{"id":855,"date":"2024-08-30T06:00:00","date_gmt":"2024-08-30T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/?post_type=speech&#038;p=855"},"modified":"2024-07-10T16:55:16","modified_gmt":"2024-07-10T16:55:16","slug":"por-que-existem-montanha","status":"publish","type":"speech","link":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/michael-a-dunn\/por-que-existem-montanha\/","title":{"rendered":"Por que existem montanhas?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><strong><em>Pretendemos modificar a tradu\u00e7\u00e3o se for necess\u00e1rio. Para dar sugest\u00f5es, envie um e-mail para: speeches.por@byu.edu<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Bom dia, queridos alunos, professores e colegas da BYU. Uma sauda\u00e7\u00e3o especial tamb\u00e9m para o p\u00fablico de televis\u00e3o e r\u00e1dio em todo o pa\u00eds assistindo pela BYUtv e pela BYUradio. Em nome de toda a nossa equipe por tr\u00e1s das c\u00e2meras e dos microfones da BYU Broadcasting, gostaria de dizer, em primeiro lugar, o quanto nos agrada transmitir esses devocionais inspiradores para voc\u00eas todas as semanas. Tamb\u00e9m gostaria de dizer com a mesma certeza \u2014 e em nome de um membro da nossa equipe que est\u00e1 justificadamente apavorado hoje \u2014 que \u00e9 muito mais agrad\u00e1vel estar por tr\u00e1s dessas c\u00e2meras e microfones do que na frente deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sei que voc\u00eas vieram aqui neste belo dia de outubro esperando um devocional. Em vez disso, quero convid\u00e1-los a fazer uma caminhada comigo \u2014 bem, na verdade, ser\u00e1 uma escalada. E se as alturas os incomodam, n\u00e3o se preocupem. Como algu\u00e9m que tem medo de altura, prometo que seremos cautelosos. Voc\u00eas devem saber que eu concordo plenamente com os sentimentos de Mark Twain, que certa vez comentou:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Provavelmente n\u00e3o h\u00e1 prazer igual ao prazer de escalar uma montanha perigosa, mas \u00e9 um prazer que se limita exclusivamente \u00e0s pessoas que conseguem encontrar prazer em faz\u00ea-lo.<\/em><sup>1<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Bem, a despeito de meu medo, meu objetivo hoje \u00e9 convenc\u00ea-los de que, por mais rochoso que seja o caminho \u00e0 frente ou por mais distante que pare\u00e7a o cume, seus esfor\u00e7os valem a pena. Quero simplesmente incentiv\u00e1-los a seguirem em frente e para cima em sua jornada, pois prometo-lhes que, onde quer que estejam no caminho, o que os aguarda \u00e9, nas palavras de Joseph Smith, uma vista que \u00e9 &#8220;indescritivelmente gloriosa&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/pgp\/js-h\/1?lang=por&amp;id=32\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">JS\u2014H&nbsp;1:32<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-uma-licao-da-montanha-do-y\">Uma li\u00e7\u00e3o da Montanha do Y<\/h2>\n\n\n\n<p>Por falar em vistas incr\u00edveis, a leste de n\u00f3s, no sop\u00e9 da Cordilheira Wasatch, h\u00e1 uma montanha impressionante conhecida como <em>Y Mountain<\/em>, ou Montanha do Y. Chama-se Montanha do Y por causa do<em> Y<\/em> de 115 metros de altura por 40 metros de largura que est\u00e1 pintado nela. Essa gigantesca letra anuncia ao mundo que, em sua base, est\u00e1 localizado o campus da Universidade Brigham Young.<\/p>\n\n\n\n<p>Parece-me que foi uma boa ideia eles optarem por construir apenas uma letra na Montanha do Y. No entanto, pintar apenas uma letra na montanha n\u00e3o era o plano original. Em abril de 1906, o objetivo era colocar a letra <em>B, <\/em>a letra <em>Y <\/em>e a letra<em> U<\/em> na montanha. Por\u00e9m, depois de um grupo de alunos do Ensino M\u00e9dio e da universidade trabalharem incessantemente por seis horas, passando balde ap\u00f3s balde de tinta branca montanha acima, eles s\u00f3 conseguiram completar a letra <em>Y<\/em>. Por causa de uma s\u00e1bia reconsidera\u00e7\u00e3o, foi decidido que s\u00f3 uma letra seria suficiente.<sup>2<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Bem, com sua permiss\u00e3o hoje \u2014 mas sem a do Presidente Worthen ou do Servi\u00e7o Florestal dos Estados Unidos \u2014 decidi n\u00e3o apenas reformar a \u00fanica letra na Montanha do Y, mas tamb\u00e9m renomear a montanha, porque acredito que h\u00e1 um argumento para mudar o nome para que transmita uma mensagem um pouco mais ret\u00f3rica e profunda: &#8220;Por que existem montanhas?&#8221; [Nota do tradutor: Em ingl\u00eas, a letra Y tem o mesmo som que a palavra: \u201cwhy\u201d (por que) pronunciada \u201cuai\u201d.] [Foi exibida uma foto modificada da Montanha do Y com a frase &#8220;Por que existem montanhas?&#8221;<em>&nbsp;<\/em>escrita em gigantescas letras no lugar do <em>Y<\/em>.]<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tenham sido necess\u00e1rias centenas de milhares de baldes de pixels brancos para realizar esse ato audacioso, tomei essa liberdade na esperan\u00e7a de que, toda vez que voc\u00eas caminharem ou at\u00e9 olharem para a Montanha do Y \u2014 ou na pr\u00f3xima vez que enfrentarem um desafio montanhoso \u2014 voc\u00eas simplesmente reflitam sobre essa pergunta aben\u00e7oada: &#8220;Por que existem montanhas?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Por que temos montanhas? E por que somos t\u00e3o compelidos a escalar e sub\u00ed-las at\u00e9 ao cume? Ser\u00e1 simplesmente &#8220;porque [elas est\u00e3o] l\u00e1&#8221;, como sugeriu concisamente e vigorosamente o alpinista George Leigh Mallory?<sup>3<\/sup> Ou h\u00e1 prop\u00f3sitos mais grandiosos, mais elevados e at\u00e9 divinos nesses pin\u00e1culos?<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o princ\u00edpio, uma das raz\u00f5es pelas quais n\u00e3o apenas admiramos as montanhas, mas nos sentimos t\u00e3o compelidos a escal\u00e1-las e conquist\u00e1-las, \u00e9 a verdade b\u00e1sica e fundamental de que, como seres que progridem eternamente, temos a predisposi\u00e7\u00e3o de enfrentar desafios. Esse fato \u00e9 um dos pilares essenciais do plano de felicidade de Deus. Ent\u00e3o, voc\u00eas e eu fomos divinamente criados e arquitetados para sermos din\u00e2micos e n\u00e3o est\u00e1ticos. Estar em movimento \u00e9 um requisito para progredir. Assim, ansiamos instintivamente por cumes sagrados \u2014 como o templo, a confer\u00eancia geral ou aquele cume dos cumes, o c\u00e9u. Portanto, mesmo as jornadas dif\u00edceis, \u00edngremes e acidentadas \u2014 como a vida, por exemplo \u2014 n\u00e3o podem deixar de fomentar e desenvolver nosso progresso, bem como um subproduto inestim\u00e1vel desse esfor\u00e7o: a f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contrapartida, viagens limitadas a estradas planas ou ligeiramente inclinadas impedem nosso progresso e podem at\u00e9 mesmo fomentar a pregui\u00e7a. Lembrem-se da forte advert\u00eancia de Alma sobre a pregui\u00e7a e a indol\u00eancia causadas por estradas planas quando disse: &#8220;Oh, meu filho, n\u00e3o sejamos negligentes por ser f\u00e1cil o caminho&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/bofm\/alma\/37?lang=por&amp;id=46\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Alma 37:46<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, considerem as montanhas \u2014 e o desafio inerente que elas representam \u2014 como algo que faz bem para nossa alma. Aprender a superar e lidar com as coisas que consideramos dif\u00edceis nos melhora e nos aprimora. Isso inclui muitos dos cumes da vida, como a formatura, a miss\u00e3o e, sim, relacionamentos emergentes que est\u00e3o tentando florescer e se tornar eternos. Essa infinidade de etapas essenciais da vida pode facilmente ser interpretada como um caminho dif\u00edcil. Mas a verdade \u00e9 que todos os caminhos dif\u00edceis acabam se fundindo com caminhos celestiais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-abracar-os-desafios-da-vida\">Abra\u00e7ar os desafios da vida<\/h2>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, por que existem montanhas? Bem, as montanhas \u2014 como as que nos aguardam nesta grande aventura que chamamos de vida \u2014 nos tentam, nos testam, nos apavoram e nos provam. As montanhas nos desafiam, nos derrubam e \u00e0s vezes podem at\u00e9 nos deixar imobilizados e desesperados. Ao mesmo tempo, elas estimulam nossa alma, nos inspiram e t\u00eam uma capacidade transformadora de reacender nossa esperan\u00e7a, fortalecer nossa determina\u00e7\u00e3o e aprimorar nossa f\u00e9, um passo corajoso de cada vez. Isso exige uma capacidade nunca antes imaginada de nos levarmos a alturas impens\u00e1veis, pois \u00e9 somente ultrapassando nossos limites que descobrimos o quanto somos ilimitados. \u00c9 somente ent\u00e3o \u2014 quando nos esfor\u00e7amos al\u00e9m daquilo que ach\u00e1vamos poss\u00edvel \u2014 que descobrimos em n\u00f3s mesmos a coragem, a for\u00e7a e a f\u00e9 para continuar a jornada. Como disse o alpinista australiano Greg Child: &#8220;Em algum lugar entre o in\u00edcio da escalada e o cume est\u00e1 a resposta para o mist\u00e9rio de por que escalamos&#8221;.<sup>4<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>E como se a escalada em si n\u00e3o fosse dif\u00edcil o suficiente, um desafio comum de qualquer viagem a grandes altitudes \u00e9 que geralmente h\u00e1 algum tipo de obst\u00e1culo inconveniente que inevitavelmente aparece no meio do caminho. Na maioria das vezes, isso acontece em momentos inoportunos e inesperados. E independentemente do tamanho ou da forma, as obstru\u00e7\u00f5es imprevistas podem desanimar, desviar e at\u00e9 travar o indiv\u00edduo mais forte e determinado.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses s\u00e3o os momentos em que alguns podem se perguntar, justificadamente: &#8220;Ser\u00e1 que isso realmente vale a pena?&#8221; ou &#8220;N\u00e3o vejo nenhuma maneira de contornar isso&#8221;. A tais pessoas, eu respondo sem hesita\u00e7\u00e3o: &#8220;Sim, vale a pena. Vale muito a pena. E sim, voc\u00ea vai conseguir \u2014 se voc\u00ea se comprometer&#8221;. Prosseguir \u00e9 simplesmente uma quest\u00e3o de aceitar e abra\u00e7ar a realidade doutrin\u00e1ria de que os obst\u00e1culos s\u00e3o uma caracter\u00edstica essencial e valiosa do plano de salva\u00e7\u00e3o e do caminho da alegria, e que o caminho do conv\u00eanio n\u00e3o \u00e9 apenas muitas vezes \u00edngreme, mas tamb\u00e9m repleto desses obst\u00e1culos e contratempos perturbadores do in\u00edcio at\u00e9 o fim.<\/p>\n\n\n\n<p>O Presidente Dallin H. Oaks afirmou que resolver problemas \u00e9 uma parte inerente do plano:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Todos n\u00f3s enfrentamos obst\u00e1culos. Todos temos desafios. Todos trilhamos caminhos que nos conduzem a alturas que achamos que n\u00e3o podemos subir. Em algum momento, todos nos encontramos ao p\u00e9 de penhascos que achamos que n\u00e3o podemos escalar.<\/em><sup>5<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Observem que o Presidente Oaks se referiu a &#8220;penhascos que<em> achamos <\/em>que n\u00e3o podemos escalar&#8221;. Com frequ\u00eancia, nossa percep\u00e7\u00e3o do que achamos que podemos ou n\u00e3o fazer \u00e9 muito diferente da realidade do que podemos ou n\u00e3o fazer. Acredito que somos mais limitados por nosso desejo do que por nossa capacidade. H\u00e1 um ditado em ingl\u00eas que capta perfeitamente o fen\u00f4meno que ocorre quando algu\u00e9m como eu d\u00e1 muita import\u00e2ncia a um obst\u00e1culo que, na verdade, \u00e9 bem pequeno. Esse ditado \u00e9: <em>To make a mountain out of a molehill<\/em>, que significa &#8220;Fazer tempestade em copo d\u2019\u00e1gua&#8221;, ou, em tradu\u00e7\u00e3o literal, &#8220;Fazer uma montanha de um montinho de terra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem d\u00favida, h\u00e1 problemas f\u00edsicos, emocionais e espirituais muito reais, escuros, cr\u00f4nicos e graves que muitas pessoas infelizmente enfrentam. N\u00e3o pretendo, nem por um momento, minimizar ou desprezar os in\u00fameros problemas complexos que muitas pessoas \u2014 inclusive alguns de voc\u00eas aqui hoje \u2014 enfrentam diariamente. Mas o que descobri ao analisar minhas dificuldades pessoais \u00e9 que a realidade \u00e9 que a maioria desses problemas realmente s\u00e3o mais como montinhos de terra do que Montes Everest.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00c9lder Horacio A. Tenorio, setenta autoridade geral, ofereceu uma perspectiva interessante sobre esses obst\u00e1culos e falou sobre as caracter\u00edsticas not\u00e1veis que surgem dentro de n\u00f3s quando encontramos a firmeza e a coragem para superar esses impedimentos. Ele disse:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Problemas constituem uma parte importante de nossa vida. Eles s\u00e3o colocados em nosso caminho para que os superemos, n\u00e3o para que sejamos superados por eles. Devemos domin\u00e1-los, n\u00e3o permitir que eles nos dominem. Toda vez que superamos um desafio, crescemos em experi\u00eancia, em autoconfian\u00e7a e na f\u00e9.<\/em><sup>6<\/sup><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-subir-ao-cume-do-meu-monte-everest\">Subir ao cume do meu Monte Everest<\/h2>\n\n\n\n<p>Em um ver\u00e3o, h\u00e1 quase 25 anos, aprendi essa li\u00e7\u00e3o em primeira m\u00e3o quando minha esposa, Linda, que adora aventuras, de alguma forma convenceu a mim \u2014 seu marido &#8220;medroso&#8221; \u2014 e a um pequeno grupo de amigos que dev\u00edamos nos juntar a ela para fazer algo que ela sonhava em fazer desde pequena. Era chegar ao topo de um pico de 4.199 metros no estado de Wyoming, EUA, conhecido como o <em>Grand Teton<\/em>. E, embora fosse o maior sonho dela, foi meu maior pesadelo! Meus sentimentos naquela \u00e9poca foram expressos muito bem pelo comediante George Carlin, que disse certa vez: &#8220;N\u00e3o tenho medo de altura. Tenho, contudo, medo de <em>cair <\/em>das alturas&#8221;.<sup>7<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 verdade que, por mais acidentada e intimidadora que a Cordilheira Teton pare\u00e7a, ela \u00e9 realmente um dos panoramas montanhosos mais deslumbrantes do mundo, ideal para um cart\u00e3o postal \u2014 especialmente (achei eu) quando vista com seguran\u00e7a do fundo do vale!<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o foram essas montanhas e seus cumes de tirar o f\u00f4lego que me apavoravam. Em vez disso, foi o momento (do qual me lembrarei para sempre) em nossa aula preparat\u00f3ria de alpinismo, quando fiquei sabendo pela primeira vez de um obst\u00e1culo lend\u00e1rio que ir\u00edamos enfrentar na rota para o topo do <em>Grand Teton<\/em>. Na verdade, era apenas uma simples sali\u00eancia rochosa, mas desde o momento em que ouvi falar dela, comecei a ficar nervoso.<\/p>\n\n\n\n<p>Brad Wieners, em um artigo que escreveu para a <em>Sports Illustrated<\/em> sobre escalar o <em>Grand Teton<\/em> \u2014 que, a prop\u00f3sito, n\u00e3o diminuiu muito minha ansiedade com o t\u00edtulo &#8220;Contagem regressiva para a trag\u00e9dia&#8221; \u2014 destacou os principais obst\u00e1culos dessa montanha ic\u00f4nica:<\/p>\n\n\n\n<p><em>O verdadeiro desafio de escalar o Grand Teton n\u00e3o \u00e9 manobrar na rocha, &#8220;\u00e9 estar exposto&#8221; \u2014 ou seja, exposto a quedas alt\u00edssimas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(&#8230;) Desde que esteja em forma, voc\u00ea pode lidar com o esfor\u00e7o f\u00edsico de chegar ao cume da montanha, mas voc\u00ea ter\u00e1 que<\/em> [criar] <em>coragem para enfrentar obst\u00e1culos como (&#8230;) um grande bloco de rocha em uma borda que exige que ou voc\u00ea passe por cima do bloco, ou o contorne, passando sobre um abismo profundo. \u00c9 aterrorizante ou emocionante \u2014 ou ambos.<\/em><sup>8<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Para mim, n\u00e3o houve discuss\u00e3o \u2014 foi aterrorizante! E que grande ironia que, em uma escalada que levaria dois dias e na qual ir\u00edamos subir milhares de metros verticais, a parte mais assustadora para mim seria apenas um pequeno &#8220;passo&#8221; no meio da subida.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse passo \u2014 oficialmente chamado de <em>Wall Street Step Across <\/em>[Travessia de Um Passo Wall Street] \u2014 n\u00e3o passa de um metro de largura. Faz parte da lend\u00e1ria se\u00e7\u00e3o de <em>Wall Street<\/em> na rota <em>Exum<\/em>, e marca o in\u00edcio da parte realmente s\u00e9ria da subida do <em>Grand Teton<\/em>. Voc\u00ea come\u00e7a subindo por uma sali\u00eancia muito confort\u00e1vel de 4,5 metros de largura. Mas, \u00e0 medida que voc\u00ea avan\u00e7a cuidadosamente ao longo dessa rampa (muitas vezes quando est\u00e1 escuro), ela come\u00e7a a inclinar-se para fora de forma lenta, por\u00e9m dram\u00e1tica, enquanto se reduz a uma largura de um metro em uma extremidade abrupta da borda.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, h\u00e1 uma fenda na rocha e um abismo, como foi mencionado no artigo da <em>Sports Illustrated<\/em>. Do outro lado dessa fenda de menos de um metro, h\u00e1 um afloramento de rocha que forma uma esquina que n\u00e3o permite que o alpinista veja o pr\u00f3ximo passo. Para continuar, \u00e9 preciso que ele d\u00ea um passo \u00e0s cegas contornando essa esquina, onde \u2014 se nada der errado \u2014 o alpinista coloca o p\u00e9 no outro lado da borda. Voc\u00eas ouviram certo \u2014 n\u00e3o se pode ver onde deve pisar. E se um passo \u00e0s cegas n\u00e3o fosse assustador o suficiente, \u00e9 tamb\u00e9m necess\u00e1rio atravessar a fenda com nada mais do que 450 metros de ar muito fino e congelante por baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante toda a longa caminhada at\u00e9 o acampamento base no dia anterior, fiquei agoniado com esse pequeno problema com que ia me deparar. Naquela noite, foi dif\u00edcil comer. E minha ansiedade incessante por esse simples passo n\u00e3o me deixou dormir a noite inteira antes da tentativa de chegar ao cume.<\/p>\n\n\n\n<p>Em retrospecto, n\u00e3o \u00e9 que eu fosse incapaz de dar o passo; foi um movimento muito simples. Para mim \u2014 e para qualquer um de voc\u00eas \u2014 um passo desse tipo em qualquer outra situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o teria sido nada demais. Refletindo sobre isso mais tarde, n\u00e3o \u00e9 que eu n\u00e3o pudesse faz\u00ea-lo \u2014 eu simplesmente n\u00e3o tinha coragem de vencer esse medo espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 o interessante do medo: Ele pode nos congelar. Pode nos paralisar. Pode nos parar bem onde estamos e nos impedir de seguir em frente. Seu peso esmagador sufoca nossa f\u00e9 crescente e, sem essa f\u00e9, n\u00e3o podemos prosseguir.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00c9lder Boyd K. Packer afirmou que a f\u00e9 \u00e9 tanto o farol quanto o propulsor que nos mant\u00e9m em nossa jornada:<\/p>\n\n\n\n<p><em>F\u00e9 para ser f\u00e9 precisa centralizar-se em algo que n\u00e3o seja conhecido. F\u00e9 para ser f\u00e9 precisa ir al\u00e9m daquilo para o qual existem provas confirmadoras. F\u00e9 para ser f\u00e9 precisa entrar no \u00e2mbito do desconhecido. F\u00e9 para ser f\u00e9 precisa caminhar at\u00e9 o limiar da luz e depois dar alguns passos dentro da escurid\u00e3o.<\/em><sup>9<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Como alunos, voc\u00eas podem estar sentindo esse medo sufocante ao enfrentarem o que o falecido ap\u00f3stolo \u00c9lder Robert D. Hales chamou de &#8220;a d\u00e9cada decisiva&#8221;. Resumindo o caminho que est\u00e1 diante de voc\u00eas, o \u00c9lder Hales observou que, nos pr\u00f3ximos dez anos, voc\u00eas devem ir at\u00e9 o limiar da luz e at\u00e9 mesmo alguns passos al\u00e9m dela, ao tomarem as decis\u00f5es mais importantes de sua vida. Essas decis\u00f5es incluem a escola, a miss\u00e3o, o templo, o namoro, o casamento, a carreira e a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e, especialmente, a decis\u00e3o de formar e firmar seu testemunho do evangelho restaurado de Jesus Cristo.<sup>10<\/sup> Considerados todos de uma vez, o grande tamanho e o n\u00famero desses presumidos obst\u00e1culos podem parecer uma verdadeira avalanche vindo em sua dire\u00e7\u00e3o. Esses obst\u00e1culos podem at\u00e9 fazer com que voc\u00eas percam de vista, por um momento, o cume que est\u00e1 al\u00e9m deles. Enfrent\u00e1-los todos de uma vez pode ser avassalador e, \u00e0s vezes, at\u00e9 mesmo debilitante. Alternativamente, as decis\u00f5es podem ser tomadas uma de cada vez, usando uma combina\u00e7\u00e3o de f\u00e9, coragem e o simples ato de dar o primeiro passo \u2014 e depois, o segundo e o terceiro \u2014 at\u00e9 que estejamos caminhando novamente em dire\u00e7\u00e3o ao cume.<\/p>\n\n\n\n<p>Por mais dif\u00edceis que sejam esses primeiros passos, digo-lhes que nada \u00e9 t\u00e3o emocionante quanto simplesmente retomar a jornada. \u00c9 t\u00e3o libertador que neutraliza o medo dentro de n\u00f3s, porque nos leva a realmente nos esfor\u00e7ar para criar a coragem para superar qualquer coisa que esteja em nosso horizonte. Essa coragem \u00e9 o catalisador da f\u00e9, e, como voc\u00eas sabem, a f\u00e9 n\u00e3o pode coexistir com o medo. Mas isso exige um esfor\u00e7o total de sua parte.<\/p>\n\n\n\n<p>O Presidente M. Russell Ballard falou sobre o pre\u00e7o a ser pago quando disse:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Vencer os obst\u00e1culos com que vamos nos defrontar exigir\u00e1 toda nossa for\u00e7a, sabedoria e energia. Tudo isso, por\u00e9m, n\u00e3o ser\u00e1 o bastante. Aprenderemos, como os pioneiros antigos, que \u00e9 unicamente por interm\u00e9dio da f\u00e9 \u2014 f\u00e9 <\/em><strong><em>verdadeira<\/em><\/strong><em>, que vem do \u00e2mago de nossa alma, testada e comprovada \u2014 que encontraremos seguran\u00e7a e teremos confian\u00e7a na caminhada pelos perigosos caminhos da vida.<\/em><sup>11<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Acreditem ou n\u00e3o, de alguma forma encontrei esse tipo de f\u00e9 naquela manh\u00e3 de ver\u00e3o h\u00e1 quase 25 anos. \u00c0 medida que voc\u00eas ponderam sobre sua abordagem para o pr\u00f3ximo passo cr\u00edtico que se aproxima em sua vida, permitam-me dizer-lhes como eu o fiz.<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso experiente guia, Jack, seria o primeiro a dar aquele passo. E assim como havia feito em nossas aulas preparat\u00f3rias de alpinismo para iniciantes e intermedi\u00e1rios, Jack prometeu que nos guiaria e nos mostraria o caminho. No acampamento base, ele me assegurou que tinha plena confian\u00e7a em minha capacidade e que n\u00e3o me deixaria fracassar. Bem, enquanto eu estava ali, agachado e tremendo (n\u00e3o s\u00f3 de frio) contra a borda da rocha, fiquei maravilhado quando ele, com habilidade e confian\u00e7a, atravessou a fenda e contornou a esquina.<\/p>\n\n\n\n<p>Como n\u00e3o ouvi nenhum grito ecoando nas pedras, presumi que ele tinha sobrevivido. Mas ent\u00e3o, fiquei apavorado ao perceber que, como o escalador mais fraco de nosso grupo, eu seria o pr\u00f3ximo. Logo depois de terminar minha mil\u00e9sima ora\u00e7\u00e3o naquela manh\u00e3, vi-me em um momento cr\u00edtico nessa escalada quando ouvi o convite arrepiante vindo de nosso guia invis\u00edvel do outro lado da esquina: &#8220;Suba, Michael&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa era a hora. N\u00e3o havia como voltar atr\u00e1s e n\u00e3o havia nenhuma outra op\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel para evitar o obst\u00e1culo \u2014 embora eu tivesse considerado tudo, inclusive um paraquedas, um helic\u00f3ptero, ou at\u00e9 uma asa delta! Naquele momento, depois de respirar muito profundo e me acalmar, de alguma forma criei coragem suficiente para tomar uma decis\u00e3o muito simples. Eis o que decidi: Em vez de ficar pensando repetidamente no desastre que poderia acontecer, eu iria me concentrar no b\u00e1sico e no exemplo do meu guia. Eu iria confiar em todos os fundamentos que me haviam ensinado na aula de alpinismo. Em outras palavras, eu iria me preocupar apenas com as coisas sobre as quais eu tinha controle.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele mesmo momento, visualizei meu objetivo final. Imaginei-me com as m\u00e3os erguidas em triunfo, chegando orgulhosamente ao cume do Grand Teton, e, ao faz\u00ea-lo, os cen\u00e1rios apocal\u00edpticos que eu havia reproduzido t\u00e3o vividamente em minha cabe\u00e7a muit\u00edssimas vezes nos dias anteriores, rapidamente ficaram em segundo plano. Inesperadamente, fui tomado por uma sensa\u00e7\u00e3o reconfortante de calma e seguran\u00e7a. Essa sensa\u00e7\u00e3o era f\u00e9 \u2014 f\u00e9 suficiente para dissipar o medo e substitu\u00ed-lo pela coragem de que eu precisava.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa infus\u00e3o de f\u00e9 tamb\u00e9m me permitiu focar-me. Mesmo que minhas pernas estivessem tr\u00eamulas, minha f\u00e9 estava s\u00f3lida. Avancei at\u00e9 a borda, me foquei fixamente naquela rocha e me senti mais comprometido e seguro de mim mesmo do que nunca. N\u00e3o olhei para tr\u00e1s e certamente n\u00e3o olhei para baixo. Em vez disso, fiz tudo o que me foi ensinado e que estava sob meu controle, e dei o passo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca houve um sentimento mais glorioso em todo o meu ser \u2014 corpo e alma \u2014 do que quando minha bota de escalada pisou naquela bendita pedra s\u00f3lida do outro lado da esquina. Com um ponto de apoio seguro, pus todo meu peso nesse p\u00e9 e, com confian\u00e7a, me puxei para essa nova etapa. Pelo meu grito triunfante de alegria (mas, para falar a verdade, era mais um grito selvagem), voc\u00eas talvez pensariam que eu tinha acabado de chegar ao topo do Monte Everest, mas, para mim, naquele pequeno momento de vit\u00f3ria, foi isso mesmo que eu fiz! Eu tinha figurativamente e literalmente atingido um novo patamar. Euf\u00f3rico e confiante, eu gritei para encorajar os que vinham em seguida \u2014 mas tenho certeza que esses alpinistas mais corajosos e habilidosos que me seguiam ficaram chateados com tal incentivo ir\u00f4nico. Repleto de alegria, al\u00edvio e j\u00fabilo, fiz novamente uma ora\u00e7\u00e3o curta, por\u00e9m muito sincera, de agradecimento, e depois ergui os bra\u00e7os para celebrar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, senti outra coisa \u2014 dessa vez, algo f\u00edsico. Mas foi s\u00f3 quando fiz aquele movimento para cima com os bra\u00e7os que percebi que havia mais detalhes importantes a respeito da minha travessia bem-sucedida pelo <em>Wall Street Step Across<\/em>. No momento em que levantei os bra\u00e7os, senti o pux\u00e3o da corda, firmemente presa por um n\u00f3 oito amarrado no mosquet\u00e3o em minha cadeirinha de escalada. Olhei para Jack, que me fez um sorriso que dizia: &#8220;Te disse que voc\u00ea ia conseguir&#8221;. Enquanto eu o observava se preparando para dar seguran\u00e7a ao pr\u00f3ximo alpinista de nosso grupo, dei-me conta de que a seguran\u00e7a que Jack me dava havia me mantido firme durante todo o movimento. Na verdade, tenho certeza de que ele me segurou com tanta for\u00e7a que eu poderia ter me jogado naquela fenda de <em>Wall Street<\/em> e ainda assim n\u00e3o ter sofrido um arranh\u00e3o sequer! Mas ele deixou a corda solta o suficiente para que eu o fizesse sozinho. E embora, em minha ansiedade, eu tivesse me esquecido completamente dessa prote\u00e7\u00e3o e n\u00e3o pudesse ver Jack nem sequer senti-lo, ele estava ali para literalmente me salvar da &#8220;queda&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O Senhor promete a voc\u00eas prote\u00e7\u00f5es semelhantes que s\u00e3o ainda mais s\u00f3lidas e seguras do que at\u00e9 mesmo a corda de escalada mais forte. Nosso Salvador e Guia Experiente prometeu:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>L\u00e1 estarei tamb\u00e9m, pois irei adiante de v\u00f3s. Estarei \u00e0 vossa direita e \u00e0 vossa esquerda e meu Esp\u00edrito estar\u00e1 em vosso cora\u00e7\u00e3o e meus anjos ao vosso redor para vos suster.<\/em>&nbsp;[D&amp;C 84:88]<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-encontrar-fe-e-coragem-para-mover-montanhas\">Encontrar f\u00e9 e coragem para mover montanhas<\/h2>\n\n\n\n<p>Aquele teste simples me deu coragem para prosseguir e enfrentar outros desafios, entre eles, acreditem ou n\u00e3o, um retorno a <em>Wall Street<\/em>. Contra meu bom senso \u2014 mas com minha confian\u00e7a rec\u00e9m-descoberta e o incentivo de Linda \u2014 tornamos a escalada do <em>Grand Teton<\/em> uma tradi\u00e7\u00e3o familiar, um rito de passagem que fizemos com cada um de nossos filhos para comemorar sua formatura no Ensino M\u00e9dio. (Esse foi um momento em que me senti muito grato por ter apenas tr\u00eas filhos!) E mesmo que a altura ainda me d\u00ea calafrio, realmente me tornei mais corajoso e ousado a cada viagem de volta. Minha confian\u00e7a em mim mesma e em meu Deus cresceu exponencialmente. Diz-se que o lend\u00e1rio alpinista Sir Edmund Hillary expressou isso de outra forma: &#8220;N\u00e3o \u00e9 a montanha que conquistamos, mas a n\u00f3s mesmos&#8221;.<sup>12<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>O Dr. Seuss, em seu jeito infinitamente s\u00e1bio e brincalh\u00e3o, tamb\u00e9m atestou a capacidade que voc\u00eas t\u00eam de ser melhores do que sabem, escrevendo:<\/p>\n\n\n\n<p><em>E quando estiver sozinho, \u00e9 muito poss\u00edvel<\/em><em><br><\/em><em>Que voc\u00ea sinta um medo terr\u00edvel.<\/em><em><br><\/em><em>H\u00e1 momentos no caminho, aqui e ali,<\/em><em><br><\/em><em>Que, assustado, voc\u00ea n\u00e3o vai querer seguir.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E olhe bem onde pisa.<\/em><em><br><\/em><em>Lembre que o equil\u00edbrio \u00e9 o segredo da vida.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Voc\u00ea vai conseguir?<\/em><em><br><\/em><em>Claro que vai! Eu jamais duvidaria.<\/em><em><br><\/em><em>(\u00c9, 98,8 por cento de garantia.)<\/em><em><br><\/em><em>Voc\u00ea vai mover montanhas!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Hoje o dia \u00e9 todo seu!<\/em><em><br><\/em><em>Sua montanha n\u00e3o pode esperar.<\/em><em><br><\/em><em>Um, dois, tr\u00eas, e&#8230;&nbsp;<\/em><strong><em>j\u00e1!<\/em><\/strong><sup>13<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Sua montanha de fato n\u00e3o pode esperar e est\u00e1 pronta para ser enfrentada. Ao empreenderem essa jornada, voc\u00eas encontrar\u00e3o for\u00e7a interior que n\u00e3o sabiam que tinham, e far\u00e3o isso combinando o formid\u00e1vel conjunto de coragem e f\u00e9 com as b\u00ean\u00e7\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o prometidas por Deus. A prop\u00f3sito, isso \u00e9 ainda melhor do que o que o Dr. Seuss prometeu, porque \u00e9 100 por cento garantido \u2014 especialmente se vivermos de modo a sermos dignos dessas b\u00ean\u00e7\u00e3os prometidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Presidente Oaks explicou mais sobre como essa f\u00f3rmula funciona quando disse:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Nada \u00e9 imposs\u00edvel para aqueles que guardam os mandamentos de Deus e seguem Suas orienta\u00e7\u00f5es. Mas as b\u00ean\u00e7\u00e3os que nos ajudam a superar os obst\u00e1culos n\u00e3o precedem nossos esfor\u00e7os; elas os seguem (&#8230;).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O que fazemos quando enfrentamos obst\u00e1culos ao cumprirmos responsabilidades justas? Come\u00e7amos a escalar! As b\u00ean\u00e7\u00e3os que resolvem problemas e nos ajudam a superar os obst\u00e1culos v\u00eam para as pessoas que est\u00e3o em movimento.<\/em><sup>14<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Meus queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, pe\u00e7o-lhes hoje que fa\u00e7am a si mesmos apenas uma pergunta: Sua vida est\u00e1 em movimento? E se n\u00e3o estiver, por que n\u00e3o? Quer voc\u00eas estejam correndo alegremente pelo caminho do conv\u00eanio ou simplesmente engatinhando por ele, isso realmente n\u00e3o importa. O que importa \u00e9 estar em movimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao enfrentarem a estrada \u00e1rdua e \u00edngreme \u00e0 frente, lembrem-se de que n\u00e3o est\u00e3o sozinhos. Todos enfrentamos prova\u00e7\u00f5es diferentes, por\u00e9m semelhantes. Como lembrete disso, ao olharem periodicamente para a Montanha do Y, por favor, perguntem-se: &#8220;Por que existem montanhas?&#8221; Minha ora\u00e7\u00e3o \u00e9 que voc\u00eas se lembrem de que elas n\u00e3o existem para nos confundir, mas, sim, para nos aben\u00e7oar.<\/p>\n\n\n\n<p>Que tamb\u00e9m nos lembremos do exemplo incompar\u00e1vel de nosso guia, Jesus Cristo, que foi \u00e0 frente e nos mostrou o caminho mais perfeito. Quando chegar a sua vez e Jesus lhes chamar para escalar, oro para que voc\u00eas possam ter a coragem e a f\u00e9 para faz\u00ea-lo por conta pr\u00f3pria, mas, ao mesmo tempo, com plena confian\u00e7a na certeza absoluta da seguran\u00e7a celestial que Deus lhes d\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, lembrem-se de que \u00e9 prov\u00e1vel que voc\u00eas enfrentem montanhas de d\u00favida, e tamb\u00e9m \u00e9 prov\u00e1vel que tenham f\u00e9 suficiente para mover montanhas \u2014 \u00e0s vezes at\u00e9 ter\u00e3o ambas as experi\u00eancias no mesmo dia! Mas oro para que voc\u00eas tenham a perspectiva e a for\u00e7a, ao se depararem com impedimentos, sejam montanhas ou montinhos de terra, para que os vejam como oportunidades enviadas pelo c\u00e9u, para que os aceitem e aproveitem, buscando os cumes que oferecem vistas &#8220;indescritivelmente gloriosas&#8221; e para que declarem com coragem e confian\u00e7a, como Calebe nas escrituras: &#8220;[Senhor,] d\u00e1-me este monte&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/ot\/josh\/14?lang=por&amp;id=12\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Josu\u00e9 14:12<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Em nome de Jesus Cristo. Am\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a9 Brigham Young University. Todos os direitos reservados.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"template":"","tags":[],"class_list":["post-855","speech","type-speech","status-publish","hentry","event_type-devocional","podcast-byu-speeches-portugues","speaker-michael-a-dunn","topic-adversidade","topic-vida"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Por que existem montanhas? | BYU Speeches Portugu\u00eas<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Todos enfrentamos prova\u00e7\u00f5es diferentes. 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