{"id":1420,"date":"2026-02-06T06:00:00","date_gmt":"2026-02-06T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/?post_type=speech&#038;p=1420"},"modified":"2026-02-06T00:07:14","modified_gmt":"2026-02-06T00:07:14","slug":"e-a-maior-destas-e-a-caridade","status":"publish","type":"speech","link":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/gordon-b-hinckley\/e-a-maior-destas-e-a-caridade\/","title":{"rendered":"&#8220;E a maior destas \u00e9 a caridade&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><strong><em>Pretendemos modificar a tradu\u00e7\u00e3o se for necess\u00e1rio. Para dar sugest\u00f5es, envie um e-mail para: speeches.por@byu.edu<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"h-eu-gostei-muito-dessa-musica-eu-nunca-ouvi-uma-interpretacao-de-careco-de-jesus-assim-nem-uma-que-me-tocou-mais-profundamente-eu-nao-sabia-que-era-a-semana-dos-nativos-americanos-na-byu-ou-eu-poderia-ter-falado-dessas-pessoas-maravilhosas-assim-sendo-falarei-a-eles-e-tambem-a-voces-todas-pessoas-maravilhosas\">Eu gostei muito dessa m\u00fasica. Eu nunca ouvi uma interpreta\u00e7\u00e3o de &#8220;Care\u00e7o de Jesus&#8221; assim, nem uma que me tocou mais profundamente. Eu n\u00e3o sabia que era a semana dos nativos americanos na BYU, ou eu poderia ter falado dessas pessoas maravilhosas. Assim sendo, falarei a eles, e tamb\u00e9m a voc\u00eas, todas pessoas maravilhosas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 t\u00e3o revigorante estar diante de voc\u00eas. Voc\u00eas d\u00e3o vida, vitalidade e beleza ao presente e seguran\u00e7a ao futuro. Eu sempre venho aqui com um sentimento de inadequa\u00e7\u00e3o. Mas hoje me sinto um pouco mais confiante. No final de uma confer\u00eancia de estaca recente, uma adolescente me entregou um envelope selado que abri no avi\u00e3o a caminho de casa. Ele continha uma carta que dizia em parte:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Prezado irm\u00e3o Hinckley:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Eu s\u00f3 queria agradecer por terem vindo \u00e0 nossa estaca para esta confer\u00eancia. Essa foi realmente uma mensagem legal. Eu queria saber se voc\u00ea conhece Paul Dunn. Ele \u00e9 o meu orador favorito, e foi ele quem dedicou o nosso edif\u00edcio. Eu n\u00e3o ou\u00e7o falar dele h\u00e1 algum tempo, mas voc\u00ea \u00e9 um orador t\u00e3o bom quanto ele.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Agora, tendo estabelecido minhas credenciais e buscado a dire\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, desejo falar sobre algo em que todos voc\u00eas est\u00e3o interessados \u2013 algo pelo qual todos voc\u00eas anseiam, que precisam, e sem o qual o mundo pode realmente ser um lugar solit\u00e1rio e sombrio. Eu vou falar sobre isso porque hoje \u00e9 o Dia dos Namorados.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse dia, quando eu era um rapaz, troc\u00e1vamos cora\u00e7\u00f5es de papel na escola, e, \u00e0 noite, os deix\u00e1vamos nas portas de nossos amigos, fazendo barulho na varanda e correndo no escuro para nos esconder. \u00c0s vezes, amarr\u00e1vamos um fio a um cora\u00e7\u00e3o de papel e quando a pessoa ia pegar, pux\u00e1vamos de volta, ent\u00e3o fug\u00edamos para nos divertir. Isso acontece na vida com alguns de n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Quase sem exce\u00e7\u00e3o, esses cora\u00e7\u00f5es tinham escrito na frente as palavras: &#8220;Eu te amo.&#8221; Desde ent\u00e3o, passei a entender que o amor \u00e9 mais do que um cora\u00e7\u00e3o de papel. \u00c9 a pr\u00f3pria ess\u00eancia da eternidade. \u00c9 o pote de ouro no final de um arco-\u00edris. Mas n\u00e3o est\u00e1 no fim de um arco-\u00edris \u2014 est\u00e1 no in\u00edcio, e dele brota a beleza que arqueia pelo c\u00e9u em um dia de tempestade. O amor \u00e9 a seguran\u00e7a pela qual as crian\u00e7as choram, o sustento da juventude, a cola que mant\u00e9m o casamento unido e o \u00f3leo que evita fric\u00e7\u00f5es destrutivas no lar. \u00c9 a paz dos idosos, a luz da esperan\u00e7a que ilumina a morte. Qu\u00e3o empobrecidos s\u00e3o aqueles que n\u00e3o t\u00eam amor, e qu\u00e3o ricos s\u00e3o aqueles que o t\u00eam!<\/p>\n\n\n\n<p>Para a maioria de voc\u00eas aqui hoje, essa \u00e9 uma das raz\u00f5es para a sua presen\u00e7a no campus. Voc\u00eas est\u00e3o aqui por causa do amor de seus pais, cujo interesse \u00e9 a sua felicidade, presente e futura. Voc\u00eas dizem que est\u00e3o aqui para obter uma educa\u00e7\u00e3o, e espero que isso seja verdade. Mas em seus cora\u00e7\u00f5es voc\u00eas sabem que tamb\u00e9m est\u00e3o aqui para encontrar um companheiro ou companheira, aquela pessoa por quem voc\u00eas esperam se apaixonar, mais tarde se casar, e com quem depois poder\u00e3o viver felizes para sempre. Este n\u00e3o \u00e9 um sonho ocioso e id\u00edlico. Isso acontece. Eu sei que isso acontece; j\u00e1 vivenciei isso. E voc\u00eas sabem que isso acontece e voc\u00eas esperam e oram para que isso aconte\u00e7a com voc\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sou algu\u00e9m que acredita que o amor, como a f\u00e9, \u00e9 um dom de Deus. Concordo com Pearl Buck, que disse: O amor n\u00e3o pode ser for\u00e7ado, o amor n\u00e3o pode ser persuadido e provocado. Ele vem do c\u00e9u, e n\u00e3o \u00e9 solicitado nem procurado&#8221; (The Treasure Chest, p. 165).<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns de voc\u00eas fizeram aulas para se prepararem melhor para o momento esperado em que encontrar\u00e3o um c\u00f4njuge. Essas aulas podem ajudar a qualificar voc\u00eas, e cada um de n\u00f3s precisa de toda a ajuda que puder obter. Mas estou inclinado a concordar com Sydney Harris, o colunista, que escreveu:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Um dos grandes erros que tendemos a cometer quando somos jovens \u00e9 supor que uma pessoa \u00e9 um conjunto de qualidades, e somamos as boas e m\u00e1s qualidades do indiv\u00edduo, como um contador trabalhando em d\u00e9bitos e cr\u00e9ditos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Se o equil\u00edbrio for favor\u00e1vel, podemos decidir dar o salto [para o casamento]. O mundo est\u00e1 cheio de homens e mulheres infelizes que se casaram com seus companheiros porque pareceu ser um bom investimento.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O amor, no entanto, n\u00e3o \u00e9 um investimento; \u00e9 uma aventura. E quando o casamento acaba por ser t\u00e3o mon\u00f3tono e confort\u00e1vel como um investimento s\u00f3lido, a festa descontente logo se volta para aventuras em outros lugares.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Pessoas ignorantes est\u00e3o sempre dizendo: &#8220;Eu me pergunto o que ele v\u00ea nela&#8221;, n\u00e3o percebendo que o que ele v\u00ea nela (e o que ningu\u00e9m mais pode ver nela) \u00e9 a ess\u00eancia secreta do amor.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Entrar em um casamento calma e racionalmente \u00e9 como dan\u00e7ar um bacanal calma e racionalmente; \u00e9 uma contradi\u00e7\u00e3o em termos. Tais casamentos levam em conta tudo, exceto o que \u00e9 importante \u2013 o esp\u00edrito. <\/em>[&#8220;Amor e Casamento&#8221;, Deseret News, 18 de outubro de 1977]<\/p>\n\n\n\n<p>Eu tenho um amigo que decidiu que o casamento dele seria cient\u00edfico \u2013 um casamento constru\u00eddo sobre as qualidades de sua esposa, em vez de seus sentimentos por ela. Ele morava na Calif\u00f3rnia em uma grande ala e uma grande estaca, onde havia muitas mo\u00e7as atraentes de sua idade. Na busca por seu objetivo, ele fez um gr\u00e1fico. No topo de cada coluna, ele estabeleceu algumas qualidades que valem a pena, como beleza, educa\u00e7\u00e3o, ambi\u00e7\u00e3o, um pai rico, e assim por diante. Ent\u00e3o, ao lado de seu gr\u00e1fico, ele escreveu os nomes de todas as meninas que ele conhecia. Em seguida, ele classificou cada uma e organizou-as em ordem num\u00e9rica: 1, 2, 3, 4 e assim por diante. E ent\u00e3o, ele come\u00e7ou a planejar a conquista.<\/p>\n\n\n\n<p>Com muita esperan\u00e7a, ele ligou para a candidata n\u00famero 1; ela se recusou a sair com ele. A candidata 2 tamb\u00e9m tinha uma desculpa. A terceira apostou em um encontro, o primeiro e o \u00faltimo; e ele acabou se casando com a quarta. Um ano depois, algu\u00e9m me enviou uma c\u00f3pia do jornal local em que meu amigo deu aviso de que ele n\u00e3o seria mais respons\u00e1vel por d\u00edvidas contra\u00eddas por sua esposa. O div\u00f3rcio seguiu-se pouco depois disso. Passaram-se quarenta anos, e meu amigo, outrora ferido e desprovido de afeto, jamais voltou a se casar.<\/p>\n\n\n\n<p>Penso em dois outros amigos semelhantes, um rapaz e uma mo\u00e7a. Eu os conhecia da \u00e9poca do ensino m\u00e9dio e da universidade. Ele era um rapaz de uma cidade do interior, simples na apar\u00eancia, sem dinheiro e nada promissor. Ele tinha sido criado em uma fazenda e, se tinha uma qualidade cativante, era a sua capacidade de trabalhar. Ele carregava sandu\u00edches de mortadela em um saco de papel marrom para seu almo\u00e7o e varria o ch\u00e3o da escola para pagar suas mensalidades. Mas, com toda essa sua apar\u00eancia rural, tinha um sorriso e uma personalidade que transpiravam bondade. Ela era uma mo\u00e7a da cidade que tinha sa\u00eddo de uma casa confort\u00e1vel, mas ela nunca teria se qualificado para um concurso de beleza. Seu rosto era marcado por sardas, mas ela fazia o melhor do que possu\u00eda, demonstrando gra\u00e7a e charme na maneira discreta de se vestir e de arrumar o cabelo.<\/p>\n\n\n\n<p>Algo maravilhoso aconteceu entre eles. Eles se apaixonaram. Ningu\u00e9m entendeu o porqu\u00ea. Havia rapazes muito mais promissores para ela e mo\u00e7as muito mais bonitas que lhe poderiam ter interessado. Mas os dois passaram os anos de escola rindo, dan\u00e7ando e estudando juntos. Casaram-se enquanto as pessoas se perguntavam como conseguiriam ganhar dinheiro suficiente para sobreviver. Ele empenhava-se nos estudos profissionais e saiu-se bem. Ela economizava dinheiro, trabalhava e orava. Ela o incentivava, apoiava e, quando as coisas ficavam muito dif\u00edceis, dizia calmamente: &#8220;Vamos conseguir resolver isso de algum jeito&#8221;. Ele venceu esses anos dif\u00edceis, incentivado pela f\u00e9 que ela depositava nele. Vieram os filhos e, juntos, eles os amaram, sustentaram e deram-lhes a seguran\u00e7a nascida do amor e da lealdade m\u00fatua. Mais de 45 anos se passaram. Os filhos est\u00e3o crescidos e s\u00e3o um motivo constante de honra para eles, para a Igreja e para a comunidade em que moram.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, durante um voo saindo de Nova York, caminhei pelo corredor na penumbra da cabine e vi uma mulher de cabelos brancos, com a cabe\u00e7a apoiada no ombro do marido enquanto cochilava, e a m\u00e3o dele envolvia a dela com carinho. Ele estava acordado e me reconheceu. Ela acordou e conversamos. Tamb\u00e9m estavam voltando de Nova York, onde ele havia feito uma apresenta\u00e7\u00e3o diante de uma das grandes sociedades eruditas do pa\u00eds. Ele pouco comentou a respeito, mas ela falava orgulhosamente das honras que ele havia recebido. Quarenta e cinco anos atr\u00e1s, pessoas sem compreens\u00e3o perguntavam o que ele via nela e o que ela via nele.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensei nisso enquanto voltava ao meu assento no avi\u00e3o. E disse a mim mesmo: os amigos deles, naquela \u00e9poca, viam apenas um rapaz do campo e uma mo\u00e7a sorridente com sardas no nariz. Mas esses dois viam um no outro o amor, a lealdade, a paz, a f\u00e9 e o futuro. Chamem isso de qu\u00edmica, se desejarem; talvez fosse um pouco disso, mas havia muito mais. Alguma coisa divina havia florescido neles, plantada ali pelo Pai Celestial. Durante o tempo de universidade, viveram dignos daquele florescimento de amor. Viveram com virtude e f\u00e9, aprecia\u00e7\u00e3o e respeito consigo mesmos e para com o outro. Nos anos de dif\u00edceis problemas profissionais e econ\u00f4micos, encontraram sua maior for\u00e7a terrena no companheirismo m\u00fatuo. Agora, na velhice, encontravam juntos a paz e o contentamento sereno. Al\u00e9m de tudo isso, estavam seguros de uma uni\u00e3o feliz para a eternidade, por meio dos conv\u00eanios do sacerd\u00f3cio feitos e das promessas recebidas na casa do Senhor.<\/p>\n\n\n\n<p>Refletindo sobre a imagem que eu tinha acabado de ver dessas duas pessoas felizes, vieram \u00e0 minha mente estas linhas que li h\u00e1 muito tempo por Robert Louis Stevenson:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fiel, morena, viva, leal,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Com olhos de ouro e orvalho silvestre,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Firme qual a\u00e7o, l\u00e2mina reta,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O grande Art\u00edfice fez dela minha eleita.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Honra, \u00edmpeto, coragem e ardor,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Um amor que a vida n\u00e3o cansou,<\/em><em><br><\/em><em>Que a morte n\u00e3o apaga, nem o mal provoca \u2014<\/em><em><br><\/em><em>Foi o que o Mestre poderoso lhe deu por troca.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Mestra, doce amiga, esposa e guia,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Companheira leal de toda a via;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>De cora\u00e7\u00e3o inteiro, alma liberta,<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O Pai Supremo a mim deu por oferta.<\/em><em><br><\/em><em>[Livro de recortes de Elbert Hubbard, 69]<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o poderia desejar nada melhor para cada um de voc\u00eas, meus queridos jovens amigos, do que o amor \u2013 a companhia de algu\u00e9m mais querido do que qualquer amigo; algu\u00e9m por quem voc\u00eas sintam uma alegria arrebatadora e com quem possam ser felizes; algu\u00e9m que desperte em voc\u00eas o que h\u00e1 de melhor; algu\u00e9m por quem, ano ap\u00f3s ano, voc\u00eas se tornem mais gratos, mais ternos, mais atentos e mais unidos \u00e0 medida que a vida avan\u00e7a rumo \u00e0 eternidade.<\/p>\n\n\n\n<p>E agora eu gostaria de falar rapidamente al\u00e9m daquela rela\u00e7\u00e3o de rapaz e mo\u00e7a, marido e mulher, pai e m\u00e3e para um amor maior a Deus e aos outros. Cito:<\/p>\n\n\n\n<p><em>E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Mestre, qual \u00e9 o grande mandamento na lei?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E Jesus disse-lhe: Amar\u00e1s ao Senhor teu Deus de todo o teu cora\u00e7\u00e3o, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Este \u00e9 o primeiro e grande mandamento.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E o segundo semelhante a este \u00e9: Amar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.<\/em> [Mateus 22:35\u201340]<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a ess\u00eancia b\u00e1sica do evangelho de Jesus Cristo. Ou\u00e7am estas grandes palavras de Paulo:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ainda que eu falasse as l\u00ednguas dos homens e dos anjos, e n\u00e3o tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mist\u00e9rios e toda a ci\u00eancia, e ainda que tivesse toda a f\u00e9, de maneira tal que transportasse os montes, e n\u00e3o tivesse caridade, nada seria.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A caridade nunca falha; por\u00e9m, ainda que haja profecias, desaparecer\u00e3o; ainda que haja l\u00ednguas, cessar\u00e3o; ainda que haja ci\u00eancia, desaparecer\u00e1; <\/em>[1 Cor\u00edntios 13:1\u20132, 8]<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, uma palavra sobre o amor ao pr\u00f3ximo. Quem \u00e9 o meu pr\u00f3ximo? Leiam novamente \u2013 leiam periodicamente, meus irm\u00e3os e irm\u00e3s \u2013 a par\u00e1bola do Bom Samaritano. E leiam tamb\u00e9m as palavras do Senhor a respeito do dia do ju\u00edzo, quando o Rei:<\/p>\n\n\n\n<p><em>dir\u00e1 aos que estiverem \u00e0 sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possu\u00ed por heran\u00e7a o reino que vos est\u00e1 preparado desde a funda\u00e7\u00e3o do mundo:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; Estive na pris\u00e3o, e fostes ver-me.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ent\u00e3o os justos lhe responder\u00e3o, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E quando te vimos enfermo, ou na pris\u00e3o, e fomos ver-te?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>[E ele responder\u00e1:] <em>Quando o fizestes a um destes meus pequeninos irm\u00e3os, a mim o fizestes<\/em> [Mateus 25:34\u201340].<\/p>\n\n\n\n<p>Ouvi um homem preeminente dizer outro dia: \u201cModifiquei a linguagem das minhas ora\u00e7\u00f5es. Em vez de dizer: &#8216;Aben\u00e7oa os pobres, enfermos e necessitados&#8217;, agora eu digo: &#8216;Pai, mostra-me como ajudar os pobres, enfermos e necessitados, e d\u00e1-me a determina\u00e7\u00e3o de faz\u00ea-lo.&#8217;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Nisto, meus irm\u00e3os e irm\u00e3s, reside o grande desafio que enfrentamos em nossas vidas apressadas e egoc\u00eantricas. H\u00e1 alguns anos, li a hist\u00f3ria de uma jovem que tinha ido lecionar em uma \u00e1rea rural. Entre os alunos de sua turma, havia uma menina que j\u00e1 tinha reprovado antes e que estava fracassando novamente. Ela n\u00e3o sabia ler. Ela vinha de uma fam\u00edlia sem recursos para lev\u00e1-la a uma cidade maior para exames a fim de determinar seu problema. Percebendo que a dificuldade poderia ter vindo dos olhos da menina, a jovem professora decidiu lev\u00e1-la \u00e0s suas pr\u00f3prias custas para que seus olhos fossem examinados. Foi descoberta uma defici\u00eancia que poderia ser corrigida com \u00f3culos, e a professora comprou-os com o pr\u00f3prio dinheiro. Um mundo totalmente novo se abriu para aquela menina, pois pela primeira vez em sua vida ela viu claramente as palavras diante dela. O sal\u00e1rio daquela professora rural era modesto, mas com o pouco que tinha ela fez um investimento que mudou completamente a vida de uma aluna com dificuldades; e, ao fazer isso, ela encontrou uma nova dimens\u00e3o em sua pr\u00f3pria vida, um investimento que rendeu dividendos constantes ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo mission\u00e1rio retornado nesta sala poderia contar experi\u00eancias de \u2018se perder\u2019 a servi\u00e7o dos outros, e ao faz\u00ea-lo poderia acrescentar que aquele foi o momento mais gratificante de sua vida. Como \u00e9 que, quando voltamos da miss\u00e3o, temos tanta dificuldade em manter esse esp\u00edrito de amor ao pr\u00f3ximo?<\/p>\n\n\n\n<p>O amor \u00e9 a \u00fanica for\u00e7a que pode conciliar as diferen\u00e7as entre as pessoas e que pode superar os abismos da amargura e da animosidade que t\u00e3o frequentemente e violentamente nos separam. Lembro destas falas de Edwin Markham:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ele tra\u00e7ou um c\u00edrculo, a me excluir \u2014<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Herege, rebelde, algu\u00e9m a punir.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Mas o amor e eu soubemos vencer:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Tra\u00e7amos um c\u00edrculo ao acolher.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>[O Livro da Poesia Americana, p. 265]<\/p>\n\n\n\n<p>Na casa de St. Martin, na cidade de Londres, em frente \u00e0 Galeria Nacional, h\u00e1 uma bela est\u00e1tua de uma mulher em uniforme de enfermeira. \u00c9 erguida em mem\u00f3ria de Edith Cavell, a enfermeira inglesa que protegeu soldados aliados feridos do inimigo. Ela foi presa e, logo depois, executada. A inscri\u00e7\u00e3o no monumento diz: \u201cBrussels Dawn, 12 de outubro de 1915. O patriotismo n\u00e3o \u00e9 suficiente. Eu n\u00e3o devo ter \u00f3dio ou amargura para com ningu\u00e9m.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Aquele que mais belamente ensinou esta verdade eterna foi o Filho de Deus, o \u00fanico exemplo perfeito e mestre de amor. Sua pr\u00f3pria vinda \u00e0 Terra foi uma express\u00e3o do amor de Seu Pai. &#8220;Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unig\u00eanito, para que todo aquele que nele cr\u00ea n\u00e3o pere\u00e7a, mas tenha a vida eterna&#8221; (Jo\u00e3o 3:16).<\/p>\n\n\n\n<p>Ouvi recentemente o magistral discurso sobre a Expia\u00e7\u00e3o proferido neste p\u00falpito pelo presidente Marion G. Romney, no qual ele falou da manifesta\u00e7\u00e3o de amor do Filho de Deus, que deu Sua vida para que todos os homens pudessem viver. O Salvador falou profeticamente de Seu sacrif\u00edcio e do amor que o induziu quando declarou: \u201cNingu\u00e9m tem maior amor do que este, de dar algu\u00e9m a sua vida pelos seus amigos\u201c (Jo\u00e3o 15:13).<\/p>\n\n\n\n<p>E assim, neste dia em que pensamos no amor em um sentido secular, desejo tamb\u00e9m lembr\u00e1-los de sua maior import\u00e2ncia em um sentido sagrado. Se queremos que o nosso mundo melhore, esse processo deve come\u00e7ar com uma mudan\u00e7a no cora\u00e7\u00e3o dos homens, com um olhar para cima, para al\u00e9m de si mesmo, para amar a Deus com todo o cora\u00e7\u00e3o, com toda a alma, com toda a mente.<\/p>\n\n\n\n<p>O Senhor declarou em revela\u00e7\u00e3o moderna: &#8220;E se vossos olhos estiverem fitos em minha gl\u00f3ria, todo o vosso corpo se encher\u00e1 de luz e em v\u00f3s n\u00e3o haver\u00e1 trevas&#8221; (D&amp;C 88:67). \u00c0 medida que olhamos para Ele com amor, e servimos com o cora\u00e7\u00e3o voltado unicamente para Sua gl\u00f3ria, deixaremos de lado a escurid\u00e3o do pecado, a escurid\u00e3o do ego\u00edsmo e a escurid\u00e3o do orgulho. Ali brotar\u00e1 um amor elevado por nosso Pai Eterno e por Seu Filho Amado, nosso Salvador e Redentor. Surgir\u00e1 ent\u00e3o um sentimento maior de servi\u00e7o para com o pr\u00f3ximo \u2014 um pouco menos de preocupa\u00e7\u00e3o com nossos pr\u00f3prios interesses ego\u00edstas e um pouco mais de disposi\u00e7\u00e3o para estender a m\u00e3o aos outros. E em nossa pr\u00f3pria vida individual, ao buscarmos o amor e o casamento, haver\u00e1 um poder maior sobre o qual poderemos pedir ajuda e dire\u00e7\u00e3o, uma resolu\u00e7\u00e3o mais forte de vivermos dignos de uma companheira ou de um companheiro maravilhoso com quem podemos trilhar o caminho da imortalidade e da vida eterna. Por isso, oro humildemente em favor de cada um de voc\u00eas, em nome de Jesus Cristo. Am\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a9 Intellectual Reserve, Inc. 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