{"id":976,"date":"2024-11-08T06:00:00","date_gmt":"2024-11-08T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/?post_type=speech&#038;p=976"},"modified":"2024-11-08T15:54:06","modified_gmt":"2024-11-08T15:54:06","slug":"sobre-fracassar-e-finalizar","status":"publish","type":"speech","link":"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/cassy-budd\/sobre-fracassar-e-finalizar\/","title":{"rendered":"Sobre fracassar e finalizar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><strong><em>Pretendemos modificar a tradu\u00e7\u00e3o se for necess\u00e1rio. Para dar sugest\u00f5es, envie um e-mail para: speeches.por@byu.edu<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-seguir-tocando-mesmo-cometendo-erros\"><strong>Seguir tocando mesmo cometendo erros<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A m\u00fasica sempre foi uma parte muito importante da minha vida. Quase todas as lembran\u00e7as principais da minha inf\u00e2ncia envolvem algum tipo de m\u00fasica: cantar com minha fam\u00edlia em viagens de carro para passar o tempo; aprender m\u00fasica a capella com harmonias com minha m\u00e3e e minhas irm\u00e3s; ouvir a banda Tijuana Brass no toca-discos enquanto enfeit\u00e1vamos nossa \u00e1rvore de Natal; cantar a m\u00fasica favorita de meu pai, &#8220;Com amor no lar&#8221; (ver <em>Hinos, <\/em>2002, no 188), para a noite familiar; e admirar minha m\u00e3e enquanto ela tocava \u00f3rg\u00e3o em nossa reuni\u00e3o sacramental todas as semanas \u2014 algo que ela ainda faz aos 80 anos de idade. Dado que a m\u00fasica desempenhou um papel t\u00e3o importante na minha juventude, voc\u00eas n\u00e3o ficar\u00e3o surpresos ao saber que tive aulas de piano durante dez anos, dos 8 aos 17 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Minha primeira professora de piano \u2014 vamos cham\u00e1-la de Sra. Smith \u2014 era muito exigente e tinha grandes expectativas de maestria. Durante a aula, ela costumava seguir a m\u00fasica com um l\u00e1pis enquanto eu tocava. \u00c0s vezes, depois de tocar uma nota errada ou usar o dedo errado, a Sra. Smith batia em meus dedos com o l\u00e1pis. Ela pretendia me ajudar a reconhecer o erro para que eu pudesse corrigi-lo. Infelizmente, depois de v\u00e1rias experi\u00eancias com o temido l\u00e1pis, aprendi que a maneira menos dolorosa de lidar com meus erros musicais era remover minhas m\u00e3os das teclas o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse h\u00e1bito de parar abruptamente ap\u00f3s um erro tamb\u00e9m era refor\u00e7ado involuntariamente quando eu praticava em casa. Nosso piano estava posicionado contra uma parede que ficava em frente \u00e0 nossa cozinha; na verdade, ele ficava de costas para nosso fog\u00e3o. Eu muitas vezes praticava enquanto minha m\u00e3e preparava o jantar do outro lado da parede. Quando eu errava, ela fazia um som de &#8220;ah\u201d em staccato. Assustada, tirava minhas m\u00e3os das teclas.<\/p>\n\n\n\n<p>Sei que esse n\u00e3o foi o resultado pretendido porque a ouvi fazer a mesma coisa quando ela cometia erros enquanto tocava \u00f3rg\u00e3o ou piano. Ela ainda faz isso hoje, mas apenas na pr\u00e1tica. Quando ela est\u00e1 em uma apresenta\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o ou piano, h\u00e1 poucos erros, mas quando ocorrem, s\u00e3o quase impercept\u00edveis. Ela consegue continuar tocando depois de um erro como se nada tivesse acontecido. Eu, por outro lado, n\u00e3o consigo.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos meus recitais de piano com a Sra. Smith acontecia na capela de minha ala. Eram ocasi\u00f5es reverentes \u2014 sem bater palmas ap\u00f3s o t\u00e9rmino de cada apresenta\u00e7\u00e3o, apenas sorrisos reverentes da plateia quando cada um de n\u00f3s toc\u00e1vamos no piano de cauda. &nbsp;N\u00e3o pod\u00edamos usar nossa partitura, ent\u00e3o, subir aqueles tr\u00eas degraus de veludo vermelho at\u00e9 o piano era, para mim, como entrar em uma batalha sem arma nenhuma. Fiquei com medo de cometer um erro, tirar as m\u00e3os das teclas e n\u00e3o conseguir encontrar o posicionamento certo novamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse terror de tocar em p\u00fablico me seguiria at\u00e9 a vida adulta. Quando eu ainda estava nos primeiros anos de minha carreira em contabilidade p\u00fablica e tinha dois filhos pequenos em casa, fui chamada como pianista da Sociedade de Socorro.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira semana foi um desastre. Tropecei e errei enquanto tocava algumas m\u00fasicas de prel\u00fadio do final de <em>M\u00fasicas para Crian\u00e7as<\/em> (escolhidas por sua simplicidade) e depois pratiquei um pouco de respira\u00e7\u00e3o profunda para me acalmar durante os an\u00fancios. Ent\u00e3o chegou a hora. Comecei a tocar os primeiros acordes da m\u00fasica de abertura, mas antes que conseguisse passar pela introdu\u00e7\u00e3o, toquei uma nota errada, e, sem surpresa, minhas m\u00e3os rapidamente se afastaram das teclas. Em p\u00e2nico por um ou dois compassos, tentei desesperadamente voltar ao ritmo. Como de costume, o regente conduziu todos os versos. Quanto mais eles cantavam, pior eu tocava, at\u00e9 que s\u00f3 me restou tocar apenas a linha da melodia para o \u00faltimo verso.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse pequeno epis\u00f3dio se repetia a cada semana, at\u00e9 que, fatalmente, algu\u00e9m na presid\u00eancia perguntou se eu gostaria de ter uma chave da capela para que eu pudesse praticar. Recusei educadamente, explicando que, na verdade, eu tinha um piano em casa. Fui desobrigada dentro de um m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 hoje, mesmo quando estou sozinha em casa praticando em completa solid\u00e3o, n\u00e3o posso tocar &#8220;\u00d3 doce, grata ora\u00e7\u00e3o&#8221; (<em>Hinos,<\/em> 79) \u2014 o mais simples dos hinos \u2014 sem parar, a menos que tenha a improv\u00e1vel sorte de tocar at\u00e9 o final sem nenhum erro. Por isso, tento n\u00e3o chamar a aten\u00e7\u00e3o para o meu treinamento em piano (o que agora n\u00e3o \u00e9 mais um segredo, eu acho). Fico t\u00e3o paralisada pelos meus erros que n\u00e3o tenho utilidade nenhuma no piano.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode ser f\u00e1cil dizer que essa paralisia n\u00e3o \u00e9 minha culpa e que o estilo de ensino foi, de alguma forma, o culpado. Mas n\u00e3o posso responsabilizar a Sra. Smith nem minha m\u00e3e por esse problema. Vejam, minha irm\u00e3, Terry, tinha a mesma professora de piano com o mesmo l\u00e1pis, a mesma m\u00e3e com o mesmo &#8220;ah&#8221; emanado da cozinha, e o mesmo local de recitais. No entanto, ela passou a acompanhar muitos artistas, tocar em festas de trabalho, tocando tanto piano quanto \u00f3rg\u00e3o na igreja e, em geral, aben\u00e7oando a vida de outras pessoas com seu treinamento e talento musicais.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando voc\u00eas se deixam paralisar por seus erros, diminuem sua capacidade de ser \u00fateis no reino de Deus. Errar \u00e9 simplesmente parte da condi\u00e7\u00e3o humana e pode ser uma de suas ferramentas de aprendizado mais produtivas. Sim, voc\u00eas precisam reconhecer seus erros. Por\u00e9m, mais do que isso, voc\u00eas precisam encontrar uma maneira eficaz de continuar mesmo cometendo erros.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprendi a tocar ukulele h\u00e1 v\u00e1rios anos, quando fui chamada como diretora de acampamento das Mo\u00e7as. Aprendi uma s\u00e9rie de m\u00fasicas de acampamento em apenas algumas semanas, gra\u00e7as a todo esse treinamento de piano. Ainda adoro tocar ukulele enquanto minha fam\u00edlia canta e, \u00e0s vezes, o uso para compor pequenas can\u00e7\u00f5es educacionais sobre contabilidade \u2014 para a alegria eterna de meus alunos, devo acrescentar. Ainda cometo erros com meu ukulele, mas eles n\u00e3o me impedem de seguir em frente.<\/p>\n\n\n\n<p>As hist\u00f3rias que escolhi contar a voc\u00eas hoje n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis de compartilhar. Esses n\u00e3o s\u00e3o meus momentos de maior orgulho na vida, e geralmente prefiro adotar uma postura confiante e profissional quando estou em p\u00fablico. No entanto, passei a apreciar o valor da fraqueza e a for\u00e7a que adv\u00e9m de reconhec\u00ea-la. Espero que, ao compartilhar alguns dos meus fracassos, voc\u00eas possam encontrar algum apre\u00e7o pelos seus.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-comparecer-e-tentar\"><strong>Comparecer e tentar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tr\u00eas anos, alguns professores de nosso departamento decidiram fazer um curso de instru\u00e7\u00e3o de esqui juntos. A ideia era que pud\u00e9ssemos passar as tardes de sexta-feira aprendendo a ensinar algo completamente fora de nossa especialidade, ao mesmo tempo em que desfrut\u00e1vamos de alguma recrea\u00e7\u00e3o juntos e, geralmente, estreitando nossos la\u00e7os de amizade. Alguns de n\u00f3s \u2014 inclusive eu \u2014 convidamos nossos c\u00f4njuges para participar da divers\u00e3o tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s nos encontramos pela primeira vez em uma sala de aula e nos apresentamos aos nossos novos colegas de classe. No processo, os alunos comentaram sobre suas habilidades de esqui, e eu percebi, com crescente apreens\u00e3o, que eu provavelmente era a menos preparada para as expectativas do curso.<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana seguinte, nos encontramos em Sundance, uma esta\u00e7\u00e3o de esqui perto da BYU, e passamos um bom tempo na \u00e1rea plana ao lado do telef\u00e9rico aprendendo a orientar um iniciante para o equipamento e como ensinar algu\u00e9m a entrar e sair dos esquis e subir e sair do telef\u00e9rico. Fizemos alguns jogos simples juntos e lembro de me sentir um pouco mais confiante em rela\u00e7\u00e3o ao meu lugar no grupo. Tudo estava indo relativamente bem para mim na aula \u2013 at\u00e9 que subimos no telef\u00e9rico Arrowhead em dire\u00e7\u00e3o ao topo da esta\u00e7\u00e3o de esqui.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de subir no telef\u00e9rico, fomos instru\u00eddos a sair para a direita no topo, esquiar at\u00e9 o in\u00edcio da corrida Bear Claw e depois olhar para baixo e para a esquerda, onde ver\u00edamos os instrutores reunindo a classe. Dever\u00edamos ent\u00e3o nos juntar ao grupo, ap\u00f3s o que ser\u00edamos divididos por habilidade antes de descer a montanha. Continuei at\u00e9 o topo da corrida Bear Claw sem maiores problemas, mas quando olhei para ver meus colegas esquiando at\u00e9 o ponto de encontro, fiquei paralisada. Se eu fosse seguir meus colegas, teria que esquiar em um \u00e2ngulo que parecia imposs\u00edvel. Eu nunca tinha esquiado em algo assim antes, e imediatamente comecei a procurar outras op\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Decidi que, em vez de esquiar diretamente montanha abaixo, eu simplesmente esquiaria a montanha horizontalmente, em zigue-zague, permitindo-me fazer uma descida menos severa at\u00e9 o local desejado. Respirei fundo e esquiei para a direita em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1rvores e, em seguida, forcei uma curva o mais acentuada poss\u00edvel para voltar para meu grupo. &nbsp;Infelizmente, errei em meus c\u00e1lculos, ou talvez minha tentativa de virar tenha sido ineficaz, e eu percebi que estaria bem abaixo do resto do grupo quando completasse meu percurso \u00e9pico montanha abaixo. Aflita com essa percep\u00e7\u00e3o, eu ca\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p>Mark, um dos instrutores do curso, correu para tentar me dar algumas dicas. Depois do que deve ter sido alguns momentos frustrantes para ele, ele gritou para o grupo que ele ficaria comigo e que os outros deveriam ir em frente. O grupo tinha sido dividido em grupos menores: os esquiadores avan\u00e7ados (que inclu\u00eda meu marido, Spencer), os esquiadores intermedi\u00e1rios e eu. Me senti humilhada.<\/p>\n\n\n\n<p>Mark ficou comigo e fez o poss\u00edvel para me guiar montanha abaixo, e como eu n\u00e3o tinha outra op\u00e7\u00e3o, fiz o melhor que pude para escutar seus conselhos e imitar seus movimentos. N\u00e3o tenho lembran\u00e7as claras dos eventos daquele dia. Eu estava constantemente mudando de foco entre as instru\u00e7\u00f5es pacientes de Mark e meus pr\u00f3prios pensamentos sobre a inutilidade de todo o esfor\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sa\u00ed de Sundance naquela sexta-feira sem saber se voltaria \u00e0s aulas. At\u00e9 me preocupei com o que aconteceria quando voltasse a enfrentar meus colegas na segunda-feira de manh\u00e3. Eu esperava algumas provoca\u00e7\u00f5es bem-humoradas e um pouco de chacota, mas em vez disso, todos simplesmente falaram sobre o quanto era divertido fazer algo diferente juntos. Para minha surpresa, ningu\u00e9m focou em minha incapacidade; em vez disso, falaram sobre suas pr\u00f3prias melhorias e seu desejo de continuar aprendendo. O entusiasmo deles era contagiante, e resolvi pessoalmente que continuaria as aulas at\u00e9 o final.<\/p>\n\n\n\n<p>No come\u00e7o, eu esquiava sozinha, e era dif\u00edcil. N\u00e3o me tornei uma esquiadora incr\u00edvel da noite para o dia. Eu me juntei ao grupo intermedi\u00e1rio por algumas corridas at\u00e9 o final do curso, mas eu sempre era a \u00faltima a descer a montanha. Ainda assim, at\u00e9 eu pude ver que tinha melhorado.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa experi\u00eancia me deu um profundo apre\u00e7o pelo valor da &#8220;tentativa&#8221;. Simplesmente comparecer e come\u00e7ar de onde voc\u00eas est\u00e3o \u00e9 tudo o que pode ser pedido de voc\u00eas. Independentemente de seu n\u00edvel de experi\u00eancia, de seus fracassos ou de sua percep\u00e7\u00e3o do seu pr\u00f3prio potencial, onde quer que voc\u00eas estejam na vida, voc\u00eas s\u00f3 precisam aparecer e tentar. Tentem ouvir pacientemente as instru\u00e7\u00f5es do Salvador, tentem imitar Seus movimentos, tentem ignorar a conversa interna negativa quando seus movimentos n\u00e3o estiverem \u00e0 altura e tentem se concentrar na alegria no aprendizado em vez do sentimento de derrota e no fracasso. E em meio \u00e0 sua &#8220;tentativa&#8221;, reconhe\u00e7am que as pessoas ao seu redor est\u00e3o no meio de suas pr\u00f3prias &#8220;tentativas&#8221;. Comemorem o progresso delas, mesmo quando elas aparentam estar mais adiantadas do que voc\u00eas, e n\u00e3o as condenem quando elas ficarem aqu\u00e9m do esperado.<\/p>\n\n\n\n<p>Com meus pr\u00f3prios alunos, tenho visto por experi\u00eancia pr\u00f3pria que o fracasso \u00e9 uma das melhores maneiras de gerar aprendizado intelectual duradouro. Deixem-me compartilhar algo dos autores do livro <em>Fixe o Conhecimento: A Ci\u00eancia da Aprendizagem Bem-Sucedida:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Tentativas malsucedidas de resolver um problema estimulam o processo profundo de encontrar respostas quando elas s\u00e3o fornecidas posteriormente, criando um terreno f\u00e9rtil para para que vire parte do seu ser, de uma maneira que ler<\/em> <em>ou receber<\/em> <em>a resposta n\u00e3o consegue criar.<\/em> [Peter C. Brown, Henry L. Roediger III e Mark A. McDaniel (Cambridge, Massachusetts: Belknap Press of Harvard University Press, 2014), 88] [Nota do tradutor: esta cita\u00e7\u00e3o foi traduzida pela equipe de tradu\u00e7\u00e3o da BYU Speeches.]<\/p>\n\n\n\n<p>Espero ansiosamente por esses momentos de fracasso com meus alunos, embora eu saiba que eles est\u00e3o sofrendo. Como professora, \u00e9 muito gratificante testemunhar a transi\u00e7\u00e3o da tentativa fracassada para o conhecimento e a compreens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O fracasso tamb\u00e9m \u00e9 \u00fatil no desenvolvimento f\u00edsico. Trabalhar estrategicamente um m\u00fasculo at\u00e9 cansar, at\u00e9 o ponto em que voc\u00ea n\u00e3o puder mais levantar, empurrar ou puxar o que est\u00e1 levantando, empurrando ou puxando \u2013 e, em seguida, dar tempo adequado para as fibras musculares se recuperaram \u00e9 uma das maneiras mais eficazes de aumentar a for\u00e7a. Esse processo de falha e recupera\u00e7\u00e3o acaba resultando em m\u00fasculos mais fortes e eficientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para melhorar minha sa\u00fade e condicionamento f\u00edsico geral, comecei recentemente a treinar com um personal trainer. Meu personal trainer, Josh, gosta muito dessa ideia de fracasso. Ele escolhe movimentos e pesos que me levar\u00e3o ao limite logo no final de uma s\u00e9rie de exerc\u00edcios, e de alguma forma ele sabe quando intervir para me ajudar a terminar. Eu ficava irritada quando ele sorria e ria enquanto me ajudava nas \u00faltimas repeti\u00e7\u00f5es onde eu fracassava, mas percebo agora que ele via progresso onde eu via fracasso. Ele espera ansiosamente por esses momentos, assim como fa\u00e7o com meus alunos, porque ele \u00e9 um participante real do meu crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o fracasso \u00e9 importante para nosso crescimento intelectual e f\u00edsico, talvez tamb\u00e9m seja importante em nossa busca pela perfei\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 que nossos momentos extremos s\u00e3o necess\u00e1rios para nosso progresso espiritual e que nosso Salvador sabe que s\u00f3 assim estaremos prontos para aprender? Lamentavelmente, aceitar ajuda quando mais precisamos pode ser dif\u00edcil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-aceitar-ajuda\"><strong>Aceitar ajuda<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 2008, dois de meus ex-alunos, Mike e Taylor, convidaram minha fam\u00edlia para explorar uma caverna em Utah chamada Spanish Moss. Est\u00e1vamos todos animados em aceitar o convite, embora n\u00e3o f\u00f4ssemos alpinistas experientes. Na manh\u00e3 combinada, Mike nos levou cedo para fazer um pequeno treinamento em uma academia, ap\u00f3s o qual caminhamos por oito quil\u00f4metros para Rock Canyon, um c\u00e2nion perto da BYU, at\u00e9 a entrada da caverna.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando chegamos, Mike e Taylor levaram alguns minutos para destrancar o port\u00e3o de metal e arrumar as cordas que usar\u00edamos para fazer rapel na caverna. Taylor entrou primeiro, e depois foi a minha vez.<\/p>\n\n\n\n<p>A descida inicial tinha uma fenda em forma de espiral nas rochas que se curvavam por cinco a seis metros at\u00e9 chegar no teto arredondado da caverna. Depois de passar pela fenda, cada um de n\u00f3s fez rapel de aproximadamente quinze metros at\u00e9 um ch\u00e3o inclinado que continuava at\u00e9 o interior da caverna.<\/p>\n\n\n\n<p>Passamos algumas horas explorando, maravilhados com as forma\u00e7\u00f5es rochosas de formatos estranhos ao longo do caminho. \u00c0 medida que avan\u00e7\u00e1vamos pela trilha pouco marcada, nossa \u00fanica fonte de luz, al\u00e9m do flash ocasional da c\u00e2mera de meu marido, era a luz produzida por nossas lanternas de LED para cabe\u00e7a. Eu podia ver apenas uma pequena \u00e1rea circular bem \u00e0 minha frente que rapidamente se transformava em escurid\u00e3o. Limitada pela escurid\u00e3o e pelo terreno desconhecido, o progresso foi lento.<\/p>\n\n\n\n<p>No fundo da caverna, pouco antes de come\u00e7armos nosso retorno, Taylor tirou uma foto de minha fam\u00edlia \u2014 minha filha Shamae, Spencer e meu filho Riley. Gosto de relembrar essa parte da jornada porque lembro de me sentir repleta de emo\u00e7\u00e3o ao embarcar em uma grande aventura com minha fam\u00edlia. Ela captura o auge da minha experi\u00eancia. Senti-me triunfante, como se tivesse realizado algo diferente, algo \u00fanico e especial. Mas eu n\u00e3o carregaria esse mesmo sentimento comigo para fora da caverna.<\/p>\n\n\n\n<p>A volta foi mais dif\u00edcil do que a descida, em grande parte devido \u00e0 falta de luz. Olho para tr\u00e1s para as fotos que tiramos e me pergunto por que eu estava tentando escalar sobre as rochas quando parecia haver um caminho livre a apenas um metro para o lado. Eu posso ver esses caminhos agora com o benef\u00edcio da fotografia com flash, mas no momento eu n\u00e3o era capaz de ver o caminho com clareza.<\/p>\n\n\n\n<p>Subimos de volta para c\u00fapula da caverna, mas o verdadeiro desafio ainda estava por vir: ainda t\u00ednhamos que enfrentar a corda que pendia do teto e desaparecia na sa\u00edda espiral da rocha acima. E desta vez estar\u00edamos subindo com a ajuda de ascensores em vez de descer sem esfor\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mike subiu primeiro e se assegurou com uma segunda corda, pronto para nos ajudar. Quando chegou a minha vez de subir, Taylor estabilizou a base da corda e Mike se posicionou na fenda em forma de espiral para me guiar pelo processo. Eu s\u00f3 tinha aprendido a usar os ascensores naquela manh\u00e3 e, embora parecesse simples na academia, eu lutava para fazer meus bra\u00e7os e pernas colaborarem agora.<\/p>\n\n\n\n<p>Consegui subir mais ou menos at\u00e9 a metade da corda antes de ter que parar, me deixando cair, exausta, no arn\u00eas de escalada para descansar as pernas. Mas o medo n\u00e3o me deixava descansar os bra\u00e7os. Agarrei-me firmemente aos ascensores, recusando-me a solt\u00e1-los e incapaz de relaxar. Passei v\u00e1rios minutos balan\u00e7ando a oito metros acima do ch\u00e3o, reunindo a for\u00e7a necess\u00e1ria para continuar subindo.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu me recompus e continuei subindo o comprimento vis\u00edvel restante da corda at\u00e9 que o ascensor superior n\u00e3o se movesse mais. Eu havia chegado \u00e0 rocha acima e precisava soltar os ascensores. Essa era a \u00fanica maneira de encontrar um ponto de apoio para as minhas m\u00e3os nas rochas e continuar escalando.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma vez, o medo tomou conta de mim, e eu n\u00e3o tinha for\u00e7a nem coragem para soltar. Todos os m\u00fasculos do meu corpo estavam tremendo, e comecei a pensar em como seria morar em uma caverna. Nesse estado de p\u00e2nico, ouvi Mike falando acima de mim. Ele me dizia para relaxar e manter a calma, dando-me instru\u00e7\u00f5es sobre onde colocar as m\u00e3os para apoio.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu apontei minha lanterna para cima para iluminar o caminho, mas n\u00e3o consegui ver nenhum ponto de apoio adequado, e ent\u00e3o eu disse a Mike: &#8220;N\u00e3o consigo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhei para cima novamente esperando v\u00ea-lo, mas por causa da curvatura da rocha eu s\u00f3 conseguia ouvir sua voz. Ele tentou dar instru\u00e7\u00f5es diferentes, mas n\u00e3o tinha como eu largar aqueles ascensores. Eu n\u00e3o confiava na rocha, n\u00e3o confiava em mim mesma e n\u00e3o confiava na minha capacidade de deixar a seguran\u00e7a do equipamento ao qual eu me agarrava firmemente. Lembro-me de ouvir algum movimento acima de mim e depois nada. Em seguida, Mike me disse para pegar sua m\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta vez, quando olhei para cima, pude ver o antebra\u00e7o de Mike, com a m\u00e3o bem aberta. Eu ri em voz alta. &#8220;Voc\u00ea vai me puxar com apenas uma m\u00e3o?&#8221; perguntei.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Claro!&#8221; ele disse com confian\u00e7a. Discutimos os m\u00e9ritos relativos dessa ideia por um tempo, eu dizendo a Mike que era imposs\u00edvel para ele simplesmente me puxar para cima sem nenhuma alavanca enquanto agarrado a uma corda e dentro de uma fenda apertada, e Mike insistindo que ele poderia fazer isso. Dado que estou contando essa hist\u00f3ria no Marriott Center e n\u00e3o dentro da caverna Spanish Moss, voc\u00eas podem adivinhar quem ganhou esse argumento.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhando para cima novamente, fui tomada pela percep\u00e7\u00e3o de que eu realmente n\u00e3o queria ficar na caverna para sempre. Queria voltar para casa. Essa descoberta me deu a coragem para confiar em Mike e pegar sua m\u00e3o. Em um momento, eu estava pendurada na c\u00fapula, e, no outro, eu estava presa na fenda, ainda agarrada a um ascensor com a m\u00e3o livre. Pude finalmente relaxar os bra\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o a voz firme e confiante de Mike me guiou ainda mais at\u00e9 a sa\u00edda espiral: &#8220;Mova uma m\u00e3o para cima. Coloque o p\u00e9 mais para a esquerda. Troque de m\u00e3os e coloque a outra no ponto de apoio. Use suas pernas. Estique um pouco mais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Mike me manteve na dire\u00e7\u00e3o certa at\u00e9 encontrarmos um \u00faltimo desafio: eu era muito baixa para alcan\u00e7ar o pr\u00f3ximo ponto de apoio e muito medrosa para dar um impulso para ent\u00e3o poder alcan\u00e7\u00e1-lo. Mike sugeriu tentar passar por mim na fenda, se posicionar abaixo de mim e ent\u00e3o me impulsionar at\u00e9 o ponto de apoio. Eu n\u00e3o tinha certeza se essa manobra funcionaria, mas a esse ponto na subida eu estava humilde o suficiente para ouvir seu conselho. Mike conseguiu encontrar uma maneira de me cercar e se prendeu contra a parede logo abaixo de mim. Quando ele me disse para usar suas costas como um banco para alcan\u00e7ar o pr\u00f3ximo ponto de apoio, tive vis\u00f5es de mim em p\u00e9 em suas costas, suas m\u00e3os escorregando contra a rocha sob meu peso e seu corpo caindo pelo buraco no teto da caverna. Novamente discutimos sobre os m\u00e9ritos de sua ideia maluca \u2013 eu sou teimosa \u2013 mas finalmente cedi e pisei nas costas de Mike, que se manteve firme para que eu pudesse alcan\u00e7ar o ponto de apoio que eu precisava. A partir da\u00ed, foi uma subida relativamente f\u00e1cil at\u00e9 a sa\u00edda, e logo me vi sozinha com meus pensamentos enquanto Mike voltava para ajudar os outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Sentada no topo daquela colina com vista para o vale, eu n\u00e3o conseguia reprimir um sentimento irritante de derrota que contrastava fortemente com meu momento de orgulho no fundo da caverna. Repeti na minha mente tudo o que tinha acabado de acontecer. Ser\u00e1 que Mike realmente me puxou do topo de uma queda de quinze metros? Ser\u00e1 que eu realmente pisei nas costas dele? Ser\u00e1 que eu precisava de toda essa ajuda? Sim, sim e sim.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos n\u00f3s precisamos de ajuda. Talvez voc\u00eas teriam se sa\u00eddo melhor do que eu na caverna Spanish Moss, mas todos n\u00f3s, em um momento ou outro, estaremos em uma situa\u00e7\u00e3o em que nossa for\u00e7a, conhecimento ou habilidade ou talvez at\u00e9 mesmo nosso desejo n\u00e3o sejam suficientes. Estes s\u00e3o os momentos em que seu Salvador os tira da escurid\u00e3o \u2014 se voc\u00eas soltarem e tomarem a Sua m\u00e3o. Estes s\u00e3o os momentos em que Sua voz os guia para a seguran\u00e7a \u2014 se voc\u00eas ouvirem com aten\u00e7\u00e3o. E \u00e9 para esses momentos que Ele desceu abaixo de todas as coisas \u2014 para se tornar seu alicerce.<\/p>\n\n\n\n<p>Amo estas palavras do \u00c9lder Jeffrey R. Holland:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Quando <\/em>[o Salvador] <em>diz <\/em>(&#8230;)<em>, &#8220;vinde a mim&#8221;, Ele diz que sabe como nos livrar e como nos conduzir para o c\u00e9u. Ele sabe, porque j\u00e1 trilhou esse caminho; porque Ele<\/em><strong><em> \u00e9<\/em><\/strong><em> o caminho. <\/em>(&#8220;<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/general-conference\/2006\/04\/broken-things-to-mend?lang=por\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Consertar o que est\u00e1 quebrado<\/a>&#8220;, <em>A Liahona, <\/em>maio de 2006; grifo no original.)<\/p>\n\n\n\n<p>Perguntei a Mike recentemente se ele estava preocupado em me tirar da caverna naquele dia. Sem sequer pensar na resposta, respondeu: &#8220;N\u00e3o, sempre havia um plano. Eu carregava todo tipo de equipamentos que voc\u00ea nunca viu. Sempre h\u00e1 uma maneira: \u00c0s vezes sou 5% eu e 95% a outra pessoa; \u00e0s vezes sou 99% eu e 1% a outra pessoa. Mas sei que posso lidar com o que a pessoa tem a oferecer.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O nosso Salvador \u00e9 assim tamb\u00e9m. Ele pode lidar com tudo o que voc\u00eas t\u00eam a oferecer se estiverem dispostos a aceitar Sua ajuda.<\/p>\n\n\n\n<p>Brian K. Ashton da presid\u00eancia geral da Escola Dominical nos lembrou que &#8220;o arrependimento n\u00e3o \u00e9 um plano alternativo caso nosso plano de viver perfeitamente falhe&#8221;. Ele tamb\u00e9m disse, &#8220;N\u00e3o \u00e9 um processo somente para os grandes pecados, mas, sim, um processo di\u00e1rio de autoavalia\u00e7\u00e3o e crescimento, que nos ajuda a sobrepujar nossos pecados, nossas imperfei\u00e7\u00f5es, nossas fraquezas e nossas falhas. (&#8220;<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/liahona\/2016\/11\/sunday-afternoon-session\/the-doctrine-of-christ?lang=por\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">A doutrina de Cristo<\/a>\u201d, <em>A Liahona, <\/em>novembro de 2016).<\/p>\n\n\n\n<p>Viver perfeitamente n\u00e3o \u00e9 o plano. O arrependimento \u00e9 o plano. Jesus Cristo \u00e9 o plano.&nbsp;Acho que erroneamente equiparamos perfei\u00e7\u00e3o com viver uma vida perfeita, sem nunca fracassar ou ficar aqu\u00e9m do esperado, mas Jesus Cristo \u00e9 o \u00fanico que j\u00e1 fez ou far\u00e1 isso. A perfei\u00e7\u00e3o para n\u00f3s, ent\u00e3o, deve estar relacionada a outra coisa.<\/p>\n\n\n\n<p>John S. Robertson explicou em um devocional da BYU que nosso entendimento da palavra <em>perfeito<\/em> mudou nos \u00faltimos 400 anos: enquanto hoje em dia usamos <em>perfeito<\/em> para significar &#8220;sem falha&#8221;, em sua raiz oriunda do latim, a palavra <em>perfeito<\/em> cont\u00e9m a palavra \u201cfeito\u201d, significando algo terminado. Al\u00e9m disso, a palavra hebraica que foi traduzida como &#8220;perfeito&#8221; na B\u00edblia poderia ter sido traduzida com mais precis\u00e3o como &#8220;completo&#8221; (ver &#8220;<a href=\"https:\/\/speeches.byu.edu\/talks\/john-s-robertson\/complete-look-perfect\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Complete Look at Perfect<\/a>&#8220;, discurso dado no devocional da BYU, 13 de julho de 1999). Perfei\u00e7\u00e3o, para n\u00f3s, n\u00e3o significa ser impec\u00e1vel; mas sim estar terminado.<\/p>\n\n\n\n<p>Artistas que praticam a forma de arte japonesa <em>kintsugi<\/em> reparam a cer\u00e2mica quebrada preenchendo as rachaduras com uma laca feita de ouro, prata ou platina, restaurando a pe\u00e7a danificada a algo belo e inteiro. Kintsugi ensina que cicatrizes n\u00e3o s\u00e3o algo a esconder; em vez disso, elas devem ser celebradas pela beleza \u00fanica que exibem. As cicatrizes em si s\u00e3o consideradas preciosas e, portanto, s\u00e3o consertadas com metais preciosos para honrar seu valor. A pe\u00e7a final \u00e9 ainda mais bonita do que a original intacta.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, honramos as cicatrizes de nosso Salvador, porque Ele nos gravou nas palmas de Suas m\u00e3os (ver <a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/ot\/isa\/49?lang=por&amp;id=16\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Isa\u00edas 49:16<\/a>). Ele n\u00e3o se envergonha de Suas cicatrizes. Pelo contr\u00e1rio, Ele nos fez este convite:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Levantai-vos e aproximai-vos de mim,<\/em>&nbsp;(&#8230;)<em> para que possais meter as m\u00e3os no meu lado e tamb\u00e9m apalpar as marcas dos cravos em minhas m\u00e3os e em meus p\u00e9s, a fim de que saibais que eu sou <\/em>(&#8230;) <em>o Deus de toda a terra, e fui morto pelos pecados do mundo.<\/em> [<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/bofm\/3-ne\/11?lang=por&amp;id=14\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">3 N\u00e9fi 11:14<\/a>]<\/p>\n\n\n\n<p>Quando entregamos nossos peda\u00e7os quebrados ao Salvador, nossas lacunas s\u00e3o preenchidas com Ele \u2014 com Sua perfei\u00e7\u00e3o \u2014 e nos tornamos completos; somos finalizados pelo Grande Criador por meio do poder restaurador do &#8220;autor e consumador da f\u00e9&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/nt\/heb\/12?lang=por&amp;id=2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hebreus 12:2<\/a>). Passamos a conhecer o Salvador n\u00e3o apenas ao reconhecer e reverenciar Suas cicatrizes, mas ao reconhecer e reverenciar as nossas. Estamos ligados ao Salvador por meio de cicatrizes m\u00fatuas, &#8220;e pelas suas pisaduras fomos sarados&#8221; (<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/scriptures\/ot\/isa\/53?lang=por&amp;id=4-5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Isa\u00edas 53:5<\/a>; ver tamb\u00e9m o vers\u00edculo 4).<\/p>\n\n\n\n<p>Repito as palavras do \u00c9lder Holland:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>[Quando voc\u00eas est\u00e3o s\u00f3s]<em>, por favor, <\/em>[saibam]<em> que \u00e9 poss\u00edvel encontrar consolo. <\/em>[Quando est\u00e3o]<em> <\/em>[desanimados], [tenham] <em>esperan\u00e7a. <\/em>[Quando est\u00e3o pobres]<em> em esp\u00edrito, <\/em>[saibam]<em> que <\/em>[podem]<em> se fortalecer. <\/em>[Quando tiverem]<em> a sensa\u00e7\u00e3o de que sua vida est\u00e1 arruinada, <\/em>[saibam]<em> que ela tem conserto.<\/em> [&#8220;<a href=\"https:\/\/www.churchofjesuschrist.org\/study\/general-conference\/2006\/04\/broken-things-to-mend?lang=por\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Consertar o que est\u00e1 quebrado<\/a>&#8220;]<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus Cristo, o Salvador do mundo, deseja reparar seus peda\u00e7os quebrados, preencher seus espa\u00e7os vazios e fazer de voc\u00eas um vaso mais belo e inteiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Que cada um de voc\u00eas encontre a for\u00e7a para fracassar e, nas m\u00e3os de seu Salvador, o poder para finalizar. Em nome de Jesus Cristo. Am\u00e9m.<\/p>\n","protected":false},"template":"","tags":[],"class_list":["post-976","speech","type-speech","status-publish","hentry","event_type-devocional","speaker-cassy-budd","topic-graca","topic-homem-natural","topic-vida"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.5 (Yoast SEO v27.5) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Sobre fracassar e finalizar | BYU Speeches Portugu\u00eas<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Acho que erroneamente equiparamos perfei\u00e7\u00e3o com viver uma vida perfeita, sem nunca fracassar ou ficar aqu\u00e9m do esperado.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/speeches.byu.edu\/por\/talks\/cassy-budd\/sobre-fracassar-e-finalizar\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" 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