{"id":921,"date":"2024-09-13T06:00:00","date_gmt":"2024-09-13T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/?post_type=speech&#038;p=921"},"modified":"2024-09-30T20:25:55","modified_gmt":"2024-09-30T20:25:55","slug":"criados-para-relacionamentos-por-convenio","status":"publish","type":"speech","link":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/jenet-j-erickson\/criados-para-relacionamentos-por-convenio\/","title":{"rendered":"Criados para relacionamentos por conv\u00eanio"},"content":{"rendered":"\n<p>Meus irm\u00e3os e irm\u00e3s, sinto-me humildemente grata por estar aqui. Sei que estou em terra santa, durante a hora de devocional que tem sido sagrada ao longo da hist\u00f3ria desta universidade. Mensagens transmitidas deste lugar por l\u00edderes amados, professores e colegas moldaram minha vida. At\u00e9 hoje, me lembro exatamente onde me sentei durante algumas dessas mensagens significativas, come\u00e7ando h\u00e1 trinta anos. Oro para que a continua\u00e7\u00e3o desse sagrado dom de ilumina\u00e7\u00e3o por meio de Seu Esp\u00edrito esteja conosco hoje.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-evidencias-das-ciencias-sociais-para-nossa-natureza-relacional\"><strong>Evid\u00eancias das <\/strong>ci\u00eancias sociais para nossa natureza relacional<\/h2>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estudar a fam\u00edlia me levou aos relacionamentos mais profundos, dependentes e vulner\u00e1veis de nossas vidas \u2014 e isso me trouxe a uma verdade poderosa. Embora nossa cultura nos diga o contr\u00e1rio, n\u00e3o somos criados para uma autonomia de realiza\u00e7\u00e3o pessoal e busca de prazeres. Somos seres profundamente relacionais, criados n\u00e3o para a independ\u00eancia, mas para a depend\u00eancia e conex\u00e3o profunda. O casamento e a vida familiar fornecem um contexto poderoso para vivenciarmos essa verdade. Mas eles n\u00e3o s\u00e3o apenas o meio para um fim. O amor e pertencimento familiar s\u00e3o o fim.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quando comecei a estudar, maravilhei-me ao aprender sobre o papel fundamental do casamento em unir o homem e a mulher, os poderes de procria\u00e7\u00e3o e a vulnerabilidade da nova vida. Passei a entender o que o professor da Universidade da Virg\u00ednia, W. Bradford Wilcox, quis dizer sobre o casamento quando falou que &#8220;nenhuma outra institui\u00e7\u00e3o conecta de forma confi\u00e1vel um pai e uma m\u00e3e, seu dinheiro, talento e tempo&#8221;,<sup>1<\/sup> para criar o ambiente do qual as crian\u00e7as dependem que seja seguro e est\u00e1vel com cuidadores amorosos. Observei como o casamento saud\u00e1vel beneficia o homem e a mulher, aumentando sua felicidade, sua sa\u00fade mental e f\u00edsica, seu senso de estabilidade e seu investimento no futuro.<sup>2<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tamb\u00e9m testemunhei a influ\u00eancia significativa dos filhos, refletindo sobre a conclus\u00e3o do soci\u00f3logo da Universidade de Harvard, Carle C. Zimmerman, que \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o de uma sociedade para a educa\u00e7\u00e3o dos filhos que define o &#8220;auge da criatividade e do progresso [dessa civiliza\u00e7\u00e3o]&#8221;.<sup>3<\/sup> Foi o colega de Carle Zimmerman, Pitirim A. Sorokin, quem concluiu que &#8220;o cultivo do amor m\u00fatuo e a tarefa de educar seus filhos estimulam os casais a liberarem e desenvolverem seus melhores impulsos criativos&#8221;.<sup>4<\/sup> Essa conclus\u00e3o nos d\u00e1 uma vis\u00e3o do estudo inovador de Kathryn J. Edin sobre a vida das mulheres pobres nas periferias da Filad\u00e9lfia, onde, em um ambiente de pobreza, abuso, uso de drogas, encarceramento e traumas relacionais e com o casamento longe de ser uma realidade, as m\u00e3es solteiras sentem que seus beb\u00eas as resgataram e as trouxeram estabilidade, um lugar no mundo, e um prop\u00f3sito para suas vidas.<sup>5<\/sup> Em seu trabalho posterior, a Dra. Edin descobriu que os filhos tinham a mesma influ\u00eancia sobre os pais solteiros.<sup>6<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fico maravilhada ao aprender sobre a complementaridade de m\u00e3es e pais na forma\u00e7\u00e3o do desenvolvimento dos filhos. A m\u00e3e \u00e9 preparada por natureza para estabelecer um v\u00ednculo por meio do qual possa ocorrer a comunica\u00e7\u00e3o emocional, que \u00e9 essencial para o desenvolvimento da crian\u00e7a. Seu beb\u00ea tamb\u00e9m est\u00e1 preparado para criar la\u00e7os com ela, j\u00e1 conhecendo seu cheiro, sua voz e seu rosto. Esse relacionamento not\u00e1vel parece moldar alicerces de identidade, sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar e compreens\u00e3o emocional.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; De forma complementar, a rela\u00e7\u00e3o do pai com o filho parece moldar sua capacidade de se relacionar, ter realiza\u00e7\u00f5es, compreender limites, e controlar suas emo\u00e7\u00f5es. A proximidade de um pai oferece \u00e0 filha uma experi\u00eancia profunda de como \u00e9 o amor protetor masculino, fortalecendo sua capacidade de tomar decis\u00f5es sexuais s\u00e1bias. Sua proximidade com o filho oferece uma experi\u00eancia com masculinidade que \u00e9 protetora e acolhedora, n\u00e3o impulsionada por agressividade, for\u00e7a f\u00edsica ou inclina\u00e7\u00f5es sexuais.<sup>7<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Senti a dor de ver o que acontece quando homens, mulheres, e crian\u00e7as s\u00e3o separados e a uni\u00e3o sexual \u00e9 desfeita. Talvez a verdade n\u00e3o seja captada de maneira mais eloquente do que nas palavras do \u00c9lder Jeffrey R. Holland deste mesmo lugar:<\/p>\n\n\n\n<p>[A uni\u00e3o sexual de]&nbsp;<em>um homem e uma mulher \u00e9 \u2013 ou certamente foi ordenada para ser \u2013 um s\u00edmbolo de uni\u00e3o total: uni\u00e3o de seus cora\u00e7\u00f5es, suas esperan\u00e7as, suas vidas, seu amor, sua fam\u00edlia, seu futuro, seu tudo.<\/em><sup>8<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vimos os efeitos psicol\u00f3gicos prejudiciais da uni\u00e3o sexual, compartilhando uma parte sem o todo, e depois rompendo o que deveria ser uma obriga\u00e7\u00e3o total. Testemunhamos a dor do envolvimento sexual sem comprometimento \u00e0 medida que as pessoas se tornam objetos de prazer sexual. Vemos o que isso fez com a sexualiza\u00e7\u00e3o das mulheres<sup>9<\/sup> e o enfraquecimento dos homens.<sup>10<\/sup> E vemos o que essa fragmenta\u00e7\u00e3o significou para os filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A uni\u00e3o sexual \u00e9 projetada para criar e simbolizar uma uni\u00e3o forte o suficiente para que o cora\u00e7\u00e3o de uma crian\u00e7a possa apoiar-se nela. A fragmenta\u00e7\u00e3o do casamento causou um aumento dr\u00e1stico no n\u00famero de filhos nascidos de pais n\u00e3o casados. Embora muitas dessas crian\u00e7as consigam crescer sem problemas s\u00e9rios,<sup>11<\/sup> tamb\u00e9m sabemos, por meio de centenas de estudos, que, em m\u00e9dia, crian\u00e7as nascidas de pais solteiros enfrentam maiores riscos em todos os aspectos do desenvolvimento.<sup>12<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tomar a decis\u00e3o de terminar um relacionamento conjugal abusivo pode ser uma decis\u00e3o corajosa e ben\u00e9fica, tirando os filhos de um ambiente destrutivo. Mas, em geral, a separa\u00e7\u00e3o e o div\u00f3rcio eventual tamb\u00e9m significam um risco maior \u2013 incluindo uma experi\u00eancia de divis\u00e3o interior e, \u00e0s vezes, at\u00e9 mesmo o isolamento para uma crian\u00e7a.<sup>13<\/sup> Afinal, os filhos s\u00e3o a personifica\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o dos pais. Para uma crian\u00e7a, h\u00e1 um anseio pela integridade original de seu ser e pela uni\u00e3o amorosa da m\u00e3e e do pai.<sup>14<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os pais de meu marido se divorciaram quando ele tinha 6 anos. Ele ainda pode descrever o momento em que sua m\u00e3e perguntou: &#8220;Michael, com quem voc\u00ea quer morar?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Seu cora\u00e7\u00e3o de seis anos n\u00e3o foi capaz de responder. Ele cresceu sem f\u00e9 religiosa, mas tinha sentimentos profundos pelo Natal porque naquele dia seus pais se juntavam para tomar caf\u00e9 da manh\u00e3 e abrir presentes, e ele sentia-se completo novamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-somos-seres-relacionais\"><strong>Somos seres relacionais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Testemunhar o potencial de alegria e dor nesses relacionamentos fundamentais foi uma confirma\u00e7\u00e3o para mim que somos seres profundamente relacionais. Nosso arb\u00edtrio individual nos d\u00e1 a responsabilidade e o privil\u00e9gio de nos tornarmos seres capazes de vivenciar as formas mais profundas de conex\u00e3o. N\u00e3o fomos criados para ser indiv\u00edduos aut\u00f4nomos e pessoalmente realizados. Na linguagem refinada do primeiro e grande mandamento, somos todos &#8220;um ser que possui cora\u00e7\u00e3o-alma-mente-for\u00e7a criados para o amor&#8221;.<sup>15<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Viemos a esta Terra para buscar outros e sermos dependentes uns dos outros, e somos programados para reconhecer e responder uns aos outros, &#8220;vivenciando de maneira mais plena quando estamos em relacionamentos de depend\u00eancia e confian\u00e7a m\u00fatua&#8221;.<sup>16<\/sup> A tarefa principal de cada beb\u00ea \u00e9 procurar um rosto \u2013 o rosto que olha para eles, em quem eles fixam seu olhar. \u00c9 ao nos conectarmos com outra pessoa que come\u00e7amos a descobrir quem somos. Esse mesmo beb\u00ea um dia cuidar\u00e1 dos pais idosos, pois h\u00e1 um ciclo profundo de cuidado e depend\u00eancia que continua. Pois \u00e9 ao amar e ser amados que &#8220;somos mais plenos e distintamente n\u00f3s mesmos&#8221;.<sup>17<\/sup> \u00c9 para isso que somos feitos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Voc\u00eas provavelmente j\u00e1 ouviram falar da epidemia de solid\u00e3o, do aumento dos desafios para com a sa\u00fade mental<sup> 18<\/sup> e da diminui\u00e7\u00e3o do bem-estar entre adolescentes e jovens adultos.<sup>19<\/sup> O individualismo, o v\u00edcio em trabalho, a diminui\u00e7\u00e3o da taxa de casamento, a redu\u00e7\u00e3o do engajamento comunit\u00e1rio, o decl\u00ednio da religiosidade e as m\u00eddias sociais parecem todos ter desempenhado um papel, tal como a solid\u00e3o profunda decorrente da ruptura e da desordem familiar.<sup>20<\/sup> Uma cultura focada no individualismo radical nos deixou famintos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como Terry A. Veling escreveu ao descrever a profunda vis\u00e3o de Emmanuel Levinas: &#8220;N\u00e3o sou um <em>eu<\/em> para mim mesmo, mas um <em>eu<\/em> diante do outro&#8221;.<sup>21<\/sup> A presen\u00e7a do outro suscita a minha resposta, tornando-me ao mesmo tempo um ser capaz de responder, chamando-me a estar presente, a ouvir, a servir. De fato, o ideal individualista aut\u00f4nomo e expressivo que molda nossa cultura nos cegou para o fato de que o prop\u00f3sito final do arb\u00edtrio n\u00e3o \u00e9 o poder de escolha. \u00c9 a liberdade, o tipo de liberdade descrita poderosamente por Dietrich Bonhoeffer: liberdade de existir &#8220;para o outro&#8221;<sup>22<\/sup> \u2013 assim como nosso Redentor existiu t\u00e3o majestosamente para n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; O lar \u00e9 o lugar central no qual essa responsabilidade e liberdade se manifestam, onde o amor, a devo\u00e7\u00e3o e o sacrif\u00edcio criam la\u00e7os por meio dos quais podemos ser mais vistos, reconhecidos e amados. Quando o cirurgi\u00e3o-geral dos Estados Unidos, Vivek H. Murthy, declarou uma epidemia de solid\u00e3o, ele a descreveu como se sentir &#8220;sem ter um lar&#8221;.<sup>23<\/sup> Em suas palavras: &#8220;Estar no lar \u00e9 ser valorizado&#8221;.<sup>24<\/sup> Nossa prosperidade cultural depende do desenvolvimento e da viv\u00eancia dessa capacidade relacional e moral. \u00c9 por isso que as fam\u00edlias s\u00e3o t\u00e3o importantes.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas, por mais que almejemos isso, n\u00e3o \u00e9 um processo f\u00e1cil. Isso significa intimidade \u2013 com todo o medo de exposi\u00e7\u00e3o que a acompanha, o medo de sermos vistos e reconhecidos em tudo o que somos e em tudo o que n\u00e3o somos. Significa responsabilidade e profunda confian\u00e7a para que outros estejam seguros aos nossos cuidados.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em nosso ego\u00edsmo e medo de exposi\u00e7\u00e3o, temos dificuldades de vivenciar a conex\u00e3o profunda pela qual ansiamos. Como Andy Crouch descreve:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Logo, mesmo em lares relativamente saud\u00e1veis, n\u00f3s (&#8230;) come\u00e7amos a <\/em><em>vivenciar epis\u00f3dios de raiva, rejei\u00e7\u00e3o e vergonha. E tamb\u00e9m descobrimos que n\u00e3o \u00e9 apenas o outro que pode estar ausente ou com raiva\u2014 n\u00f3s tamb\u00e9m desejamos escapar e nos esconder. Aprendemos, surpreendentemente cedo, a como romper um relacionamento.<\/em><sup>25<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; S\u00f3 me tornei m\u00e3e quando tinha quase 35 anos, depois de ter estudado maternidade por uma d\u00e9cada. Eu ansiava por um beb\u00ea e pela experi\u00eancia do amor intenso em cuidar de outra alma. Descobri rapidamente o qu\u00e3o inadequado e, \u00e0s vezes, falso meu amor poderia ser. Descobri que poderia usar nossos pequeninos para me validar \u2014 desejando simplesmente que eles estivessem l\u00e1 para que eu pudesse me sentir segura e validada ao deixar minha carreira para cuidar deles. Como um espelho poderoso, eles revelaram minhas muitas fraquezas. Ter um PhD em rela\u00e7\u00f5es familiares fez com que minhas fraquezas parecessem ainda mais pat\u00e9ticas. &nbsp;\u00c0s vezes, eu me perguntava se os outros filhos que ainda desej\u00e1vamos ter tinham fugido quando testemunharam minhas dificuldades como m\u00e3e. Tem sido esclarecedor e doloroso ver em mim mesma nossa maneira muito humana de se relacionar com outros\u2014 buscando valida\u00e7\u00e3o, ego\u00edsmo, prote\u00e7\u00e3o \u2014 cegando-me de ser capaz de realmente ver quem s\u00e3o essas outras pessoas, do que realmente precisam e qual seria a pureza do amor em fazer o que \u00e9 melhor para eles.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Percebi que, quando minha maneira de me relacionar com meu marido ou filhos ou qualquer outra pessoa \u00e9 us\u00e1-los para minha pr\u00f3pria valida\u00e7\u00e3o, para esconder, separar, comparar ou competir, para me posicionar como melhor ou pior, de alguma forma me sinto presa e incapaz de ser verdadeiramente livre para ver, conhecer, amar, ou existir para o benef\u00edcio do outro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-plano-de-salvacao-permite-que-nos-tornemos-seres-de-amor\"><strong>O Plano de Salva\u00e7\u00e3o permite que nos tornemos seres de amor<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Irm\u00e3os e irm\u00e3s, alegro-me com o fato de que toda a obra do plano de salva\u00e7\u00e3o, culminando no grande sacrif\u00edcio expiat\u00f3rio do Senhor Jesus Cristo, \u00e9 para capacitar-nos a nos tornarmos seres de amor na forma mais profunda de conex\u00e3o com os outros. Isso foi o que Joseph Smith viu na vis\u00e3o descrita em Doutrina e Conv\u00eanios 76. A esfera celestial \u00e9 um lugar de profunda intimidade, onde \u201c[vemos] como [somos] vistos e [conhecemos] como [somos] conhecidos, tendo recebido de sua plenitude e de sua gra\u00e7a&#8221;.<sup>26<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Isso nos ensina que todos os mandamentos e toda verdade revelada pelos profetas de Deus \u2014 inclusive as verdades preciosas contidas na Fam\u00edlia: Proclama\u00e7\u00e3o ao Mundo<sup>27<\/sup> \u2014 devem nos guiar nos caminhos de Deus para que possamos nos tornar seres de amor. Pois, como foi cantado lindamente esta manh\u00e3, &#8220;Deus \u00e9 amor&#8221;.<sup>28<\/sup> A retid\u00e3o nunca \u00e9 um fim em si. \u00c9 um modo de ser que me permite conhecer e ver em pureza e, ao fazer isso, amar. Esta n\u00e3o \u00e9 uma forma barata de amor, uma afirma\u00e7\u00e3o calorosa para fazer a mim e aos outros se sentirem bem. Esta \u00e9 a qualidade do amor puro, livre de qualquer des\u00edgnio de prote\u00e7\u00e3o ou valida\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, oferecendo o que \u00e9 verdadeiramente necess\u00e1rio pela raz\u00e3o certa: ajudar os outros a se tornarem bons.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-nos-tornamos-seres-de-amor-divino\"><strong>Como nos tornamos seres de amor divino?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas como nos tornamos seres de tal amor? Vivenciar tal pureza nos relacionamentos significa estar profundamente enraizados em quem somos, reivindicando a verdade sobre nossa natureza relacional. Essa \u00e9 a verdade que o Presidente Russell M. Nelson nos ofereceu em maio passado, quando perguntou: &#8220;<em>Quem s\u00e3o voc\u00eas?&#8221;<\/em> e depois respondeu: \u201cEm ess\u00eancia, voc\u00eas s\u00e3o filhos de Deus. (&#8230;) Voc\u00ea \u00e9 um filho ou uma filha do conv\u00eanio.&nbsp;(&#8230;) Voc\u00eas s\u00e3o disc\u00edpulos de Jesus Cristo&#8221;.<sup>29<\/sup> Como observou meu colega Joseph M. Spencer, essas n\u00e3o s\u00e3o descri\u00e7\u00f5es de uma identidade independente. S\u00e3o rela\u00e7\u00f5es que definem o nosso ser. A natureza divina de nossos pais celestiais est\u00e1 presente na composi\u00e7\u00e3o de nossos corpos espirituais. Seu v\u00ednculo de amor est\u00e1 no cerne de nosso ser. Pai e m\u00e3e eternos, irm\u00e3 e irm\u00e3o \u2014 esses n\u00e3o s\u00e3o apenas t\u00edtulos. Tudo isso \u00e9 uma realidade material.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; H\u00e1 dois meses, o Presidente Kevin J. Worthen testificou dessa realidade em um devocional: &#8220;Por sermos Seus filhos, Ele nos amar\u00e1, mesmo que decidamos n\u00e3o am\u00e1-Lo&#8221;.<sup>30<\/sup> Depois, citando Paulo, Presidente Worthen disse, &#8220;Nem a morte (&#8230;) nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poder\u00e1 separar do amor de Deus, que est\u00e1 em Cristo Jesus nosso Senhor&#8221;.<sup>31<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nas palavras poderosas do te\u00f3logo e padre cat\u00f3lico Henri J. M. Nouwen, &#8220;Ser o Amado expressa a verdade central de nossa exist\u00eancia&#8221;.<sup>32<\/sup> Essas palavras devem &#8220;reverberar em todos os cantos do [nosso] ser (&#8230;) [pois n\u00f3s] s\u00f3 podemos dar esse dom \u00e0 medida em que o reivindicamos para [n\u00f3s mesmos]\u201d.<sup>33<\/sup> Nouwen continua:<\/p>\n\n\n\n<p><em>A maior armadilha em nossa vida n\u00e3o \u00e9 o sucesso, a popularidade ou o poder, mas a auto-rejei\u00e7\u00e3o.&nbsp;(&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (<em>&#8230;) A auto-rejei\u00e7\u00e3o \u00e9 o maior inimigo da vida espiritual porque contradiz a voz sagrada que nos chama de &#8220;Amados&#8221;.<\/em><sup>34<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todo pecado \u00e9, de alguma forma, uma rejei\u00e7\u00e3o desse relacionamento com Deus. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que o pecado d\u00f3i. Llewellyn Vaughan-Lee, um professor de sufismo isl\u00e2mico, descreve poderosamente: &#8220;Se seguirmos o caminho de qualquer dor, qualquer ferida psicol\u00f3gica, isso nos levar\u00e1 a esta dor primordial: a dor da separa\u00e7\u00e3o&#8221;.<sup>35<\/sup> Os pecados cometidos contra n\u00f3s, bem como os pecados que cometemos, s\u00e3o uma separa\u00e7\u00e3o da verdade de nosso ser divino.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nas palavras de Adam S. Miller:<\/p>\n\n\n\n<p><em>O pecado \u00e9 a minha rejei\u00e7\u00e3o da oferta original d<\/em><em>a gra\u00e7a e parceria de Deus. (&#8230;) Sou eu tentando desesperadamente conciliar, por todos os meios necess\u00e1rios \u2013 idolatria, vaidade, roubo, adult\u00e9rio, viol\u00eancia, engano \u2013 um conjunto de coisas boas que mais combina com o que eu queria do que com o que Deus deu. Sou eu querendo ganhar mais do que amar. Sou eu escolhendo o isolamento vazio das fantasias em vez da dificuldade compartilhada da realidade de Deus.<\/em><sup>36<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ou, como meu amigo Alan B. Hansen descreve em seu trabalho como psic\u00f3logo e em seu servi\u00e7o como Presidente de uma estaca de alunos de faculdade, o pecado \u00e9 o resultado de almas feridas tentando encontrar sua pr\u00f3pria maneira de lidar com a dor, estando distante de Deus. Por\u00e9m, isso \u00e9 tempor\u00e1rio e nos deixa vazios \u2013 afastados do relacionamento verdadeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aprendi por meio de experi\u00eancias dolorosas e alegres que, quando o amor de Deus \u00e9 o alicerce de minha identidade, n\u00e3o preciso mais pressionar, coagir, julgar ou extrair valida\u00e7\u00e3o dos outros para me sentir completa. N\u00e3o preciso mais provar para mim mesma que sou digna do amor de Deus, julgando continuamente o que eu mere\u00e7o ou o que os outros merecem. Sou livre para aprender a oferecer bondade, para oferecer com amor o que \u00e9 realmente necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sem d\u00favida, \u00e9 por isso que o Presidente Worthen nos exortou no in\u00edcio deste ano letivo:<\/p>\n\n\n\n<p><em>N\u00e3o fa\u00e7a parte do que certamente seria a mais tr\u00e1gica de todas as hist\u00f3rias de amor n\u00e3o correspondido, recusando-se a sentir o amor transformador e que muda a alma que Deus e Cristo lhes oferecem<\/em><em>. (&#8230;) Por favor, deixem que Ele os ame.<\/em><sup>37<\/sup><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-os-convenios-criam-o-relacionamento-por-meio-do-qual-nos-tornamos-um-com-ele\"><strong>Os conv\u00eanios criam o relacionamento por meio do qual nos tornamos um com Ele<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A express\u00e3o mais poderosa do amor de Deus \u00e9 Sua oferta de estar em um relacionamento por conv\u00eanio conosco. Como meu colega Kerry M. Muhlestein \u2014 que passou a vida estudando o conv\u00eanio abra\u00e2mico \u2014 sempre me diz: Deus anseia por estar em um relacionamento profundo e firme conosco.<sup>38<\/sup> Ele \u00e9 quem abre portas que est\u00e1 sempre preparando um caminho para a vida eterna com Ele: o Mar Vermelho, Sua morte na cruz, o rasgar do v\u00e9u \u2013 todos cortados para que Ele pudesse estar conosco.<sup>39<\/sup> Ele &#8220;atravessa cada pecado, cada tempestade, cada hist\u00f3ria, cada mar (&#8230;) o caminho todo <em>para<\/em> n\u00f3s, para estar <em>conosco<\/em>&#8220;.<sup>40<\/sup> Ao Se tornar um conosco, Ele abre o caminho para que nos tornemos um com Ele. (Nota do tradutor: Em ingl\u00eas, a palavra expia\u00e7\u00e3o literalmente significa \u201cum com ele\u201d.) N\u00e3o \u00e9 de se admirar que a promessa transcendental de nosso primeiro conv\u00eanio seja a de que teremos sempre conosco o Seu Esp\u00edrito.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se h\u00e1 algo que estudar a fam\u00edlia me ensinou \u00e9 que o desenvolvimento emerge de relacionamentos fortes. Isso \u00e9 verdade desde o in\u00edcio de nossa experi\u00eancia mortal quando, como beb\u00eas, nossa primeira tarefa \u00e9 estabelecer um v\u00ednculo de conex\u00e3o emocional profunda por meio do qual podemos vivenciar o amor e a capacidade de resposta que constroem nosso lado direito do c\u00e9rebro, regulam nossas emo\u00e7\u00f5es e estabelecem nosso senso de identidade e pertencimento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; De modo paralelo, por\u00e9m infinitamente mais profundo, os conv\u00eanios com o Senhor Jesus Cristo nos oferecem o relacionamento por meio do qual nossa alma pode crescer, vivenci\u00e1-Lo e nos tornar seres capazes de ver, conhecer e amar como Ele o faz, pois n\u00f3s vivenciamos tudo isso Nele.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como o Presidente Russell M. Nelson nos ensinou no m\u00eas passado:<\/p>\n\n\n\n<p>[Por meio de conv\u00eanios] <em>criamos um relacionamento com Deus que permite que Ele nos aben\u00e7oe e nos mude. (&#8230;) Se permitirmos que Deus prevale\u00e7a em nossa vida, esse conv\u00eanio nos levar\u00e1 cada vez mais para perto Dele.&nbsp;(&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (&#8230;) Os guardi\u00f5es de conv\u00eanios amam a Deus e permitem que Ele prevale\u00e7a sobre todas as outras coisas em sua vida fazendo Dele a influ\u00eancia mais poderosa de sua vida.<\/em><sup>41<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nossa cultura baseada em conquistas e autossufici\u00eancia pode ter nos ensinado que usamos a Expia\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo para alcan\u00e7ar uma &#8220;perfei\u00e7\u00e3o individual&#8221;<sup>42<\/sup> \u2014 que aqueles que s\u00e3o mais justos usam menos a Expia\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo. Nesse contexto, como observa Adam Miller, &#8220;uma parceria de conv\u00eanio com Cristo sempre parecer\u00e1 uma muleta que deve ser largada para alcan\u00e7ar a perfei\u00e7\u00e3o &#8216;real'&#8221;.<sup>43<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas nosso relacionamento por conv\u00eanio com Jesus Cristo n\u00e3o \u00e9 o meio para alcan\u00e7armos outro fim. \u00c9 o fim. Permitam-me compartilhar o testemunho poderoso da Irm\u00e3 Tracy Y. Browning: &#8220;Amigos, Jesus Cristo \u00e9 o prop\u00f3sito de nosso foco e o objetivo de nosso destino. (&#8230;) O Salvador nos convida a ver nossa vida <em>por meio<\/em> Dele a fim de que vejamos<em> mais Dele<\/em> em nossa vida\u201d.<sup>44<\/sup><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-seu-relacionamento-por-convenio-conosco-e-a-intimidade-mais-verdadeira\"><strong>Seu relacionamento <\/strong><strong>por conv\u00eanio conosco \u00e9 a intimidade mais verdadeira<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; O relacionamento por conv\u00eanio do Senhor conosco \u00e9 a mais verdadeira intimidade. \u00c9 a experi\u00eancia do amor perfeito com um Ser que sabemos que v\u00ea tudo pelo que somos respons\u00e1veis \u2014 em todas as nossas fraquezas e nossos pecados \u2014 e reflete isso de volta para n\u00f3s na luz de Sua pureza, que expande nosso arb\u00edtrio e nos leva a um caminho melhor por meio de Seu amor redentor. \u00c9 a partir da intimidade de nosso relacionamento com Ele que aprendemos o caminho da intimidade, do puro amor o pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas, em nosso orgulho, queremos confiar em nosso comportamento em vez de em nosso relacionamento com Ele, acreditando que podemos, de alguma forma, salvar a n\u00f3s mesmos. Somos tentados a nos esconder do nosso niilismo. Como K. William Kautz escreve de forma eloquente: &#8220;[N\u00f3s] fingimos perfei\u00e7\u00e3o mesmo que \u200b\u200bmesmo que tudo o que fizermos seja uma piada&#8221;.<sup>45<\/sup> O relacionamento por conv\u00eanio do Senhor conosco significa um modo diferente de viver. \u201cRequere a alegria assombrosa de expor toda a nossa alma \u2013 com todas as suas fraquezas. (&#8230;) As m\u00e1scaras e as paredes caem&#8221;.<sup>46<\/sup> Em nossa sincera disposi\u00e7\u00e3o de mostrar-Lhe tudo o que somos, tudo o que fizemos e todos os nossos motivos, atitudes e desejos, Ele nos cobre com ternura e miseric\u00f3rdia. Nesse relacionamento sagrado com Ele, encontramos cura e liberdade para existir \u2014 para Ele e para todos os outros.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 por isso que Alan Hansen fala aos membros de sua estaca:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Nosso Redentor diz: &#8220;Venham. Venham. Venham. Parem de fugir do seu <\/em><em>niilismo. Tragam todas as vossas fraquezas e erros e pecados e doen\u00e7as da alma e permitam-Me abra\u00e7\u00e1-los.&nbsp;Venham&#8221;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tememos que nossa dor e perda sejam um s\u00edmbolo de &#8220;acusa\u00e7\u00e3o&#8221; \u2014 de que ser solteiro, nunca casado, divorciado ou inf\u00e9rtil; ter dificuldades no casamento; ter sofrido maus-tratos; lutar com quest\u00f5es de g\u00eanero ou sexualidade; ou qualquer outra diferen\u00e7a aparente do ideal nos marca como menos dignos, de segunda classe, n\u00e3o pertencentes. Em vez disso, Ele diz: &#8220;Venham, compartilhem tudo isso comigo&#8221;. Ele nos diz:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Porque eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador.&nbsp;(&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp; (&#8230;) Foste precioso aos meus olhos (&#8230;) e eu te amei.&nbsp;(&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>N\u00e3o temas, pois, porque estou contigo.<\/em><sup>47<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ele responde para a dor e para a perda que s\u00e3o incorporadas em nossa experi\u00eancia mortal com a forma mais pura de amor \u2014 o amor do conv\u00eanio \u2014 entrando nele conosco. Ao fazer isso, Ele muda sua qualidade, abrindo espa\u00e7o para Seu amor curador. Como a palavra hebraica para sacrif\u00edcio, <em>korban,<\/em> significa &#8220;Ele se aproxima&#8221;, compartilhando nossa dor na forma mais profunda de intimidade e, no processo, tornando-a redentora.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na intimidade de Seu relacionamento de cura, orienta\u00e7\u00e3o, purifica\u00e7\u00e3o e fortalecimento do conv\u00eanio, aprendemos que em nossas fam\u00edlias, em nossos casamentos, com nossos filhos, em nossos relacionamentos com os nossos irm\u00e3os ministradores e em todos os nossos relacionamentos &#8220;a perfei\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. A intimidade sim\u201d.<sup>48<\/sup> De fato, a intimidade com Cristo \u00e9 perfei\u00e7\u00e3o. Descobrimos que nosso perfeccionismo \u2014 nosso medo e nossa fuga de nosso niilismo, nossas fraquezas, nosso pecado e nosso sofrimento \u2014 apenas interfere na intimidade, bloqueando nossa capacidade de receber Seu amor e de ver, conhecer e amar as pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim como o ap\u00f3stolo Pedro, talvez tiv\u00e9ssemos medo de permitir que o Senhor visse e lavasse nossos p\u00e9s sujos. <sup>49<\/sup> Mas, como Mor\u00f4ni ensinou, o \u00fanico tipo de perfei\u00e7\u00e3o \u00e9 a perfei\u00e7\u00e3o em Cristo: &#8220;Sim, vinde a Cristo, sede aperfei\u00e7oados nele (&#8230;), e amai a Deus com todo o vosso poder, mente e for\u00e7a, para que por sua gra\u00e7a sejais perfeitos em Cristo&#8221;.<sup>50<\/sup> E assim o grande ap\u00f3stolo Pedro disse: &#8220;Senhor, n\u00e3o s\u00f3 os meus p\u00e9s, mas tamb\u00e9m as m\u00e3os e a cabe\u00e7a&#8221;.<sup>51<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Somos uma <\/strong><strong>fam\u00edlia eterna<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; O escritor crist\u00e3o Timothy J. Keller certa vez escreveu: &#8220;Ser amado, mas n\u00e3o reconhecido, \u00e9 reconfortante, mas superficial. Ser reconhecido, mas n\u00e3o amado, \u00e9 o nosso maior medo. Mas ser plenamente reconhecido e verdadeiramente amado \u00e9, ent\u00e3o, muito parecido com ser amado por Deus&#8221;.<sup>52<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Este \u00e9 o amor para o qual Deus est\u00e1 chamando a todos n\u00f3s. Somos seres profundamente relacionais, projetados para o amor e a conex\u00e3o com Deus e uns com os outros. Embora nossa fam\u00edlia cumpra um papel sagrado no desenvolvimento e na experi\u00eancia desse amor, n\u00e3o \u00e9 aqui que esse amor come\u00e7a e termina. Como meu amigo e colega Ty R. Mansfield ensina poderosamente, fomos chamados a ter relacionamentos com nossa fam\u00edlia eterna \u2014 a fam\u00edlia de Deus, da qual todos fazemos parte \u2014 para que possamos vivenciar a cura, o pertencimento e a reden\u00e7\u00e3o do conv\u00eanio do Senhor Nele. Valorizo as mulheres e os homens em minha vida que oferecerem seu amor e servi\u00e7o, recusando-se a ser limitados por uma falsa cren\u00e7a de que eles n\u00e3o faziam parte do trabalho sagrado da fam\u00edlia por serem solteiros, divorciados ou sem filhos. Eles sentiram o chamado de pais celestiais e ofereceram tudo de si para trazer seus irm\u00e3os e irm\u00e3s ao poder de seu amor.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 isso que estamos fazendo quando nos colocamos no lugar de irm\u00e3os e irm\u00e3s eternos e recebemos ordenan\u00e7as e fazemos conv\u00eanios em favor deles. \u00c9 isso que estamos fazendo quando abrimos nossos cora\u00e7\u00f5es para receber chamados mission\u00e1rios \u2014 sem saber onde ou como seremos chamados para servir, apenas sabendo que ansiamos por aben\u00e7oar nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s eternos com a oportunidade de um relacionamento por conv\u00eanio com nosso Redentor. \u00c9 por isso que em nossas alas e estacas procuramos ouvir e conhecer, amar e fortalecer uns aos outros em nosso relacionamento por conv\u00eanio com Cristo: &#8220;Pois n\u00f3s, sem eles, n\u00e3o podemos ser aperfei\u00e7oados; nem podem eles, sem n\u00f3s, ser aperfei\u00e7oados&#8221;.<sup>53<\/sup> Somos uma fam\u00edlia eterna.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nosso Redentor est\u00e1 diante de n\u00f3s, oferecendo a ora\u00e7\u00e3o mais sagrada j\u00e1 registrada:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Para que todos sejam um como tu, \u00f3 Pai, \u00e9s em mim, e eu, em ti; que tamb\u00e9m eles sejam um em n\u00f3s, para que o mundo creia que tu me enviaste.&nbsp;(&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Eu neles, e tu em mim, para que sejam perfeitos em unidade.<\/em><sup>54<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que busquemos e vivenciemos essa promessa com Ele em nossa fam\u00edlia terrena e em nossa fam\u00edlia eterna, eternamente selados em relacionamentos de amor e pertencimento divinos. Em nome de Jesus Cristo. Am\u00e9m.<\/p>\n","protected":false},"template":"","tags":[],"class_list":["post-921","speech","type-speech","status-publish","hentry","event_type-devocional","podcast-byu-speeches-portugues","speaker-jenet-j-erickson","topic-amor","topic-convenios","topic-natureza-divina"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.5 (Yoast SEO v27.5) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Criados para relacionamentos por conv\u00eanio | BYU Speeches Portugu\u00eas<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Viemos a esta Terra para buscar outros e sermos dependentes uns dos outros, e somos programados para reconhecer e responder uns aos outros.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/jenet-j-erickson\/criados-para-relacionamentos-por-convenio\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Criados para relacionamentos por conv\u00eanio\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Viemos a esta Terra para buscar outros e sermos dependentes uns dos outros, e somos programados para reconhecer e responder uns aos outros.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/jenet-j-erickson\/criados-para-relacionamentos-por-convenio\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"BYU Speeches Portugu\u00eas\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.youtube.com\/@BYUSpeechesPortugues\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2024-09-30T20:25:55+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2024\/01\/Speeches_ShareCard2024_PORT.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1920\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"24 minutos\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"Jenet J. 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