{"id":844,"date":"2024-08-02T06:00:00","date_gmt":"2024-08-02T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/?post_type=speech&#038;p=844"},"modified":"2024-06-28T15:11:45","modified_gmt":"2024-06-28T15:11:45","slug":"amar-ao-nosso-proximo","status":"publish","type":"speech","link":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/d-carolina-nunez\/amar-ao-nosso-proximo\/","title":{"rendered":"Amar ao nosso pr\u00f3ximo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><strong><em>Pretendemos modificar a tradu\u00e7\u00e3o se for necess\u00e1rio. Para dar sugest\u00f5es, envie um e-mail para: speeches.por@byu.edu<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 70, meu pai chegou ao campus da BYU para iniciar seus estudos. Ele n\u00e3o era como a maioria dos alunos da BYU, especialmente durante essa \u00e9poca. Meu pai tinha vindo \u00e0 BYU da Venezuela, um pa\u00eds do qual muitos alunos da BYU nem tinham ouvido falar na \u00e9poca. Ele praticamente n\u00e3o falava nada de ingl\u00eas e era cat\u00f3lico.<\/p>\n\n\n\n<p>Da maneira em que meu pai gosta de contar a hist\u00f3ria, ele embarcou em um avi\u00e3o para os Estados Unidos, animado para se aventurar fora de sua cria\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica conservadora, e esperando a experi\u00eancia secular da faculdade americana que tinha visto nos filmes de Hollywood. Imaginem o choque quando ele descobriu que seus pais, minha <em>abuela<\/em> e meu <em>abuelo<\/em>, tinham providenciado para que ele frequentasse a BYU para que um grupo de pessoas conhecidas por ele apenas como &#8220;os m\u00f3rmons&#8221; pudesse ficar de olho nele, enquanto ele estava longe de casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu pai se viu em um lugar estranho cercado por pessoas que eram muito diferentes dele. As vistas e os cheiros de seu lar tropical caribenho \u2014&nbsp; as mangueiras, as araras, o caf\u00e9 e o mar \u2014&nbsp; foram substitu\u00eddos pelas novas vistas e cheiros da BYU. Ele ficou impressionado pelos canteiros de flores do campus, que mudavam conforme as esta\u00e7\u00f5es; pelas ruas vazias e as lojas fechadas todos os domingos; e pela neve. Mas os alunos e professores da BYU o acolheram na comunidade de bra\u00e7os abertos. Os professores convidavam meu pai para compartilhar sua perspectiva e experi\u00eancias em sala de aula; colegas de quarto e amigos levavam meu pai para esquiar e fazer viagens de carro para conhecer os Estados Unidos. Um professor convidou meu pai para morar com sua fam\u00edlia por v\u00e1rios meses enquanto meu pai se adaptava \u00e0 vida aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu pai poderia ter optado por se transferir para uma institui\u00e7\u00e3o diferente, mas ele voltava para a BYU da Venezuela a cada outono. Ele aprendeu ingl\u00eas aqui e depois se formou com um bacharelado. J\u00e1 se passaram quase 40 anos desde que meu pai foi aluno da BYU, mas ele se lembra de seu tempo aqui com muito carinho. Na verdade, quando eu era crian\u00e7a na Venezuela, meu pai conseguia identificar os mission\u00e1rios da Igreja de muito longe. Embora n\u00e3o fosse membro da Igreja, ele os buscava e conversava com eles, muitas vezes perguntando se eram alunos da BYU.<\/p>\n\n\n\n<p>Sou grata \u00e0 comunidade da BYU por ser t\u00e3o receptiva a algu\u00e9m com experi\u00eancias de vida t\u00e3o diferentes das da maioria; por estar disposta a ouvir e aprender com algu\u00e9m com uma cultura, idioma e religi\u00e3o diferentes; e por abrir espa\u00e7o em suas vidas individuais para algu\u00e9m que poderia parecer um estranho.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu tamb\u00e9m fui beneficiada quando os outros se esfor\u00e7aram para estender a m\u00e3o a pessoas de diferentes estilos de vida. Passei minha inf\u00e2ncia na cidade de Maracaibo, na Venezuela. Minha m\u00e3e, uma cidad\u00e3 americana que meu pai conheceu aqui na BYU, era membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos \u00daltimos Dias e me levava para a igreja com ela aos domingos. Por\u00e9m, durante a semana, eu frequentava uma escola cat\u00f3lica para meninas.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio de meu primeiro ano no Col\u00e9gio Altamira, uma das freiras de minha escola (queria me lembrar do nome dela) tocou no meu ombro e perguntou se poderia falar comigo. Ela me levou para o corredor do lado de fora da sala de aula, onde nos sentamos em um banco.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu tinha certeza que eu tinha feito algo errado. Mas n\u00e3o. Aquela irm\u00e3 me disse que ela s\u00f3 queria saber mais sobre como eu orava. Ela sabia que eu n\u00e3o era cat\u00f3lica e tinha notado que eu n\u00e3o recitava as ora\u00e7\u00f5es que o restante da classe recitava todas as manh\u00e3s. Contei-lhe como minha m\u00e3e me ensinou a orar. Aquela freira e eu conversamos sobre as diferen\u00e7as e as semelhan\u00e7as em nosso estilo de ora\u00e7\u00e3o. Desculpei-me sem jeito por n\u00e3o saber as ora\u00e7\u00f5es que as outras meninas estavam recitando, e me lembro vividamente que essa irm\u00e3 me disse que ela achava que minha maneira de orar era linda.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa experi\u00eancia me marcou. Uma mulher que havia dedicado toda a sua vida a servir a Deus por meio da Igreja Cat\u00f3lica \u2014 e que servia como figura de autoridade em sua igreja \u2014 sentou-se com uma garotinha de outra f\u00e9 para ter uma conversa genu\u00edna sobre a ora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o para convert\u00ea-la ou mud\u00e1-la, mas para conectar-se a ela como irm\u00e3s e filhas do mesmo Deus.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-bom-samaritano\">O bom samaritano<\/h2>\n\n\n\n<p>Apresento essas hist\u00f3rias hoje como exemplos de comunidades e pessoas que se esfor\u00e7am para seguir o apelo de Jesus de que amemos nosso pr\u00f3ximo como a n\u00f3s mesmos.<sup>1<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, acho que nossa compreens\u00e3o do termo <em>pr\u00f3ximo <\/em>(em ingl\u00eas, <em>neighbor<\/em>, que significa &#8220;vizinho&#8221;) pode estar manchada pela realidade moderna urbana e suburbana de bairros homog\u00eaneos e socialmente segregados. Temo que, quando ouvimos a palavra <em>neighbor<\/em> (vizinho), imaginemos pessoas que moram perto de n\u00f3s, provavelmente em casas ou apartamentos que se parecem muito com os nossos e com quem conversamos no parque da vizinhan\u00e7a ou na escada que conecta nossos apartamentos. Visualizamos pessoas que levam uma vida semelhante \u00e0 nossa, que falam o mesmo idioma que n\u00f3s e que t\u00eam cren\u00e7as, metas e desafios semelhantes. N\u00f3s as amamos abstratamente sem realmente conhec\u00ea-las porque presumimos que as compreendemos. Afinal, elas s\u00e3o muito semelhantes a n\u00f3s. Por\u00e9m, Jesus <em>n\u00e3o<\/em> nos instruiu: &#8220;Amar\u00e1s o teu <em>vizinho<\/em> como a ti mesmo&#8221;; Ele nos instruiu: &#8220;Amar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo&#8221;.<sup>2<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Quando um doutor da lei pediu ao Salvador que definisse o termo <em>pr\u00f3ximo<\/em>, Jesus respondeu contando a par\u00e1bola do bom samaritano.<sup>3<\/sup> Como voc\u00eas devem se lembrar, um homem estava viajando de Jerusal\u00e9m para Jeric\u00f3 e foi brutalmente assaltado e deixado para morrer. Um sacerdote e um levita passaram sem oferecer ajuda. Um samaritano, por\u00e9m, parou para tratar as feridas do homem, levou-o a um lugar seguro para passar a noite e deixou dinheiro com o estalajadeiro para cuidar do homem ferido. Jesus exortou: &#8220;Vai, e faze da mesma maneira&#8221;.<sup>4<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>A literatura que comenta e analisa essa par\u00e1bola \u00e9 rica em camadas de contexto cultural e pontos de vista doutrin\u00e1rios. Mas hoje quero me concentrar em tr\u00eas partes b\u00e1sicas da hist\u00f3ria que me ajudam a amar melhor meu pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-amar-de-maneira-mais-pessoal-e-concreta\"><strong><em>1. Amar de maneira mais pessoal e concreta<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Um elemento da par\u00e1bola do bom samaritano que tem sido significativo para mim \u00e9 a maneira pela qual o samaritano serviu ao homem ferido: ele o resgatou fisicamente. Lemos em Lucas que ele &#8220;atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele&#8221;.<sup>5 <\/sup>O samaritano ent\u00e3o passou a noite na estalagem, e depois deixou dinheiro para os cuidados do homem ferido e prometeu pagar quaisquer despesas adicionais necess\u00e1rias. O samaritano abriu espa\u00e7o em sua vida, tanto fisicamente quanto mentalmente, para o homem ferido e se aproximou dele. Isso n\u00e3o foi compaix\u00e3o abstrata. Foi concreta. N\u00e3o se tratava de um amor distanciado. Foi um abra\u00e7o apertado.<\/p>\n\n\n\n<p>O Salvador nos pede que fa\u00e7amos da mesma maneira.<\/p>\n\n\n\n<p>Amar o pr\u00f3ximo exige que nos acheguemos do pr\u00f3ximo e doemos de n\u00f3s mesmos. Em espanhol, semelhante ao portugu\u00eas, o termo &#8220;amor ao pr\u00f3ximo&#8221; \u00e9 <em>amor al pr\u00f3jimo<\/em>, ou &#8220;amor por aquele que est\u00e1 pr\u00f3ximo&#8221;. O termo <em>pr\u00f3jimo <\/em>indica uma proximidade f\u00edsica e um toque pessoal que a palavra <em>neighbor<\/em> [vizinho] simplesmente n\u00e3o consegue capturar para mim. Seguimos o exemplo do bom samaritano, n\u00e3o sendo abstratamente amorosos de longe, mas realmente nos conectando e passando tempo uns com os outros e doando genuinamente de n\u00f3s mesmos. Isso nem sempre \u00e9 f\u00e1cil \u2014 aproximar-se muitas vezes envolve sacrif\u00edcio e desconforto. Pode demorar, nos constranger e nos desgastar emocionalmente. Sem d\u00favida, o samaritano tinha outros planos para seu dia, mas parou para amar algu\u00e9m que precisava dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca me arrependi de me aproximar de algu\u00e9m para servi-lo de maneira mais genu\u00edna. No entanto, lamento \u00e0s vezes em que n\u00e3o o fiz. H\u00e1 muitos anos, eu trabalhava como advogada em um escrit\u00f3rio de advocacia em Salt Lake City. Todas as manh\u00e3s eu ia de carro at\u00e9 a esta\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo leve sobre trilhos (VLT) perto de minha casa, estacionava meu carro e ia de trem para o centro de Salt Lake City. Certa manh\u00e3, eu sa\u00ed muito atrasada. Estacionei meu carro bem na hora em que um trem chegou na esta\u00e7\u00e3o, e corri em sua dire\u00e7\u00e3o. Normalmente eu tinha mais tempo para avaliar os vag\u00f5es e selecionar o vag\u00e3o que aparentava ter mais assentos dispon\u00edveis. Dessa vez, por\u00e9m, corri para o vag\u00e3o mais pr\u00f3ximo. Para minha surpresa e alegria, descobri que o vag\u00e3o estava completamente vazio. Mas, assim que me sentei, compreendi o porqu\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Um homem idoso, com roupas desgastadas e muito sujas, estava jogado no ch\u00e3o na extremidade oposta do vag\u00e3o. Ele tinha unhas longas e pontiagudas, seu cabelo estava sujo e era \u00f3bvio pelo cheiro no vag\u00e3o que ele n\u00e3o tinha tomado banho havia algum tempo. Senti uma dor no cora\u00e7\u00e3o ao v\u00ea-lo assim. Parte de mim queria ajud\u00e1-lo, mas eu n\u00e3o sabia como. Eu estava preocupada em constrang\u00ea-lo ou constranger a mim mesma por tentar ajudar. Eu estava preocupada em chegar atrasada no trabalho e em sujar a minha roupa.<\/p>\n\n\n\n<p>Hesitei por muito tempo. Passadas mais algumas paradas, um homem bem-vestido, que aparentava tamb\u00e9m estar indo ao trabalho, entrou no vag\u00e3o perto de onde o homem idoso estava sentado. Em vez de virar-se e procurar um vag\u00e3o diferente, como muitos outros tinham feito, ele estendeu a m\u00e3o, puxou o homem em sua dire\u00e7\u00e3o, abra\u00e7ou-o e gentilmente o ajudou a sair do trem.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei o que aconteceu depois disso. Mas o resgatador n\u00e3o voltou para o trem. Provavelmente n\u00e3o chegou ao trabalho naquela manh\u00e3. Ele provavelmente sujou as roupas. Ele se aproximou fisicamente e doou de si mesmo. Gostaria de ter tido a coragem de fazer isso. Mas tamb\u00e9m sou grata por essa li\u00e7\u00e3o. Estou me esfor\u00e7ando para reconhecer e aproveitar melhor as oportunidades de <em>amar a mi pr\u00f3jimo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>No ver\u00e3o de 2016, viajei pela primeira vez para Dilley, no Texas. Voc\u00eas provavelmente nunca ouviram falar de Dilley. \u00c9 uma cidade pequena com menos de 4.000 habitantes a cerca de 140 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia da fronteira com o M\u00e9xico. Dilley possui um dos maiores centros de imigra\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Reservado exclusivamente para mulheres e crian\u00e7as, o <em>South Texas Family Residential Center<\/em> [Centro residencial familiar do sul do Texas] pode abrigar mais de 2.000 mulheres e crian\u00e7as atr\u00e1s de suas altas cercas de arame farpado. A maioria das mulheres e crian\u00e7as no centro viajaram para os Estados Unidos fugindo da viol\u00eancia na Am\u00e9rica Central, na esperan\u00e7a de solicitar asilo. Fac\u00e7\u00f5es criminosas multinacionais t\u00eam aterrorizado comunidades em Honduras, El Salvador e Guatemala por v\u00e1rios anos. Nos meses que antecederam minha viagem a Dilley, eu havia lido nos jornais, hist\u00f3rias de viol\u00eancia sexual, assassinato, sequestro, extors\u00e3o e tortura.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu vinha pensando abstratamente por mais de um ano em fazer algo para ajudar essas mulheres e crian\u00e7as detidas, mas n\u00e3o tinha certeza se estava qualificada para ajudar. Eu estava hesitante em viajar t\u00e3o longe de casa e de minha fam\u00edlia, e o fardo emocional de ouvir as mulheres contarem hist\u00f3rias de viol\u00eancia me incomodava. De muitas maneiras, me via paralisada como eu estava no trem para Salt Lake City. Sou grata a uma colega e amiga da Faculdade de Direito, a Professora Kif Augustine-Adams, que me incentivou a aproveitar essa oportunidade de doar de mim mesma de uma maneira pessoal e n\u00e3o abstrata. Ela providenciou para que pass\u00e1ssemos uma semana em Dilley ajudando as mulheres e crian\u00e7as de l\u00e1 a dar os primeiros passos para obter asilo nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Aquela semana mudou minha vida. Em Dilley, conheci mulheres que haviam suportado horrores indescrit\u00edveis em seu pa\u00eds de origem e que haviam deixado tudo o que conheciam para encontrar seguran\u00e7a para sua fam\u00edlia. Muitas delas haviam caminhado a maior parte do caminho da Am\u00e9rica Central at\u00e9 os Estados Unidos, muitas vezes carregando beb\u00eas. Enquanto est\u00e1vamos no centro de deten\u00e7\u00e3o, minha colega e eu nos encontr\u00e1vamos individualmente com mulheres nas salas de visitas. Ouv\u00edamos suas hist\u00f3rias e as ajud\u00e1vamos a se prepararem para contar suas hist\u00f3rias para um oficial de asilo.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembro-me de ter falado com uma mulher cujo marido havia sido morto por uma fac\u00e7\u00e3o criminosa. Ela teve dificuldades para contar sua hist\u00f3ria enquanto chorava e seu filho dormia em seus bra\u00e7os. Naquele momento, eu tive amor por aquela mulher \u2014 minha irm\u00e3 \u2014 pessoalmente. A proximidade dela comigo me ajudou a entender melhor sua humanidade e a minha. E, de repente, n\u00e3o era apenas &#8220;aceit\u00e1vel&#8221; estar a mais de milhares de quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia da minha casa confort\u00e1vel em Provo, passando um longo dia escaldante de julho em um centro de deten\u00e7\u00e3o de imigrantes; era exatamente onde eu queria estar.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde, minha colega e eu come\u00e7amos a levar os alunos como volunt\u00e1rios em Dilley. Luisa Patoni-Rees, rec\u00e9m-formada pela Faculdade de Direito da BYU e volunt\u00e1ria em Dilley, descreveu sua experi\u00eancia de amar de forma mais concreta e pessoal:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Aprendi que o amor exige sacrif\u00edcio, inconveni\u00eancia e dor f\u00edsica e emocional (&#8230;). Aprendi que n\u00e3o amava meus pr\u00f3ximos em Dilley at\u00e9 que eu realmente estivesse l\u00e1, independentemente do quanto eu pensava neles e me importava com eles de longe.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-amar-aqueles-que-sao-diferentes\"><strong><em>2. Amar aqueles que s\u00e3o diferentes<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Um segundo componente da hist\u00f3ria do bom samaritano que \u00e9 significativo para mim \u00e9 a identidade do her\u00f3i da hist\u00f3ria, o samaritano. Embora os samaritanos compartilhassem grande parte de seus antepassados com o povo judeu, eles diferiam em suas pr\u00e1ticas religiosas. Ambos os grupos viam o outro com desconfian\u00e7a e antagonismo. A animosidade era tanta que os judeus sa\u00edam de seu caminho para contornar a regi\u00e3o de Samaria em viagens que teriam sido muito mais diretas se passassem por Samaria.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora Jesus n\u00e3o tenha identificado o homem ferido na par\u00e1bola, sabemos que Jesus estava contando essa hist\u00f3ria em resposta a uma pergunta de um fariseu, um doutor da lei judeu. Esse doutor da lei provavelmente teria imaginado um judeu como o personagem ferido, especialmente porque o homem ferido estava viajando pela estrada de Jerusal\u00e9m para Jeric\u00f3. O cen\u00e1rio da hist\u00f3ria sugere que o samaritano parou para ajudar algu\u00e9m muito diferente de si mesmo. De fato, o samaritano resgatou algu\u00e9m que talvez n\u00e3o teria feito o mesmo se a situa\u00e7\u00e3o fosse oposta.<\/p>\n\n\n\n<p>O Salvador nos pede que fa\u00e7amos da mesma maneira.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossos pr\u00f3ximos n\u00e3o s\u00e3o as pessoas mais parecidas conosco; em vez disso, nossos pr\u00f3ximos s\u00e3o aqueles que s\u00e3o diferentes de n\u00f3s. S\u00e3o as pessoas que foram rejeitadas por nossos c\u00edrculos sociais. S\u00e3o nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s que adoram de forma diferente da nossa, que t\u00eam origens diferentes, que t\u00eam apar\u00eancia diferente da nossa, que fazem escolhas diferentes das nossas, que t\u00eam sonhos e objetivos diferentes dos nossos, que discordam de n\u00f3s ou que nos desprezaram. Isso, \u00e9 claro, n\u00e3o quer dizer que as pessoas que s\u00e3o mais semelhantes a n\u00f3s, n\u00e3o sejam nossos pr\u00f3ximos. Mas nosso amor pelos outros n\u00e3o pode ser condicionado \u00e0s semelhan\u00e7as que eles t\u00eam conosco. Devemos amar as pessoas com a compreens\u00e3o de que s\u00e3o indiv\u00edduos separados e distintos de n\u00f3s. As diferen\u00e7as que nos separam nesta vida nos tornam pr\u00f3ximos, e igual como fez o samaritano, temos que nos empenhar e estender a m\u00e3o para amar e servir \u00e0queles que s\u00e3o diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso pode ser extremamente dif\u00edcil. Grande parte de nossa vida \u00e9 dedicada a cercar-nos de pessoas que s\u00e3o como n\u00f3s. Tornamo-nos amigos de pessoas que t\u00eam interesses em comum conosco. Frequentamos a Igreja todas as semanas em parte para unir-nos a uma comunidade de pessoas que t\u00eam cren\u00e7as semelhantes \u00e0s nossas. At\u00e9 mesmo selecionamos nossos feeds de rede social para apresentar pessoas que pensam como n\u00f3s e bloqueamos ou deixamos de seguir pessoas cujas opini\u00f5es nos incomodam ou nos ofendem. Essa \u00e9 uma inclina\u00e7\u00e3o humana natural. Queremos sentir que pertencemos, que somos respeitados e compreendidos e que somos amados por quem somos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas como \u00e9 ser um estrangeiro \u2014 indesejado e n\u00e3o convidado? Em minha viagem mais recente a Dilley, conheci uma mulher que percebeu, pelas suas intera\u00e7\u00f5es com os oficiais de imigra\u00e7\u00e3o na fronteira e pelo que via nas not\u00edcias, que ela era uma forasteira. Quando me reuni com ela para prepar\u00e1-la para a entrevista com um oficial de asilo, ela me disse que sabia que n\u00e3o era desejada neste pa\u00eds. Ela admitiu: &#8220;Eu tamb\u00e9m n\u00e3o quero estar aqui&#8221;. Ela me contou sobre os amigos e familiares que havia deixado para tr\u00e1s, inclusive sua m\u00e3e, que era muito idosa para viajar, e seu trabalho como professora de escola. Ap\u00f3s fugir de um sequestro e estupro por uma fac\u00e7\u00e3o criminosa em Honduras, ela tinha vindo para os Estados Unidos para morar com um parente que morava aqui. Ela n\u00e3o falava ingl\u00eas e sabia muito pouco sobre os Estados Unidos, mas n\u00e3o tinha nenhum outro lugar para onde ir. Fiquei comovida com a maneira pela qual as mulheres do centro de deten\u00e7\u00e3o estenderam a m\u00e3o fisicamente para confortar e ajudar umas \u00e0s outras, mesmo quando a \u00fanica coisa que tinham em comum era o fato de serem estrangeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a verdade \u00e9 que voc\u00eas n\u00e3o precisam viajar at\u00e9 a fronteira para interagir com pessoas que s\u00e3o diferentes de voc\u00eas. H\u00e1 outros tipos de fronteiras que nos dividem em nossas vizinhan\u00e7as, em nossas cidades, em nossas alas e aqui no campus. \u00c9 nossa responsabilidade fazer o que os alunos e professores da BYU fizeram por meu pai e o que uma freira da minha escola fez por mim. Precisamos encontrar nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s que se sentem marginalizados e exclu\u00eddos. Eles n\u00e3o est\u00e3o longe. Eles se sentam ao nosso lado na sala de aula, ficam atr\u00e1s de n\u00f3s na fila do supermercado e comem conosco na mesa de jantar de Natal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s vezes deixamos de ver nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s que mais precisam de nossa ajuda porque n\u00e3o conseguimos ver al\u00e9m de nossas pr\u00f3prias experi\u00eancias. Nosso erro pode ser presumirmos que todos ao nosso redor chegam \u00e0s mesmas conclus\u00f5es e desenvolvem as mesmas perspectivas que n\u00f3s. Devemos estar preparados para aceitar que as experi\u00eancias dos outros s\u00e3o diferentes das nossas e que essas experi\u00eancias podem levar a conclus\u00f5es, opini\u00f5es e modos de vida diferentes. Caso contr\u00e1rio, arriscamos marginalizar e isolar ainda mais os pr\u00f3ximos que o Salvador nos pediu que am\u00e1ssemos. N\u00e3o h\u00e1 nada mais solit\u00e1rio do que sentir que ningu\u00e9m realmente conhece ou entende voc\u00ea e temer que, se os outros realmente vissem como voc\u00ea \u00e9, talvez n\u00e3o seria aceito por eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Fui tocada e inspirada por in\u00fameros exemplos de alunos da BYU aqui no campus cruzando as fronteiras sutis que nos separam. Eles abriram seus c\u00edrculos para incluir pessoas com hist\u00f3rias diferentes, forma\u00e7\u00f5es diferentes ou outras perspectivas. Ao longo dos anos, vi meus alunos cuidarem dos filhos de uma colega, que era m\u00e3e solteira, enquanto ela estudava; fazerem amizade, amarem e se solidarizarem com um colega que era homossexual; carregarem livros e abrirem portas para um colega com defici\u00eancia; confortarem um aluno imigrante sem documentos cujo status e futuro no pa\u00eds eram incertos; convidarem para seu grupo de estudo um aluno mais velho que havia retornado \u00e0 escola depois de mais de uma d\u00e9cada em outra carreira; e se sentarem gentilmente ao lado de um aluno cujos coment\u00e1rios em sala de aula pareciam duros e injustificados.<\/p>\n\n\n\n<p>Um pequeno esfor\u00e7o para se conectar com algu\u00e9m pode significar a diferen\u00e7a entre o desespero e a esperan\u00e7a para essa pessoa. E nossa vida, por sua vez, poder\u00e1 ser enriquecida enriquecida por essa conex\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-aprender-com-aqueles-que-sao-diferentes\"><strong><em>3. Aprender com aqueles que s\u00e3o diferentes<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Isso me leva a uma terceira li\u00e7\u00e3o que aprendi com a par\u00e1bola do bom samaritano. Acho significativo que, nessa hist\u00f3ria, Jesus escolheu um forasteiro desprezado \u2014 um samaritano \u2014 como o salvador benevolente em vez da v\u00edtima. Pode ser um samaritano \u2014 um estrangeiro que menos esperamos ter compaix\u00e3o de n\u00f3s \u2014 quem nos resgate. Precisamos estender a m\u00e3o para aqueles que s\u00e3o diferentes, n\u00e3o apenas porque eles precisam de n\u00f3s, mas porque n\u00f3s precisamos deles. Ser\u00e1 que somos humildes o suficiente para reconhecer que os samaritanos em nossa vida t\u00eam algo a nos oferecer? Podemos fazer como Jesus quando escolheu passar por Samaria a caminho da Galileia, em vez de evitar um grupo de pessoas que n\u00e3o eram bem-vindas em sua terra natal? Ser\u00e1 que reconheceremos a mulher do po\u00e7o \u2014 uma samaritana \u2014 e aceitaremos beber de sua \u00e1gua?<sup>6<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Uma experi\u00eancia recente consolidou esta li\u00e7\u00e3o para mim. H\u00e1 algumas semanas, minha fam\u00edlia e eu visitamos a Encircle, um centro de recursos para jovens LGBTQ e suas fam\u00edlias bem aqui em Provo. O centro de recursos fica em uma linda casa remodelada que foi constru\u00edda em 1891. A Encircle fornece programas e servi\u00e7os, inclusive aconselhamento, atividades sociais, oportunidades de servi\u00e7o e muito mais para a comunidade LGBTQ. Eu vinha pensando \u2014 mais uma vez, de modo muito abstrato \u2014 por algum tempo sobre como eu poderia ser mais \u00fatil e apoiar nossa comunidade LGBTQ local, mas n\u00e3o tinha certeza do que poderia fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Minha fam\u00edlia estacionou nosso carro do lado de fora da Encircle e entramos pela porta lateral do pr\u00e9dio azul e branco. Eu estava pronta para me oferecer \u00e0 Encircle. Talvez eu poderia me voluntariar l\u00e1, ou talvez doar fundos para o programa, ou talvez oferecer algum tipo de ajuda jur\u00eddica profissional. Fiquei orgulhosa de mim mesmo por finalmente fazer um esfor\u00e7o real para agir.<\/p>\n\n\n\n<p>O que eu realmente n\u00e3o tinha parado para pensar era que meus irm\u00e3os e irm\u00e3s da comunidade LGBTQ poderiam ter algo a <em>me<\/em> oferecer \u2014 talvez eu pudesse precisar <em>deles<\/em>. Assim que minha fam\u00edlia entrou pela porta, fomos recebidos, literalmente, de bra\u00e7os abertos. Meus filhos encontraram outras crian\u00e7as para brincar, e novos amigos nos ofereceram comida e nos deixaram entrar em suas vidas. Fiquei impressionada com o senso de comunidade e proximidade que senti l\u00e1 e com a rapidez com que esse novo c\u00edrculo de amigos se abriu para n\u00f3s. Naquele dia, sa\u00ed da Encircle, n\u00e3o como a resgatadora que eu imaginava ser, mas como a resgatada.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m aprendi essa mesma li\u00e7\u00e3o quando viajei para Dilley pela primeira vez. Naquele ver\u00e3o de 2016, embarquei em um avi\u00e3o para o Texas com a inten\u00e7\u00e3o de ajudar \u2014 e at\u00e9 mesmo resgatar \u2014 as mulheres e crian\u00e7as detidas l\u00e1. Mas eu n\u00e3o esperava aprender tanto sobre o esp\u00edrito humano, sobre resili\u00eancia e coragem, em minhas intera\u00e7\u00f5es com essas mulheres. Eu esperava encontrar esp\u00edritos quebrantados e almas desesperadas. Em vez disso, muitas vezes encontrei gra\u00e7a e uma f\u00e9 inabal\u00e1vel que me inspirou. O curso de minha vida mudou por causa de minhas intera\u00e7\u00f5es com essas mulheres, e sou grata a elas por isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Os alunos que se voluntariaram em Dilley aprenderam li\u00e7\u00f5es semelhantes. Eli Pratt, um ex-aluno meu, tamb\u00e9m se lembra de ter aprendido essa li\u00e7\u00e3o. Ele me contou sobre uma mulher que conheceu em Dilley. Aquela mulher havia suportado viol\u00eancia sexual, viol\u00eancia de fac\u00e7\u00f5es criminosas e abandono em todos os momentos de sua vida. Foi s\u00f3 quando membros de uma fac\u00e7\u00e3o criminosa amea\u00e7aram seu filho que ela saiu de seu pa\u00eds. Eli disse:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ela ficou arrasada de muitas maneiras. Ela tinha todos os motivos para desistir. Mas l\u00e1 estava ela, prosseguindo com firmeza, fazendo o melhor que podia para si mesma e para seu filho (&#8230;). Ela me ensinou que as pessoas t\u00eam uma capacidade extraordin\u00e1ria de vencer desafios, mais do que queremos descobrir.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Lauren Simpson, outra ex-aluna, teve uma experi\u00eancia semelhante. Ela descreveu sua percep\u00e7\u00e3o de que as mulheres de Dilley poderiam ser exemplos para ela:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Aqui estavam essas mulheres, muitas vezes v\u00e1rios anos mais jovens do que eu, criando filhos com tanta coragem e gra\u00e7a em meio ao perigo e \u00e0 viol\u00eancia. Elas tinham uma for\u00e7a e uma tristeza que eu n\u00e3o conseguia tocar. Foi humilde testemunhar, e isso me fez perceber que suas experi\u00eancias de vida lhes deram um conhecimento que eu n\u00e3o possu\u00eda. Isso me fez sentir que (&#8230;) havia coisas que elas poderiam me ensinar por meio de seus exemplos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-vai-e-faze-da-mesma-maneira\">Vai, e faze da mesma maneira<\/h2>\n\n\n\n<p>Suponho que eu n\u00e3o deveria ter ficado surpresa com o fato de que o contato com pessoas diferentes de mim enriqueceria minha vida e a moldaria para melhor. Afinal, esta \u00e9 minha hist\u00f3ria de origem. Sou filha de duas culturas diferentes, dois idiomas e dois continentes. Sempre encontrei bons samaritanos em ambos lados de todo tipo de fronteira que cruzei. Eles se tornaram meus vizinhos, n\u00e3o porque nossos caminhos se cruzaram por coincid\u00eancia, mas porque se esfor\u00e7aram para me procurar e estender a m\u00e3o. Eles se aproximaram de mim apesar das diferen\u00e7as que nos separavam, doaram de si mesmos para me ajudar e permitiram que eu lhes oferecesse uma parte de mim mesma.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, minhas duas irm\u00e3s mais novas e eu viajamos para a Venezuela para estar com nosso pai enquanto ele passava por uma opera\u00e7\u00e3o. Felizmente, sua cirurgia correu bem. Est\u00e1vamos juntos em um avi\u00e3o cruzando o Caribe a caminho da Venezuela, assim como t\u00ednhamos feito in\u00fameras vezes durante nossa inf\u00e2ncia, mas desta vez n\u00e3o t\u00ednhamos certeza do que poder\u00edamos encontrar na Venezuela. Fazia dez anos que n\u00e3o ia para a Venezuela. A Venezuela est\u00e1 em meio a um colapso econ\u00f4mico que resultou na maior taxa de infla\u00e7\u00e3o do mundo, na escassez de alimentos e rem\u00e9dios e em uma migra\u00e7\u00e3o em massa para fora do pa\u00eds. Os venezuelanos se estabeleceram nos Estados Unidos, na Col\u00f4mbia, no Panam\u00e1, no Chile, na Espanha e em muitos outros cantos do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi surreal encontrar o pa\u00eds de minha inf\u00e2ncia em um estado degradante e deca\u00eddo e pensar nas centenas de milhares de venezuelanos que n\u00e3o tinham nenhuma escolha a n\u00e3o ser deixar tudo para tr\u00e1s.<sup>7<\/sup> Pensei em meus pr\u00f3prios amigos e familiares que est\u00e3o come\u00e7ando a vida de novo em outro lugar. Espero que tenham a mesma sorte que meu pai teve quando ele veio para a BYU. Espero que eles encontrem bons samaritanos onde quer que estejam e que eles, por sua vez, sejam bons samaritanos em seus novos pa\u00edses. Espero que eles encontrem outros viajantes nesta vida que entendam que estamos aqui para amar uns aos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora \u00e0s vezes seja complicado na pr\u00e1tica, o conceito de amar o pr\u00f3ximo \u00e9 muito simples. Meu filho instintivamente compreendeu esse princ\u00edpio e me ensinou quando ele tinha apenas cinco anos de idade. Certa noite, meu marido e eu colocamos nossos dois filhos mais velhos nas cadeirinhas do carro para fazer algumas tarefas. T\u00ednhamos acabado de comprar uma minivan. Essa compra foi a \u00faltima etapa de nossa conformidade \u00e0 paternidade suburbana. Esper\u00e1vamos que uma minivan colocasse um pouco de dist\u00e2ncia entre as duas crian\u00e7as barulhentas no fundo do carro e n\u00f3s, dois pais exaustos, quando est\u00e1vamos dirigindo. Aqueles que t\u00eam filhos ter\u00e3o empatia pelo desejo de ter um pouco de paz e sil\u00eancio ao dirigir.<\/p>\n\n\n\n<p>As crian\u00e7as estavam reclamando de algo que ningu\u00e9m se lembra agora. No desespero, meu marido virou-se de costas e suplicou: &#8220;Podemos, por favor, ter um pouco de paz e sil\u00eancio? S\u00f3 por um momento?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Meu filho, Alex, que tinha cinco anos, olhou para n\u00f3s, sinceramente confuso com o que ele considerava um pedido dif\u00edcil. Seus olhos se encheram de l\u00e1grimas e ele exclamou: &#8220;Mas, pai, estamos aqui para amar voc\u00ea!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Alex tinha raz\u00e3o. Estamos aqui para amar voc\u00eas. Estamos aqui para amar nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s, tanto amigos quanto estranhos. Foi isso que o bom samaritano fez, e o Salvador nos pede que vamos e fa\u00e7amos da mesma maneira.<\/p>\n\n\n\n<p>Creio na mensagem de amor de Cristo e em seu poder de transformar vidas. O amor transformou a minha, e oro sinceramente para que ele transforme a sua. Digo essas coisas em nome de Jesus Cristo. Am\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a9 Brigham Young University. 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