus\">O talento e a bondade do povo de Deus<\/h2>\n\n\n\n<p>Quero focar meu discurso em duas experi\u00eancias que tiveram impacto duradouro em minha vida. Elas aconteceram quando eu era rec\u00e9m-converso na Igreja.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira experi\u00eancia aconteceu mais ou menos uma semana depois do meu batismo. Fui convidado por um amigo do meu irm\u00e3o a participar de um culto de adora\u00e7\u00e3o familiar em uma congrega\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica. Ap\u00f3s a reuni\u00e3o, o pregador me pediu para ficar e conversar sobre minha nova religi\u00e3o. Embora compartilh\u00e1ssemos uma cren\u00e7a comum na miss\u00e3o divina de Jesus Cristo, o ataque que ele fez ao car\u00e1ter de Joseph Smith foi implac\u00e1vel e, como um converso de quinze anos, eu n\u00e3o estava preparado para defender a Igreja. Descobri naquela noite que discord\u00e1vamos em dois pontos: O meu testemunho pessoal do Esp\u00edrito sobre a veracidade do Livro de M\u00f3rmon e a cren\u00e7a fundamental de que n\u00e3o somos&nbsp;<em>criaturas<\/em>, mas sim<em> filhos<\/em>&nbsp;espirituais de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o ap\u00f3stolo Paulo ensinou aos atenienses ignorantes no Are\u00f3pago, &#8220;E de um s\u00f3 sangue [Deus] fez toda a gera\u00e7\u00e3o dos homens,&#8221; que &#8220;[s\u00e3o], pois, gera\u00e7\u00e3o de Deus&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/nt\/acts\/17?lang=por&amp;id=26,29\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Atos 17:26, 29<\/a>). Acho que essa doutrina ressoou t\u00e3o profundamente em mim porque fui criado por meu pai, em um lar monoparental. Eu tinha uma profunda compreens\u00e3o emocional do amor que meu pai tinha por n\u00f3s e gradualmente passei a entender e apreciar intelectualmente o quanto ele havia se sacrificado para criar meu irm\u00e3o e eu, como pai solteiro. Consequentemente, embora ele estivesse longe de ser perfeito, foi natural e f\u00e1cil para mim abra\u00e7ar o conceito de um Pai Celestial amoroso como o grande Deus universal.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda experi\u00eancia ocorreu algumas semanas ou meses depois de eu ter me filiado \u00e0 Igreja. Meu pai era um m\u00fasico talentoso, um violoncelista na Filarm\u00f4nica de Los Angeles. Ele tamb\u00e9m sabia tocar meia d\u00fazia de outros instrumentos musicais e era um pintor muito talentoso. Certo dia, est\u00e1vamos conversando, e meu pai agn\u00f3stico fez uma pergunta mais ou menos assim: &#8220;Os judeus afirmam ser o povo escolhido de Deus, e quando olho para sua tremenda influ\u00eancia hist\u00f3rica nas artes, na filosofia, na ci\u00eancia e nos neg\u00f3cios \u2013 desproporcionalmente grande em rela\u00e7\u00e3o ao seu pequeno n\u00famero \u2013 tenho que reconhecer que n\u00e3o \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o injustific\u00e1vel. Se os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos \u00daltimos Dias tamb\u00e9m s\u00e3o o povo escolhido de Deus, por que n\u00e3o vejo realiza\u00e7\u00f5es e influ\u00eancia semelhantes vindo dos membros de sua igreja?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A suposi\u00e7\u00e3o de meu pai &#8211; uma expectativa comum &#8211; \u00e9 que a verdadeira religi\u00e3o de Deus deve ter o poder de transformar seus membros em pessoas que n\u00e3o sejam apenas amorosas, compassivas, industriosas e generosas &#8211; em outras palavras, boas -, mas que tamb\u00e9m sejam capazes de realiza\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias nas artes, ci\u00eancias, esportes, neg\u00f3cios, governo e religi\u00e3o. Por exemplo, o povo judeu pode contar mais de duzentos ganhadores do Pr\u00eamio Nobel &#8211; cerca de 20% do total de laureados. Acredito que o presidente Spencer W. Kimball tamb\u00e9m acreditava nisso, pois emitiu uma declara\u00e7\u00e3o ousada e um desafio em seu discurso hist\u00f3rico de 1975 intitulado &#8220;<a href=\"https:\/\/speeches.byu.edu\/talks\/spencer-w-kimball\/second-century-brigham-young-university\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">O segundo s\u00e9culo da Universidade Brigham Young<\/a>&#8220;:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Tenho a esperan\u00e7a e a expectativa de que desta universidade e do Sistema Educacional da Igreja surjam estrelas brilhantes no teatro, na literatura, na m\u00fasica, na escultura, na pintura, na ci\u00eancia e em todas as \u00e1reas acad\u00eamicas. Esta universidade pode ser a institui\u00e7\u00e3o refinadora de muitos desses indiv\u00edduos que impactar\u00e3o homens e mulheres em todo o mundo muito tempo depois de deixarem este campus.<\/em><sup>1<\/sup><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-amor-de-um-pai\">O amor de um pai<\/h2>\n\n\n\n<p>Juntando essas duas experi\u00eancias, acredito que nosso amoroso Pai Celestial nos concedeu gra\u00e7a adicional atrav\u00e9s dos conv\u00eanios que fizemos. Um prop\u00f3sito potencial desses conv\u00eanios \u00e9 capacitar-nos a nos tornarmos &#8220;estrelas brilhantes&#8221; e agentes &#8220;refinadores&#8221;, se o decidirmos. O evangelho tamb\u00e9m deve gerar em n\u00f3s uma maior consci\u00eancia e empatia pelo sofrimento do pr\u00f3ximo. Percebi isso em meus quase quarenta e tr\u00eas anos de discipulado, quando procurei conhecer a Deus atrav\u00e9s do estudo das escrituras, servindo em chamados da Igreja e servindo \u00e0 humanidade de outras maneiras atrav\u00e9s do meu trabalho. Sou pai de quatro filhos e agora tamb\u00e9m av\u00f4 de tr\u00eas garotinhos ador\u00e1veis. Naturalmente, espero que eles sigam os tipos de escolhas de vida que me trouxeram grande felicidade. Se Deus tamb\u00e9m \u00e9 meu Pai, Ele n\u00e3o deveria, logicamente, ter a mesma esperan\u00e7a e expectativas para todos os Seus filhos?<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu discurso de confer\u00eancia geral intitulado &#8220;<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/general-conference\/2003\/10\/the-grandeur-of-god?lang=por\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">A Grandiosidade de Deus<\/a>&#8220;, o \u00c9lder Jeffrey R. Holland nos ensinou uma verdade fundamental sobre como podemos conhecer a Deus:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Dentre os magn\u00edficos prop\u00f3sitos da vida e minist\u00e9rio do Senhor Jesus Cristo, um aspecto grandioso dessa miss\u00e3o freq\u00fcentemente deixa de ser lembrado. Seus seguidores n\u00e3o compreenderam plenamente na \u00e9poca, e muitas pessoas do mundo crist\u00e3o moderno ainda n\u00e3o o compreendem, mas o pr\u00f3prio Salvador falou a respeito disso repetidas vezes e de modo muito enf\u00e1tico. \u00c9 a grandiosa verdade de que, em tudo que Jesus veio dizer e fazer, inclusive e especialmente em Seu sofrimento e sacrif\u00edcio expiat\u00f3rio, mostrou-nos quem \u00e9 e como \u00e9 Deus, o nosso Pai Eterno, e qu\u00e3o completamente dedicado Ele \u00e9 a Seus filhos de todas as eras e na\u00e7\u00f5es\u2026 Por meio de palavras e a\u00e7\u00f5es, Jesus estava procurando revelar e dar-nos a conhecer a verdadeira natureza de Seu Pai, o nosso Pai Celestial.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ele fez isso, pelo menos em parte, porque tanto naquela \u00e9poca quanto hoje, todos precisamos conhecer a Deus mais plenamente para am\u00e1-Lo mais profundamente e obedecer a Ele de modo mais completo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive, eu fiz uma contagem de palavras e descobri que&nbsp;Jesus se referiu a Deus pelo t\u00edtulo de &#8220;Pai&#8221; 180 vezes em 3 N\u00e9fi e 113 vezes no Evangelho&nbsp;de Jo\u00e3o \u2013 muito mais frequentemente do que qualquer outro t\u00edtulo para&nbsp;a Deidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de citar o Profeta Joseph Smith em&nbsp;<em>Disserta\u00e7\u00f5es sobre teologia (\u201cLectures on Faith\u201d)<\/em>&nbsp;e tamb\u00e9m a grande Ora\u00e7\u00e3o Intercess\u00f3ria do Salvador em Jo\u00e3o 17, o \u00c9lder Holland continuou a enfatizar que ter um conhecimento correto do car\u00e1ter e dos atributos de Deus \u00e9 essencial para que possamos exercer o tipo de f\u00e9 que nos leva \u00e0 vida eterna. Por isso, o Salvador ensinou: &#8220;E a vida eterna \u00e9 esta: que te conhe\u00e7am, a ti s\u00f3, por \u00fanico Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste&#8221; (Jo\u00e3o 17:3). O \u00c9lder Holland tamb\u00e9m destacou dois exemplos das escrituras de Mois\u00e9s 7 e a alegoria de Zenos sobre as oliveiras em Jac\u00f3 5. Ambos os relatos apresentam um Pai Celestial abatido, chorando por Seus filhos violentos e corrompidos.<sup>3<\/sup>&nbsp;Qu\u00e3o maravilhoso \u00e9 pensar em Deus como nosso Pai, dotado de um corpo glorificado e de paix\u00f5es, entre elas as grandes emo\u00e7\u00f5es de amor e empatia\u2014e todos n\u00f3s somos Seus filhos!<\/p>\n\n\n\n<p>A empatia do Pai \u00e9 refletida na empatia do Filho. Eu amo o modo como Alma ensinou ao povo de Gide\u00e3o que Jesus iria propositadamente tomar &#8220;sobre si [mesmo] as dores e as enfermidades\u2026 da humanidade de modo que &#8220;ele [saberia], segundo a carne, como socorrer seu povo&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/bofm\/alma\/7?lang=por&amp;id=11-12\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Alma 7:11\u201312<\/a>) e se tornar &#8220;um homem de dores, e experimentado em padecimentos&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/ot\/isa\/53?lang=por&amp;id=3\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Isa\u00edas 53:3<\/a>) por nossa causa. Pergunto-me o que essas escrituras sugerem sobre a necessidade de os disc\u00edpulos imitarem o Salvador e se familiarizarem com o sofrimento de nossos semelhantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, o senhor da vinha em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/bofm\/jacob\/5?lang=por&amp;id=49\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Jac\u00f3 5:49<\/a>&nbsp;parecia testar a empatia do servo quando ele prop\u00f4s: &#8220;Vamos, cortemos as \u00e1rvores da vinha e lancemo-las no fogo, para que n\u00e3o obstruam o terreno de minha vinha, porque fiz o que pude.&#8221; Isso foi seguido por uma pergunta que o mestre havia feito duas vezes antes: Que mais poderia eu ter feito pela minha vinha?<\/p>\n\n\n\n<p>O servo, ent\u00e3o, fez o seguinte apelo: &#8220;Poupa-a um pouco mais&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/bofm\/jacob\/5?lang=por&amp;id=50\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Jac\u00f3 5:50<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-as-oliveiras-boas-e-as-oliveiras-bravas\">As oliveiras boas e as oliveiras bravas<\/h2>\n\n\n\n<p>A alegoria das oliveiras \u00e9 especialmente interessante para mim, j\u00e1 que sou geneticista de culturas agr\u00edcolas. Meus maravilhosos colegas, alunos e eu estudamos duas culturas agr\u00edcolas e suas rela\u00e7\u00f5es com seus parentes selvagens: quinoa e aveia. Essas esp\u00e9cies n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o direta com as oliveiras, e as tr\u00eas se originam em hemisf\u00e9rios diferentes, mas a quinoa, a aveia e as oliveiras compartilham duas caracter\u00edsticas marcantes: primeiro, elas foram domesticadas a partir de ervas daninhas invasoras; e, segundo, tendem a voltar \u00e0s suas formas primitivas e selvagens.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 interessante notar que, as oliveiras &#8220;boas&#8221; ou domesticadas que produzem frutos grandes e comest\u00edveis, geralmente surgem do enxerto de ramos cultivados (o termo t\u00e9cnico \u00e9 <em>enxerto<\/em>) sobre ra\u00edzes de oliveiras bravas ou selvagens. O material gen\u00e9tico diversificado da raiz selvagem oferece \u00e0 \u00e1rvore inteira \u2014 incluindo o enxerto cultivado \u2014 maior resist\u00eancia a pragas, doen\u00e7as e fatores ambientais adversos, como seca e calor extremo. No entanto, devido \u00e0 for\u00e7a e adapta\u00e7\u00e3o da raiz selvagem, se a \u00e1rvore n\u00e3o for cuidadosamente podada e cuidada, novos brotos podem crescer a partir da raiz e sufocar os ramos superiores, fazendo com que o enxerto murche e morra. Da mesma forma, se os ramos enxertados n\u00e3o forem bem manejados, podem crescer em excesso, tornando-se pesados demais e sobrecarregando a raiz, levando a \u00e1rvore \u00e0 morte.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil enxergar como as oliveiras, a quinoa e a aveia podem servir como belas met\u00e1foras para representar as pessoas e a import\u00e2ncia da diversidade humana. No melhoramento de plantas, chamamos as esp\u00e9cies domesticadas de &#8220;elite&#8221;, enquanto os parentes selvagens s\u00e3o frequentemente chamados de &#8220;ex\u00f3ticos&#8221;, especialmente quando falamos de material gen\u00e9tico (ou germoplasma) que usamos para aprimorar as culturas agr\u00edcolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa met\u00e1fora, o germoplasma domesticado (ou elite) representa os verdadeiros disc\u00edpulos de Cristo, aqueles que, seguindo os passos do Mestre, produzem o &#8220;bons frutos&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/bofm\/3-ne\/14?lang=por&amp;id=17\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">3&nbsp;N\u00e9fi 14:17<\/a>) do evangelho: agindo com bondade e compaix\u00e3o, engajando-se na obra mission\u00e1ria e no trabalho do templo, criando lares cheios de amor e ensinando suas fam\u00edlias pelo Esp\u00edrito, al\u00e9m da realiza\u00e7\u00e3o de muitas outras obras justas que aben\u00e7oam a humanidade de in\u00fameras maneiras. Mas ser\u00e1 que o fruto bom tamb\u00e9m n\u00e3o pode representar grandes obras de arte e descobertas cient\u00edficas inovadoras?<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o germoplasma selvagem (ex\u00f3tico) simboliza vidas voltadas para a autossatisfa\u00e7\u00e3o, a irresponsabilidade, a viol\u00eancia e a desobedi\u00eancia \u00e0 consci\u00eancia que &#8220;ilumina todo homem que vem ao mundo&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/dc-testament\/dc\/93?lang=por&amp;id=2\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">D&amp;C 93:2<\/a>). Ainda assim, tanto o Senhor da vinha quanto Seu servo reconhecem que h\u00e1 valor nas oliveiras bravas; elas possuem o potencial de serem domesticadas e refinadas pela experi\u00eancia. Afinal, todos s\u00e3o filhos de Deus.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-risco-de-sacrificar-a-diversidade\">O risco de sacrificar a diversidade<\/h2>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio da minha carreira, tive uma valiosa li\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica sobre a import\u00e2ncia da diversidade gen\u00e9tica no melhoramento de culturas. No semestre de outono de 1985, durante meu \u00faltimo ano na BYU, fiquei surpreso ao receber uma liga\u00e7\u00e3o de recrutamento do&nbsp;Dr. Don Rasmussen, diretor de estudos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no programa de melhoramento de plantas da Universidade de Minnesota Twin Cities. Ele havia se formado na Universidade do Estado de Utah, natural de Ephraim, Utah, e possivelmente o mais bem-sucedido melhorador de cevada para malte dos Estados Unidos. No fim das contas, decidi frequentar a Universidade de Minnesota e, no outono seguinte, me vi matriculado no curso do Dr. Rasmussen sobre o melhoramento de culturas autopolinizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os principais objetivos do Dr. Rasmussen no processo de melhoramento de plantas eram produzir variedades de cevada para malte de qualidade excepcional, com alto rendimento e grande resist\u00eancia gen\u00e9tica \u00e0s duas doen\u00e7as mais severas da cevada na \u00e9poca. Para aprimorar o alto rendimento e as caracter\u00edsticas complexas do malte, seu programa sacrificou a diversidade gen\u00e9tica. Todas as suas melhores variedades \u2014 que ainda hoje s\u00e3o consideradas padr\u00e3o de qualidade para malte \u2014 eram muito pr\u00f3ximas geneticamente, numa tentativa de concentrar formas gen\u00e9ticas (ou alelos) para essas duas caracter\u00edsticas. Consequentemente, ele e seus colegas deram pouca aten\u00e7\u00e3o a doen\u00e7as menores que ocasionalmente apareciam e causavam pequenas perdas na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primavera de 1993, um ano ap\u00f3s eu ter conclu\u00eddo meu doutorado, o meio-oeste dos Estados Unidos passou pela primavera mais \u00famida em s\u00e9culos. A alta umidade e as temperaturas amenas criaram condi\u00e7\u00f5es perfeitas para uma dessas doen\u00e7as menores da cevada: a giberela, tamb\u00e9m conhecida como<em> Fusarium head scab<\/em> ou <em>doen\u00e7a da espiga<\/em>. O fungo <em>Fusarium<\/em> n\u00e3o apenas reduz a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, mas tamb\u00e9m produz uma toxina chamada deoxinivalenol (DON), comumente chamada de vomitoxina, devido ao seu efeito sobre su\u00ednos alimentados com gr\u00e3os infestados. Esse foi o primeiro de uma s\u00e9rie de anos consecutivos com clima \u00famido, nos quais a giberela se tornou a principal doen\u00e7a da cevada e do trigo na grande regi\u00e3o produtora de cereais do ciclo primaveril, no Vale do Rio Vermelho. As estat\u00edsticas de produ\u00e7\u00e3o de cevada do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) entre 1987 e 2002 mostram uma queda dram\u00e1tica na produ\u00e7\u00e3o desse gr\u00e3o naquela \u00e1rea, que inclui o leste da Dakota do Norte, partes de Minnesota e Dakota do Sul e se estende at\u00e9 a prov\u00edncia canadense de Manitoba. Ao mesmo tempo, muitos agricultores dos estados mais secos do oeste, como Montana, Idaho e Washington, migraram da produ\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o de cevada para malte. Quase trinta anos depois, melhoradores de trigo e cevada ainda buscam desesperadamente por fontes ex\u00f3ticas e geneticamente diversas de resist\u00eancia a essa doen\u00e7a, e grande parte da produ\u00e7\u00e3o de cevada para malte nos Estados Unidos parece ter se deslocado permanentemente para os estados do oeste.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-regiao-da-quinoa-recuperada\">A regi\u00e3o da quinoa recuperada<\/h2>\n\n\n\n<p>Nosso grupo de pesquisa na BYU \u2014 que \u00e9 co-dirigido por mim e pelos Drs. Jeff Maughan e David Jarvis \u2014&nbsp; faz parte de um esfor\u00e7o internacional para desenvolver variedades de quinoa mais adaptadas ao cultivo em todo o mundo, incluindo as \u00e1reas de baixa altitude. Agricultores da \u00c1frica, do sul da \u00c1sia e das regi\u00f5es de baixa altitude da Am\u00e9rica Latina querem cultivar quinoa para alimentar seus filhos devido ao seu excelente teor de prote\u00ednas e minerais. Isso se tornou ainda mais relevante desde que a populariza\u00e7\u00e3o da quinoa come\u00e7ou por volta de 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>As linhagens de quinoa de elite foram selecionadas pelas antigas civiliza\u00e7\u00f5es dos altos Andes para serem produtivas em ambientes extremamente frios e de grande altitude. A principal regi\u00e3o produtora est\u00e1 localizada nos vales e planaltos andinos, a mais de 3.600 metros acima do n\u00edvel do mar \u2014 centenas de metros acima do topo do Monte Timpanogos, que se eleva sobre o campus da BYU! No entanto, outras variedades de quinoa tamb\u00e9m est\u00e3o presentes ao longo da estreita faixa costeira do centro-sul do Chile, e tipos silvestres (conhecidos como <em>p\u00e9-de-ganso<\/em>, devido ao formato peculiar de suas folhas) podem ser encontrados em diversas regi\u00f5es baixas do Chile, da Argentina e dos Estados Unidos. Antes de come\u00e7armos a trabalhar nesse problema, as variedades silvestres norte-americanas de <em>p\u00e9-de-ganso <\/em>n\u00e3o eram reconhecidas como germoplasma ex\u00f3tico valioso para o melhoramento da quinoa de baixa altitude.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio de 2003, apenas dois anos ap\u00f3s o in\u00edcio do nosso projeto de pesquisa sobre a quinoa, visitei campos de cultivo tradicionais no Altiplano boliviano. L\u00e1, os campos altamente diversos de quinoa estavam parcialmente infestados pelo <em>p\u00e9-de-ganso <\/em>daninho local, e as duas plantas frequentemente se cruzavam. Agricultores de subsist\u00eancia com recursos limitados, que n\u00e3o possu\u00edam mecaniza\u00e7\u00e3o, caminhavam pelos campos e colhiam separadamente a quinoa silvestre de sementes pretas, que frequentemente consumiam na forma estourada, semelhante a pipoca. Mais tarde, no in\u00edcio de novembro de 2003, durante um congresso cient\u00edfico em Denver, reservei um dia para visitar a principal regi\u00e3o produtora de quinoa nos Estados Unidos, localizada perto de Alamosa, no sul do Colorado. Um agricultor desanimado com quem me encontrei reclamou que, a cada tr\u00eas anos, eles sofriam perdas quase totais devido \u00e0 press\u00e3o de pragas e ao calor excessivo. A partir dessas duas experi\u00eancias, meus colegas e eu come\u00e7amos a considerar que a solu\u00e7\u00e3o para os fracassos na produ\u00e7\u00e3o de quinoa nos Estados Unidos poderia estar no cruzamento da mesma com linhagens de <em>p\u00e9-de-ganso <\/em>adaptadas a baixas altitudes.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano seguinte, em 2004, iniciamos a coleta de sementes de popula\u00e7\u00f5es silvestres, principalmente em Utah e no Arizona. Desde ent\u00e3o, nossa cole\u00e7\u00e3o cresceu para incluir amostras de centenas de popula\u00e7\u00f5es de <em>p\u00e9-de-ganso<\/em> que crescem em ambientes t\u00e3o diversos quanto os desertos de Sonora e Mojave, a costa do Golfo do M\u00e9xico, as Grandes Plan\u00edcies, a Calif\u00f3rnia e at\u00e9 mesmo a costa da Nova Inglaterra. Agora estamos cruzando quinoas de elite com essas linhagens ex\u00f3ticas de <em>p\u00e9-de-ganso<\/em> e produzindo popula\u00e7\u00f5es h\u00edbridas que compartilhamos com melhoradores de quinoa em uma d\u00fazia de pa\u00edses, distribu\u00eddos por quatro continentes.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 dois anos, ao revisitar a regi\u00e3o produtora de quinoa no Colorado, desta vez durante a esta\u00e7\u00e3o de crescimento, notamos que os campos de cultivo tinham plantas nativas de <em>p\u00e9-de-ganso <\/em>crescendo ao redor das margens. Al\u00e9m disso, os campos de quinoa continham muitas plantas com caracter\u00edsticas intermedi\u00e1rias entre quinoa e a forma de ervas daninhas, assim como est\u00e1vamos acostumados a ver nos campos de quinoa andinos na Bol\u00edvia e no Peru. No ano seguinte, coletamos amostras de quinze plantas com diferentes graus de caracter\u00edsticas de <em>p\u00e9-de-ganso<\/em>, e, ap\u00f3s uma an\u00e1lise de sequenciamento de DNA conduzida por um dos meus alunos, Jake Taylor, e pelos Drs. Maughan e Jarvis, confirmamos a extensa transfer\u00eancia gen\u00e9tica de <em>p\u00e9-de-ganso <\/em>nessa popula\u00e7\u00e3o. Curiosamente, muitos anos ap\u00f3s o desastre da quinoa de 2003, o problema j\u00e1 n\u00e3o era mais a falta de produ\u00e7\u00e3o de sementes. Agora, a quest\u00e3o era a heterogeneidade causada pelo processo natural de cruzamento, que estava convertendo a quinoa em uma cultura adaptada por meio da mistura gen\u00e9tica com seu primo silvestre e nativo. Em outras palavras, os genes do <em>p\u00e9-de-ganso <\/em>daninho literalmente salvaram a ind\u00fastria de quinoa no Colorado.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a quinoa andina tenha sido selecionada para um ambiente altamente espec\u00edfico, dentro do DNA de suas c\u00e9lulas h\u00e1 uma diversidade gen\u00e9tica adicional, pois a quinoa \u00e9 uma poliploide \u2014 uma planta que, em tempos antigos, combinou os cromossomos de duas esp\u00e9cies distintas de dezoito cromossomos, formando uma planta \u00fanica com trinta e seis cromossomos. Gra\u00e7as a essa diversidade ampliada, esse ancestral de trinta e seis cromossomos tornou-se mais vigoroso do que seus parentes diploides de dezoito cromossomos, permitindo-lhe invadir e colonizar uma gama muito mais ampla de habitats \u2014 da\u00ed sua dispers\u00e3o por ambientes de baixa e alta altitude na Am\u00e9rica do Norte e do Sul como <em>o p\u00e9-de-ganso <\/em>daninho. \u00c0 medida que os seres humanos migravam para o Hemisf\u00e9rio Ocidental, o <em>p\u00e9-de-ganso <\/em>daninho j\u00e1 estava adaptado \u00e0s altera\u00e7\u00f5es ambientais causadas pelos humanos ao desmatarem \u00e1reas para acampamentos de ca\u00e7a e, posteriormente, hortas e vilarejos. Os seres humanos come\u00e7aram a consumir as folhas do <em>p\u00e9-de-ganso<\/em>, cujo sabor lembra o do espinafre, seu parente pr\u00f3ximo, e com o tempo passaram a consumir suas pequenas, por\u00e9m nutritivas, sementes pretas. Com o passar do tempo, os primeiros agricultores ind\u00edgenas selecionaram plantas com sementes maiores e n\u00e3o pretas e come\u00e7aram a cultiv\u00e1-las \u2014 e assim come\u00e7ou a domestica\u00e7\u00e3o da quinoa nos Andes e em pelo menos dois outros locais na antiga Am\u00e9rica do Norte.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-cultura-de-cristo\">A Cultura de Cristo<\/h2>\n\n\n\n<p>Se a diversidade gen\u00e9tica \u00e9 t\u00e3o importante para a sobreviv\u00eancia das culturas agr\u00edcolas, o que dizer dos seres humanos? Embora a resposta gen\u00e9tica para essa pergunta seja um sonoro SIM, acredito que culturalmente a resposta tamb\u00e9m seja SIM!&#8221; Junto com a Dra. Len Novilla, professora de sa\u00fade p\u00fablica da BYU, eu co-presido o Comit\u00ea de Diversidade e Inclus\u00e3o da nossa faculdade. Revisamos cuidadosamente estudos organizacionais e de lideran\u00e7a conduzidos em diversas partes do pa\u00eds. Os dados \u2014 incluindo aqueles de fontes respeit\u00e1veis, como a <em>Harvard Business Review<\/em> \u2014 indicam que empresas e outras organiza\u00e7\u00f5es com estruturas de lideran\u00e7a diversificadas em termos \u00e9tnicos e de g\u00eanero consistentemente superam aquelas mais homog\u00eaneas. Foi incr\u00edvel testemunhar o desfile da diversidade cultural e \u00e9tnica exibido propositalmente na sess\u00e3o de domingo de manh\u00e3 da confer\u00eancia geral de abril de 2021! Est\u00e1 claro que a lideran\u00e7a de nossa Igreja reconhece o valor de nossas diversas origens \u00e9tnicas e culturais e de nossas experi\u00eancias. Teremos ainda mais sucesso \u00e0 medida que nossa lideran\u00e7a refletir o cen\u00e1rio cada vez mais diversificado e internacional dos membros da Igreja.<\/p>\n\n\n\n<p>Voltando \u00e0 pergunta do meu pai sobre as realiza\u00e7\u00f5es dos judeus em compara\u00e7\u00e3o com os membros de nossa Igreja, seria poss\u00edvel que a diferen\u00e7a de resultados entre nossos dois grupos de fi\u00e9is esteja relacionada \u00e0 diversidade? Ao analisarmos a hist\u00f3ria dos judeus, vemos um povo religiosa e etnicamente coeso que inicialmente migrou ou foi expulso de sua terra natal no Oriente M\u00e9dio para ambientes multiculturais turbulentos e frequentemente perigosos, em lugares como Europa Central e Oriental, Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e Marrocos, Mediterr\u00e2neo Oriental, sul da Ar\u00e1bia e Eti\u00f3pia. Chamamos isso de di\u00e1spora judaica; e, apropriadamente, essa palavra vem de um termo bot\u00e2nico, <em>di\u00e1sporo<\/em>, que se refere \u00e0 semente e a todo o tecido vegetal associado necess\u00e1rio para a separa\u00e7\u00e3o bem-sucedida da planta-m\u00e3e. Dentro desses diversos ambientes, surgiram distintas culturas judaicas, como as dos Ashkenazi, Sefarditas, Mizrahim, Temanim e Falashas.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, contrastemos essa experi\u00eancia hist\u00f3rica com a dos primeiros membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos \u00daltimos Dias. Por meio de revela\u00e7\u00e3o, fizemos basicamente o oposto: fugimos da persegui\u00e7\u00e3o no leste dos Estados Unidos em busca do isolamento relativo no oeste selvagem. Em seu primeiro s\u00e9culo, embora a Igreja tenha enviado mission\u00e1rios para diversas partes do mundo, os conversos foram trazidos para serem assimilados aqui em Si\u00e3o. Consequentemente, embora a Igreja tenha reunido dezenas de milhares de conversos escandinavos aqui em Utah \u2014 formando 16% da popula\u00e7\u00e3o do estado no censo de 1900 \u2014, os descendentes de suecos e noruegueses com quem vivi por seis anos em Minnesota pareciam ter uma afinidade mais forte com suas ra\u00edzes multiculturais do que seus primos aqui em Utah. Isso apesar de nossa forte dedica\u00e7\u00e3o ao trabalho do templo e da hist\u00f3ria da fam\u00edlia na Igreja.<\/p>\n\n\n\n<p>Pergunto-me se um dos resultados desse ajuntamento f\u00edsico em Si\u00e3o foi que, \u00e0s vezes, confundimos a cultura predominante da regi\u00e3o montanhosa do oeste (Utah e sudeste de Idaho) com uma &#8220;cultura oficial da Igreja&#8221;, esperando que nossos conversos de origens multiculturais e internacionais adotem esses padr\u00f5es culturais como prova de sua convers\u00e3o completa. Na confer\u00eancia geral de outubro passado, o \u00c9lder William K. Jackson, dos Setenta, falou sobre uma &#8220;cultura universal de Cristo&#8221;. Ele observou:<\/p>\n\n\n\n<p>[A cultura de Cristo] se origina no evangelho de Jesus Cristo, que \u00e9 eterno e que explica o porqu\u00ea, o qu\u00ea e o onde de nossa exist\u00eancia.<em> (Ela \u00e9 inclusiva, n\u00e3o excludente.) .&nbsp;.&nbsp;.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos \u00daltimos Dias n\u00e3o \u00e9 uma sociedade do Oeste americano nem um fen\u00f4meno cultural norte-americano. \u00c9 uma igreja internacional, como sempre foi destinada a ser. .&nbsp;.&nbsp;. <\/em>Os membros novos em todo o mundo trazem exuber\u00e2ncia, diversidade e est\u00edmulo \u00e0 nossa crescente fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que a BYU cumpra a esperan\u00e7a prof\u00e9tica, a expectativa e o desafio \u2014 lan\u00e7ados h\u00e1 45 anos pelo Presidente Kimball \u2014 de se tornar plenamente uma \u201c[refinadora] de estrelas brilhantes\u201d, acredito que precisamos acolher e nutrir a diversidade crescente de nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s multiculturais, americanos e internacionais, em todas as suas etnias, culturas, idiomas e experi\u00eancias de vida. O mesmo Salvador que nos convidou a conhec\u00ea-Lo&nbsp;\u201cpor \u00fanico Deus verdadeiro, e Jesus Cristo, [aquele que foi enviado por Ele]\u201d, quase na mesma frase orou a nosso Pai: &#8220;para que todos sejam um como tu, \u00f3 Pai, \u00e9s em mim, e eu, em ti; que tamb\u00e9m eles sejam um em n\u00f3s&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/nt\/john\/17?lang=por&amp;id=3,21\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Jo\u00e3o 17:3, 21<\/a>). Al\u00e9m disso, acredito que nosso Pai Celestial espera que desenvolvamos essa unidade e cultivemos nossos diversos talentos e habilidades, para que possamos ser contados entre os &#8220;poucos&#8221; servos na alegoria das oliveiras encarregados de podar e edificar Sua vinha (<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/bofm\/jacob\/5?lang=por&amp;id=70\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Jac\u00f3 5:70<\/a>). Ele poupou a vinha, assim como todos n\u00f3s, para esse prop\u00f3sito sagrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sou profundamente grato pelos dois jovens mission\u00e1rios, \u00c9lderes Leavitt e Jenkins, que bateram \u00e0 minha porta tantos anos atr\u00e1s. Testifico que o evangelho de Jesus Cristo que eles me ensinaram \u00e9 verdadeiro. Creio que Jesus Cristo \u00e9 o Salvador e autor da Expia\u00e7\u00e3o, que exemplificou perfeitamente as qualidades de Seu e de nosso amoroso Pai Celestial. Em nome de Jesus Cristo, am\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a9 Brigham Young University. Todos os direitos reservados.<\/em><\/p>\n","protected":false},"template":"","tags":[],"class_list":["post-1273","speech","type-speech","status-publish","hentry","event_type-devocional","speaker-eric-n-jellen","topic-amor","topic-natureza-divina","topic-servico"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.5 (Yoast SEO v27.5) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Quinoa e oliveiras: Fortalecendo a vinha do Senhor | BYU Speeches Portugu\u00eas<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Explore a conex\u00e3o entre quinoa e oliveiras e como esses elementos podem enriquecer nossa perspectiva espiritual.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/eric-n-jellen\/quinoa-e-oliveiras-fortalecendo-a-vinha-do-senhor\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Quinoa e oliveiras: Fortalecendo a vinha do Senhor\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Explore a conex\u00e3o entre quinoa e oliveiras e como esses elementos podem enriquecer nossa perspectiva espiritual.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/eric-n-jellen\/quinoa-e-oliveiras-fortalecendo-a-vinha-do-senhor\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"BYU Speeches Portugu\u00eas\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.youtube.com\/@BYUSpeechesPortugues\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-01-10T01:25:55+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2024\/01\/Speeches_ShareCard2024_PORT.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1920\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Eric \u201cRick\u201d N. 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